Nascido em 7 de novembro de 1890, em Tetiev/Ucrânia, Phil Spitalny foi um músico, crítico musical e compositor que fez muito sucesso entre os anos 30 e 40. Ainda criança, mudou-se com a família para os EUA e nos anos 20 montou sua primeira banda com a qual obteve certo destaque, principalmente com as músicas "Jackass Blues" e "I Want to Meander in the Meadow". Mais tarde, Spitalny notabilizou-se por surpreender a todos montando uma orquestra composta somente por mulheres de grande talento musical, com destaque especial para a baterista Mary McClanahan, considerada uma das melhores de sua época. No rádio era apresentado como Phil Spitalny and His All-Girl Orchestra e ainda contava com a ilustre participação da violinista Evelyn Kaye Klein, que por seu grande talento era tida como Evelyn e seu violino mágico. Composta por 22 componentes, sua banda participou do programa The Hour of Charme que era apresentado pela atriz Arlene Francis (famosa por participar do programa What's My Line?), recebendo o subtitulo de Hour of Charm Orchestra.
Esse programa foi mantido no ar pelas rádios CBS e NBC entre 1934 e 1948. A parceria entre Evelyn (que utilizava o nome artístico Evelyn Silverstone) e Spitalny conduziu-os ao matrimônio em 1946. Ao longo de sua carreira, Spitalny e sua Orquestra, participaram dos curtas-metragens musicais, logo após assinarem contrato com a Universal Pictures: Phil Spitalny (1929), Phil Spitalny and His Musical Queens (1934), Big City Fantasy (1934), Ladies That Play (1934), Sirens of Syncopation (1935), Phil Spitalny & His All Girl Orchestra (1935), Musical Charmers (1936), Moments of Charm (1939); e dos longas-metragens: Meet the Maestros em 1938; e nos longas When Johnny Comes Marching Home (ao lado de Allan Jones) e Here Come the Co-Eds (produção dos humoristas Abbott e Costello), 1942 e 1945 respectivamente. Na televisão, Phil Spiltany participou de quatro episódios, do programa Toast of the Town comandado por Ed Sullivan entre 1951 e 1953.
Spitalny compôs algumas músicas, em parceria com Gus Kahn (escritor alemão que colaborou com grandes músicos, com destaque para Al Jolson) e Lee Stubby Gordon (músico de jazz, lembrado pelas canções Tell Me Dreamy Eyes, Rippin'It Off e Worryin' Blues). Spitalny manteve-se ativo no trabalho musical até os anos 50 e ao aposentar-se como músico, inciou a carreira de crítico musical num jornal local de Miami. A Universidade de Miami instituiu dois prêmios acadêmicos em homenagem a Phil e sua esposa Evelyn, Music Achievement Award e Phil Spitnalny Scholarship. Faleceu em Miami no dia 11 de outubro de 1970 próximo de completar 80 anos de idade, vítima de câncer. Phil Spitalny ganhou uma Estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Recomendo a quem interessar: Little Girl , What's The Use e Phil Spitalny and Musical Queens June 1934
quarta-feira, 15 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Civilization (1916) - Elenco
Nascido em 9 de fevereiro de 1880, Howard C. Hickman foi ator e diretor dos primórdios do cinema norte americano. Ator de teatro vaudeville, encorajado pelo produtor Thomas H. Ince, marcou sua estreia nas telas no curta-metragem The Dead Pay (1912) e seu primeiro longa ocorreu em 1915 no filme The Cup of Life. Casado com a atriz Bessie Barriscale, estrelou vários filmes ao lado da esposa, porém, sua carreira como ator foi mais voltada à participação de curtas-metragens. Howard pertence a uma geração na qual as Companhias Cinematográficas produziam vários filmes por ano, tanto que entre 1912 (quando da sua estreia) até 1918, participou de mais de 50 filmes. No período de 1919 a 1927, manteve-se afastado das telas do cinema dedicando-se ao teatro. Retomou sua carreira cinematográfica em 1928, no filme Alias Jimmy Valentine. Manteve-se em atividade até 1944 no filme Bowery to Broadway, ano este em que participou de várias outras produções, porém já não tinha seu nome creditado ao elenco desde 1943 no filme The Masked Marvel. É reverenciado por suas atuações em Civilization (Count Ferdinand), Fury (Governor Burt) e Gone With The Wind (John Wilkes). Sua carreira como diretor correu paralelamente com sua carreira como ator. Faleceu no dia 31 de dezembro de 1949 aos 69 anos de idade.
