
Der müde Tod, em alemão, Destiny em inglês e A Morte Cansada em português, é uma obra prima de um dos maiores diretores de todos os tempos, Fritz Lang. Estrelado por Lil Dagover, Walter Janssen e Bernhard Goetzke, foi lançado em 1921. O filme despertou o interesse de Luis Buñuel em arriscar-se no cinema, além de ser considerado por Alfred Hitchcok, um dos melhores de todos os tempos. Com um enredo intrigante e a trilha sonora envolvente, a história começa com um estranho personagem acompanhando um casal apaixonado que está aproveitando a lua de mel. O novo morador da pequena cidade causa espanto nas pessoas, tanto pela sua aparência, quanto pelo brilho sinistro de seus olhos. Até que, por um momento, o rapaz que acabara de se casar desaparece misteriosamente; e sua esposa desesperada, passa a procurar pelo marido por toda a cidade, sem encontrá-lo. Cansada e sem forças para continuar sua busca, resolve parar para descansar.

Aos prantos, é interrompida por uma multidão de espíritos que atravessa um grande muro, que fora construído pelo estranho personagem. Dentre os espíritos, vislumbra seu marido, causando uma sensação indescrítivel, tanto para a personagem, quanto para quem está assistindo. Emocionada, desmaia e é socorrida por um velho alquimista. Quando finalmente recupera os sentidos, percebe que está numa casa rodeada por livros e poções. Sua curiosidade faz com que ela folheie algumas páginas de um livro que se encontrava em cima da mesa e então ela lê a frase " O amor é mais forte que a morte". Isto lhe dá toda a coragem de que precisava para que beba uma dose de veneno e morra.

No misterioso lugar em que ela se encontra, o enigmático personagem, que encarna a própria morte, aparece. Decidida a trazer seu marido de volta à vida, a mesma faz um acordo com a entidade, a qual lhe dá três chances de resgatar seu grande amor. Conduzindo-a até uma sala repleta de velas, onde cada uma representa uma vida, ele separa três delas ligadas ao seu marido. O desafio determina que ela salve ao menos uma destas vidas, encarnadas em cada vela, para que ambos voltem a conviver no mundo dos vivos. A partir daí, acompanhamos a aflição da jovem ao enfrentar as mais difíceis situações e inimigos em três realidades diferentes, tentando reverter o trágico final de cada uma. Este desafio conduz a desesperada personagem à uma Região Islâmica, à Veneza e à China Imperial. Em cada uma dessas situações a morte está sempre presente para impedir que eles fiquem juntos. A história, o cenário, o figurino e os efeitos especiais, que embora sejam simples, impressionam; e nos faz viajar junto com os personagens ao longo da história.

Até o desfecho da trama, muitas coisas acontecem, e cabe a ela decidir o seu futuro junto ao marido. Com um elenco que impressiona, pela qualidade e expressividade, o filme de Fritz Lang mostra um lado espiritual que mexe com a nossa imaginação, provando que o verdadeiro amor pode nos conduzir a atitudes extremas e muitas vezes irreversíveis.
Foi uma experiência das mais prazerosas assistir a este belo filme, o qual indiquei para vários membros, para que pudessem compartilhar desta mesma experiência. Fiquei feliz em receber os comentários abaixo relacionados de algumas amigas que já assistiram a esta obra. Aqueles que ainda não conhecem esta obra, deixo aqui esta
oportunidade.
Jane dos Anjos : A Morte Cansada foi um filme apresentado pra mim pela Rubi,e tenho que dizer que é um dos melhores filmes antigos que eu já vi,ele consegue juntar suspense e drama ao mesmo tempo e tem uma linda historia de amor.Os pontos positivos do filme são os atores, a atriz principal tem uma expressão incrivel e a cada cena ela fica ainda mais incrível e a morte, nossa, como foi bem representada e como ficou real. Os pontos negativos pra mim não teve, a falta de fala do filme faz dele ainda mais especial é uma obra clássica e cheia de emoção! Se fosse refeita nos tempos de hoje seria com certeza um sucesso. Este filme eu recomendo.
Kuki Bertolini: A Morte Cansada é uma fabula maravilhosa feita pelo grande Fritz Lang em meados dos anos 20 (uma obra bem complexa para a época, aliás). Um filme com uma linda história do poder, da força que o amor verdadeiro tem, inclusive sobre a morte. Uma jovem perde seu amante e vai atrás da Morte para implorar pela vida do mesmo. A Morte, cansada de todo o sofrimento que causa aos humanos, lhe impõe 3 desafios e se ela vencer, poderá levar seu amor embora. Usando de belas metáforas, como a vida representada pelas chamas das velas, o filme nos prende a atenção do começo ao fim. O sofrimento e a dor imposta pela garota pela perda nos emocionam, a sua coragem no final do filme quase me fez chorar. Um filme que transborda sentimentos, que nos faz sentir toda a agonia que ela tem a cada desafio que perde. Uma obra prima esquecida no tempo, o início da brilhante carreira de Fritz Lang! - do
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