terça-feira, 5 de julho de 2011

Max Schreck

Nascido Friedrich Gustav Maximilian Schreck no dia 6 de setembro de 1879, ficou conhecido pelo nome artístico de Max Schreck. Ator alemão, interpretou o Conde Orlok no filme Nosferatu (1922), um de seus personagens mais famosos. Iniciou sua carreira após concluir seus estudos e formar-se em artes cênicas, no ano de 1902 na Berliner Staatstheater, estreou na peça Meseritz e Speyer. Posteriormente, foi convidado a fazer parte da Companhia teatral de Max Reinhardt. Casado com a também atriz Fanny Normann, viu-se obrigado a abandonar os palcos e a família para servir na Primeira Guerra Mundial. Retornando, atuou em várias peças nos mais diversos teatros de Munique até, finalmente, ser chamado para fazer parte do elenco de "Der Richter von Zalamea" em 1920 marcando sua estreia no cinema. No ano seguinte, foi apresentado a F.W. Murnau, e finalmente apareceu nas telas interpretando o famoso vampiro Conde Orlok no clássico Nosferatu (1922). Apesar da polêmica devido a violação dos direitos autorais, Max continuou atuando em filmes alemães, ora com papeis secundários, ora como protagonista.

Dentre os filmes que foram feitos após Nosferatu, destaco: Mysteries of a Barbershop, The Street (ambos de 1923) e The Grand Duke's Finances de 1924. Durante uma apresentação na peça Don Carlos, Infante de España, Max sentiu-se mal e foi internado. Diagnosticado com problemas no coração, não resistiu a um ataque cardíaco e faleceu na manhã seguinte, no dia 20 de fevereiro de 1936 aos 56 anos de idade. Coincidência ou não, a palavra schreck significa susto/espanto e, depois de sua morte, foram muitas as lendas criadas, inclusive, de que Max seria mesmo um vampiro e só havia sido convidado por Murnau para dar mais veracidade no filme Nosferatu.

Apesar dos boatos, seu personagem (Conde Orlok) ganhou espaço nos desenhos animados, filmes e jogos. Destaco a ilustre participação num episódio de Bob Esponja. Para quem quiser ver a cena, basta clicar aqui (Infelizmente não encontrei uma versão dublada). Mas cá entre nós, vampiro ou não, que Max tinha uma aparência um tanto quanto "diferente", ninguém pode negar.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nosferatu, Uma Sinfonia de Horror - Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens

Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens (Nosferatu, uma sinfonia de horror) é considerado uma obra-prima do cinema mudo. Baseado no clássico de Bram Stoker "Drácula" foi dirigido por ninguém mais, ninguém menos, que F.W. Murnau em 1922. A produção cinematográfica foi processada por violação de direitos autorais e correu o risco de desaparecer, porém, graças as poucas cópias que foram comercializadas, atualmente, Nosferatu é considerado domínio público. Visto como um clássico expressionista alemão, o elenco de peso faz do filme um dos melhores do gênero. A presença marcante de Max Schreck como o Conde Orlok, ou simplesmente Nosferatu; a trilha sonora e o cenário em preto e branco, contribuem para que o clima de terror e suspense seja realista. A história se passa numa cidade fictícia chamada Wisborg, no ano de 1838 e começa com Thomas Hutter (Gustav von Wangenheim) partindo em direção aos Montes Cárpatos, onde, segundo seu chefe, um comprador estaria interessado em adquirir uma propriedade em Wisborg.

Chegando na pequena cidade onde Conde Orlok reside, é desencorajado pelos habitantes daquele lugar, os quais lhe orientam sobre o misterioso Orlok. Desconfiado, porém decidido a fazer negócio, segue seu caminho auxiliado por um cocheiro, passando por lugares assustadores até, finalmente, chegar ao castelo. Durante um jantar sinistro nos aposentos do Conde, e após ler alguns trechos do "Livro dos Vampiros" Hutter começa a suspeitar que Nosferatu também seja um vampiro. No dia seguinte, após observar um pequeno porta retrato de Ellen (Greta Schröder) entre as coisas de Thomas Hutter, Nosferatu sente-se atraído. Após uma sequência de fatos assustadores, Hutter foge do castelo e finalmente volta para Wisborg, ao lado de sua mulher, Ellen.