Nascida em 22 de fevereiro de 1894 em Dillon/Colorado, Enid Markey foi uma atriz de cinema e televisão norte-americana. Marcou sua estreia em 1911 no curta-metragem The Fortunes of War, e assim como a maioria dos atores da época, trabalhava em vários filmes por ano. Em 1916, foi convidada pelo diretor Thomas H. Ince, a compor o elenco do filme Civilization, interpretando Katheryn Haldemann. Sua dedicação e talento, abriram-lhe fronteiras para que se tornasse a primeira atriz a interpretar a personagem Jane, companheira de Tarzan; obra do escritor Edgar Rice. Foi Jane em Tarzan of the Apes e The Romance of Tarzan, ambos de 1918. Entre 1950 e 1960, dividiu suas atenções entre as telas de cinema e produções para a televisão com destaque especial para: Bringing Up Buddy interpretando Violet Flower, ao lado dos atores Frank Aletter e Doro Merande (entre 1960-1961); The Andy Griffith Show, onde vivia a personagem Barney Fife (1963) e no seriado "Gomer Pyle, USMC" na pele da Avó Pyle (1966). Encerrou a carreira em 1968 no filme The Boston Strangler ao lado de Tony Curtis, Henry Fonda e George Kennedy. Faleceu no dia 15 de novembro de 1981, aos 87 anos de idade.
Outros atores (seguindo a ordem da imagem acima): J. Barney Sherry, Kate Bruce e Charles K. French. - Herschel Mayall, George Fisher, Jerome Storm, Lola May, J.Frank Burke e Ethel Ullman.
Nascida em 22 de fevereiro de 1894 em Dillon/Colorado, Enid Markey foi uma atriz de cinema e televisão norte-americana. Marcou sua estreia em 1911 no curta-metragem The Fortunes of War, e assim como a maioria dos atores da época, trabalhava em vários filmes por ano. Em 1916, foi convidada pelo diretor Thomas H. Ince, a compor o elenco do filme Civilization, interpretando Katheryn Haldemann. Sua dedicação e talento, abriram-lhe fronteiras para que se tornasse a primeira atriz a interpretar a personagem Jane, companheira de Tarzan; obra do escritor Edgar Rice. Foi Jane em Tarzan of the Apes e The Romance of Tarzan, ambos de 1918. Entre 1950 e 1960, dividiu suas atenções entre as telas de cinema e produções para a televisão com destaque especial para: Bringing Up Buddy interpretando Violet Flower, ao lado dos atores Frank Aletter e Doro Merande (entre 1960-1961); The Andy Griffith Show, onde vivia a personagem Barney Fife (1963) e no seriado "Gomer Pyle, USMC" na pele da Avó Pyle (1966). Encerrou a carreira em 1968 no filme The Boston Strangler ao lado de Tony Curtis, Henry Fonda e George Kennedy. Faleceu no dia 15 de novembro de 1981, aos 87 anos de idade.Outros atores (seguindo a ordem da imagem acima): J. Barney Sherry, Kate Bruce e Charles K. French. - Herschel Mayall, George Fisher, Jerome Storm, Lola May, J.Frank Burke e Ethel Ullman.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Civilization (1916)
Em 1916, a parceria entre os diretores Reginald Barker, Thomas H. Ince e Raymond B. Oeste deu origem ao filme Civilization. A produção, que foi comparada ao clássico The Birth of a Nation (O Nascimento de uma Nação), foi a primeira a mostrar Jesus Cristo e consequentemente, a levantar opiniões diversas. Começando com um prólogo realista sobre os soldados e a triteza das milhares de mães que tem seus filhos arrancados abruptamente de seus colos, as primeiras palavras deixam claro que que numa guerra não existe o certo e o errado, mas simplesmente os que pagam por ela. A história começa com o Conde Ferdinand (Howard C. Hickman), construtor de um moderno submarino, sendo designado pelo Rei de Wredpryd (Herschel Mayall) a comandar e conduzir a batalha com o objetivo de destruir um navio carregado de munições e civis. Entretanto, ao avistarem o referido navio, Conde Ferdinand resolve contrariar as ordens recebidas ao constatar que o navio conduzia mulheres e crianças. Esta atitude causa revolta junto à tripulação levando-o a um enfrentamento armado com a mesma, e após dominar a situação provoca o afundamento do submarino.
