Quando falamos de rock and roll, nos remetemos a Bill Haley and his Comets, Chucky Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis; e quando o assunto é Doo Wop lembramos do conjunto The Platters, entre outros tantos nomes que marcaram história destes ritmos. Porém, em 1957 surgia na América do Sul, mais especificamente, na Argentina; um grupo que revolucionaria o estilo fora do eixo norte-americano. Liderados pela exuberante Estela Raval, dona de uma voz inconfundível, e seu marido, o trompetista Ricardo Romero; surgia em Buenos Aires o grupo "Los Cinco Latinos" , que trazia ainda os músicos Hector Buonsanti, Mariano Crisiglione e Francisco Jorge Crisiglione Pataro. Considerado por muitos o grupo vocal mais famoso de todos os tempos, foi um dos pioneiros do rock latino e um dos primeiros a cantar rock em espanhol. Adotando um estilo Doo Woop; que imortalizou o grupo "The Platters"; Los Cinco Latinos romperam as fronteiras argentinas e alcançaram fama mundial entre 1957 à 1970.
Em 1957, lançaram seu primeiro single junto a Columbia Records com as músicas "Quiereme Siempre" e "Abran las ventanas"; e no ano seguinte a gravação do primeiro álbum Maravilloso, Maravilloso pela mesma gravadora, com sucessos como Recordándote (que alcançou o segundo lugar no ranking mundial) Quiereme Siempre, Abran Las Ventanas e uma versão latina do grande sucesso Only You (Solo Tu). Em 1959, o segundo álbum Dímelo tú, proporcionaram-lhes a primeira turnê internacional por países sul-americanos e México (onde permaneceram por seis meses). No ano seguinte, com a saída de Francisco Jorge e a integração de Carlos Antimori, apresentaram-se na Espanha com status de super estrelas no "Parque de La Flórida".
Permaneceram na Espanha por cerca de 18 meses, com destaque para uma apresentação em Valença na Praça dos Touros no dia 29 de junho de 1960 ao lado do grupo The Platters, diante de cerca de 35mil pessoas. Em 1969, apesar do grande sucesso que desfrutavam, o grupo anunciou a dissolução com a saída de Estela Raval que partiu para a carreira solo junto com o marido; porém não obteve o mesmo reconhecimento de quando à frente da banda. Mariano criou seu próprio grupo, Antimori montou uma orquestra e Hector passou a trabalhar com arranjos musicais. Para felicidade dos fãs, em 1982 os organizadores da Copa da Espanha convidaram-nos a se reunirem novamente, o que acabou por ocorrer porém sob o nome de "Estela Raval y Los Cinco Latinos" compondo a mesma formação dos anos 60 com a exceção a Hector substituído por augusto Gramatta.
O retorno ocorreu no dia 30 de junho num show intitulado "A Reunião dos Cinco Latinos" no mesmo local de sua primeira apresentação na Espanha em 1960. Em 2003 conquistaram o Prêmio Gardel de Melhor Álbum Romântico com o álbum Adelante e o Disco de Ouro com mais de 30mil cópias vendidas. Ainda realizaram um show de mesmo nome para mais de 300mil espectadores. Em 2006 lançaram um DVD com os melhores momentos no Teatro Astros de Buenos Aires. No ano seguinte, lançaram "Maravillosos 50" em comemoração aos 50 anos do grupo. Para deleite dos fãs, o grupo continua em plena atividade. Para aqueles que já conhecem o trabalho de Los Cinco Latinos, fica aqui a oportunidade de rever grandes sucessos; e para quem não os conhece eis a grande oportunidade de ouvir os " The Platters argentinos", e se deslumbrar com a voz maravilhosa de Estela Raval: La Hora Del Crepusculo,Como Antes e Amor Bajo Cero.
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 31 de julho de 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Milú
Maria de Lourdes de Almeida nasceu em Lisboa no dia 24 de abril de 1926. Foi atriz e cantora portuguesa que adotou o nome artístico de Milú. Precoce, começou a carreira artística aos 10 anos de idade cantando na rádio. Ainda jovem, dois anos mais tarde marcou sua estreia no cinema no filme Aldeia da Roupa Branca de Chianca de Garcia, ao lado da atriz Beatriz Costa. Em 1943, aos 17 anos, interpretou Luisinha no filme O Costa do Castelo do diretor Arthur Duarte; voltando a trabalhar com ele em 1947 no filme O Leão da Estrela, 1950 em O Grande Elias e 1958 em Dois Dias no Paraíso. Seu talento despertou o interesse de outros diretores famosos do cinema lusitano, tais como Manuel Guimarães que a dirigiu em A Volta de José do Telhado e Vidas Sem Rumo; Armando de Miranda no filme A Volta de José do Telhado; Perdigão Queiroga no filme Os Três da Vida Airada.