Surpreendido pelas notícias nos jornais, de uma possível epidemia de peste, fica assustado ao descobrir que todas as vítimas encontravam-se com furos no pescoço. Com Nosferatu na cidade, os habitantes vivem momentos de pânico. O número de mortos aumenta a cada dia e apenas uma pessoa pode mudar o desfecho dessa história. Apesar da nova versão em 1979 produzida por Werner Herzog (Nosferatu the Vampyre) o filme de 1922 ainda é considerado por muitos uma das melhores produções cinematográficas de todos os tempos. Aos interessados, basta clicar aqui e assistir a este grande clássico do cinema mudo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Seriados - Parte Final

Criada por William Blinn e produzida pela Spelling-Goldberg Productions,o seriado Starsky e Hutch (Starsky & Hutch) foi exibido pela ABC entre 1975 e 1979. Estrelado por Paul Michael Glaser (Starsky) e David Soul (Hutch) a produção narrava as aventuras de dois policiais de características totalmente adversas que dirigiam um velho Ford Gran Torino vermelho, que se tornou a atração maior da série, em loucas perseguições a bandidos e marginais nas ruas de "Bay City, California". A série virou febre entre os jovens dos anos 70, que sonhavam, adquirir um carro igual. Em 2004, a série ganhou uma versão para o cinema com os atores Ben Stiller (Starsky) e Owen Wilson (Hutch).

As Panteras (Charlie's Angels), criada em 1976 por Aaron Spelling e Leonard Goldberg foi um cult dos anos 70 composto por 115 episódios. O seriado contava com a presença de três belas espiãs que trabalhavam para um misterioso personagem de nome Charles, que nunca aparecia e se comunicava através de um rádio comunicador. Dotadas de qualidades especiais, Sabrina Duncan (Kate Jackson), Kelly Garrett (Jaclyn Smith) e Jill Munroe (Farrah Fawcett), recebiam as orientações através do fiel Bosley (David Doyle) e partiam para as mais perigosas aventuras. O elenco sofreu várioas mudanças ao longo das temporadas. A série deu origem a dois longas-metragens com a participação do ator brasileiro Rodrigo Santoro.


A Ilha da Fantasia (Fantasy Island) foi um seriado de televisão que narra as aventuras de turistas que chegam a uma ilha paradisíaca onde era possível tornar realidade todo e qualquer desejo. Comandada pelo senhor Roarke (Ricardo Montalbán) e seu fiel amigo, o pequeno Tatto (Hervé Villechaize); os turistas compravam sonhos que só podiam se tornar realidade na magia daquele lugar. Produzida em 1978, inicialmente foi exibida no Brasil na década de 80 pela Rede Globo, e atualmente pode ser vista na tv aberta pelo canal Rede Brasil de televisão. Foram produzidas cerca de 150 episódios com 60 minutos de duração cada um.



Estrelada pelos atores Larry Wilcox (Jon Baker) e Erik Estrada (Frank Ponch), CHiPs (California Highway Patrol) foi produzida para a televisão em 1977 contando com seis temporadas. A história baseia-se nas aventuras de dois policiais rodoviários que enfrentam as mais diversas situações para manter a lei e a ordem, montados em suas motos Kawasaki. O seriado grande aceitação pública, principalmente devido a presença do ator Erik Estrada. Em 1999, a série deu origem ao longa-metragem Chips 99 que contou com grande parte do elenco original.





Algumas das séries mostradas nesta coletânea tornaram-se verdadeiras febres nos seus respectivos períodos e até hoje, são relembradas e reexibidos por várias emissoras de televisão tanto aberta quanto fechada. Espero ter-lhes proporcionado bons momentos de recordação e estimulado os mais jovens a conhecerem essas relíquias. Em breve voltarei ao tema.
 
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