Como resultado de toda violência gerada no conflito e a morte de toda a tripulação, o Conde Ferdinand teve sua alma lançada no purgatório; porém dada a nobreza de seu ato para salvar mulheres e crianças, Jesus (George Fisher) o salva do purgatório. Entretanto, anuncia ao Conde que utilizará seu corpo terreno para voltar ao mundo dos vivos e através dele, pregar novamente a paz entre os povos. À partir daí, os valores humanos são colocados à prova.
Bastidores: O sucesso e as críticas - A declaração de Yazujiro Ozu
O filme que demorou 1 ano para ser lançado, teve um orçamento em torno de um milhão de dólares para ser produzido conforme às exigências dos três diretores envolvidos. O roteirista C. Gardner Sullivan, disse em entrevista que teve inspiração pra escrever na manhã do domingo de Páscoa de 1915, e rapidamente passou para o papel a ideia principal, intitulando-a The Mothers of Men. O tempo de gravação reuniu centenas de pessoas e garantiu a obra uma das mais belas fotografias da época.
Composto por cenas grandiosas que vão desde batalhas campais, navais e aéreas; a produção contou com o apoio da Marinha dos EUA que lhes emprestou navios para as filmagens. Ao longo da propaganda do filme, a imprensa divulgou os gastos exacerbados causados pelo naufrágio de um transatlântico, os gastos com munições, elenco (cerca de 40 mil pessoas), dez mil cavalos, 40 aviões e cidades inteiras que foram construídas, apenas para serem destruídas. Civilization trouxe pela primeira vez às telas de cinema um ator interpretando Jesus Cristo, cabendo a George Fisher esta difícil tarefa. O filme foi um sucesso popular quando de seu lançamento em 1916, sendo inclusive considerado a última grande conquista dos Estúdios Ince, porém causou várias divergências entre a crítica especializada. O cineasta Yasujiro Ozu, diretor do clássico Era Uma Vez em Tóquio (1953), declarou que decidiu tomar a profissão de diretor de cinema após assistir Civilization. A obra em questão, que foi considerada uma resposta ao polêmico "The Birth of a Nation" (1915) de D.W. Griffith, recebeu da Library of Congress indicação para preservação pela National Film Registry devido a seu inestimável valor histórico.
Como resultado de toda violência gerada no conflito e a morte de toda a tripulação, o Conde Ferdinand teve sua alma lançada no purgatório; porém dada a nobreza de seu ato para salvar mulheres e crianças, Jesus (George Fisher) o salva do purgatório. Entretanto, anuncia ao Conde que utilizará seu corpo terreno para voltar ao mundo dos vivos e através dele, pregar novamente a paz entre os povos. À partir daí, os valores humanos são colocados à prova.
Bastidores: O sucesso e as críticas - A declaração de Yazujiro Ozu
O filme que demorou 1 ano para ser lançado, teve um orçamento em torno de um milhão de dólares para ser produzido conforme às exigências dos três diretores envolvidos. O roteirista C. Gardner Sullivan, disse em entrevista que teve inspiração pra escrever na manhã do domingo de Páscoa de 1915, e rapidamente passou para o papel a ideia principal, intitulando-a The Mothers of Men. O tempo de gravação reuniu centenas de pessoas e garantiu a obra uma das mais belas fotografias da época.
Composto por cenas grandiosas que vão desde batalhas campais, navais e aéreas; a produção contou com o apoio da Marinha dos EUA que lhes emprestou navios para as filmagens. Ao longo da propaganda do filme, a imprensa divulgou os gastos exacerbados causados pelo naufrágio de um transatlântico, os gastos com munições, elenco (cerca de 40 mil pessoas), dez mil cavalos, 40 aviões e cidades inteiras que foram construídas, apenas para serem destruídas. Civilization trouxe pela primeira vez às telas de cinema um ator interpretando Jesus Cristo, cabendo a George Fisher esta difícil tarefa. O filme foi um sucesso popular quando de seu lançamento em 1916, sendo inclusive considerado a última grande conquista dos Estúdios Ince, porém causou várias divergências entre a crítica especializada. O cineasta Yasujiro Ozu, diretor do clássico Era Uma Vez em Tóquio (1953), declarou que decidiu tomar a profissão de diretor de cinema após assistir Civilization. A obra em questão, que foi considerada uma resposta ao polêmico "The Birth of a Nation" (1915) de D.W. Griffith, recebeu da Library of Congress indicação para preservação pela National Film Registry devido a seu inestimável valor histórico.
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