Extremamente bela, tornou-se uma das atrizes mais populares do cinema português entre os anos 40 e 50, sendo comparada a grandes estrelas de Hollywood. Como não poderia ser, recebeu convites para trabalhar fora do país e sob o comando do diretor austro-húngaro Ladislao Vajda, realizou vários filmes em território espanhol, entre os quais Doce lunas de miel (1944) e Rua Sem Sol (1947). Seu talento não se limitava somente à interpretações de personagens múltiplos, como cantora tornou clássica as canções "A Minha Casinha" e "Cantigas da Rua"; já no teatro, emprestou seu talento para espetáculos de revista, principalmente no Teatro Avenida e Teatro de Variedades. Em 1981 encerrou a carreira artística no filme "Kilas, o Mau da Fita" do diretor José Fonseca. Na vida pessoal, assim como na artística, as mudanças aconteceram muito cedo para Milú que se casou pela primeira vez em 1943 aos 17 anos de idade. Em 1960, quando já residia no Brasil, por onde permaneceu até 1968 casou-se com Luís de Magalhães Coutinho Nobre Guedes, com quem teve uma filha dois anos mais tarde, a carioca Cristina de Almeida Nobre Guedes.
Muito debilitada, em seus últimos anos de vida perdeu a visão e faleceu no dia 5 de novembro de 2008 aos 82 anos de idade na cidade de Cascais/Portugal por conta de vários problemas respiratórios. Ainda em vida, recebeu uma condecoração em maio de 2007 pelo presidente de Portugal Anibal Cavaco Silva na ordem de "Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
Extremamente bela, tornou-se uma das atrizes mais populares do cinema português entre os anos 40 e 50, sendo comparada a grandes estrelas de Hollywood. Como não poderia ser, recebeu convites para trabalhar fora do país e sob o comando do diretor austro-húngaro Ladislao Vajda, realizou vários filmes em território espanhol, entre os quais Doce lunas de miel (1944) e Rua Sem Sol (1947). Seu talento não se limitava somente à interpretações de personagens múltiplos, como cantora tornou clássica as canções "A Minha Casinha" e "Cantigas da Rua"; já no teatro, emprestou seu talento para espetáculos de revista, principalmente no Teatro Avenida e Teatro de Variedades. Em 1981 encerrou a carreira artística no filme "Kilas, o Mau da Fita" do diretor José Fonseca. Na vida pessoal, assim como na artística, as mudanças aconteceram muito cedo para Milú que se casou pela primeira vez em 1943 aos 17 anos de idade. Em 1960, quando já residia no Brasil, por onde permaneceu até 1968 casou-se com Luís de Magalhães Coutinho Nobre Guedes, com quem teve uma filha dois anos mais tarde, a carioca Cristina de Almeida Nobre Guedes.
Muito debilitada, em seus últimos anos de vida perdeu a visão e faleceu no dia 5 de novembro de 2008 aos 82 anos de idade na cidade de Cascais/Portugal por conta de vários problemas respiratórios. Ainda em vida, recebeu uma condecoração em maio de 2007 pelo presidente de Portugal Anibal Cavaco Silva na ordem de "Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Phil Spitalny
Nascido em 7 de novembro de 1890, em Tetiev/Ucrânia, Phil Spitalny foi um músico, crítico musical e compositor que fez muito sucesso entre os anos 30 e 40. Ainda criança, mudou-se com a família para os EUA e nos anos 20 montou sua primeira banda com a qual obteve certo destaque, principalmente com as músicas "Jackass Blues" e "I Want to Meander in the Meadow". Mais tarde, Spitalny notabilizou-se por surpreender a todos montando uma orquestra composta somente por mulheres de grande talento musical, com destaque especial para a baterista Mary McClanahan, considerada uma das melhores de sua época. No rádio era apresentado como Phil Spitalny and His All-Girl Orchestra e ainda contava com a ilustre participação da violinista Evelyn Kaye Klein, que por seu grande talento era tida como Evelyn e seu violino mágico. Composta por 22 componentes, sua banda participou do programa The Hour of Charme que era apresentado pela atriz Arlene Francis (famosa por participar do programa What's My Line?), recebendo o subtitulo de Hour of Charm Orchestra.
Esse programa foi mantido no ar pelas rádios CBS e NBC entre 1934 e 1948. A parceria entre Evelyn (que utilizava o nome artístico Evelyn Silverstone) e Spitalny conduziu-os ao matrimônio em 1946. Ao longo de sua carreira, Spitalny e sua Orquestra, participaram dos curtas-metragens musicais, logo após assinarem contrato com a Universal Pictures: Phil Spitalny (1929), Phil Spitalny and His Musical Queens (1934), Big City Fantasy (1934), Ladies That Play (1934), Sirens of Syncopation (1935), Phil Spitalny & His All Girl Orchestra (1935), Musical Charmers (1936), Moments of Charm (1939); e dos longas-metragens: Meet the Maestros em 1938; e nos longas When Johnny Comes Marching Home (ao lado de Allan Jones) e Here Come the Co-Eds (produção dos humoristas Abbott e Costello), 1942 e 1945 respectivamente. Na televisão, Phil Spiltany participou de quatro episódios, do programa Toast of the Town comandado por Ed Sullivan entre 1951 e 1953.
Spitalny compôs algumas músicas, em parceria com Gus Kahn (escritor alemão que colaborou com grandes músicos, com destaque para Al Jolson) e Lee Stubby Gordon (músico de jazz, lembrado pelas canções Tell Me Dreamy Eyes, Rippin'It Off e Worryin' Blues). Spitalny manteve-se ativo no trabalho musical até os anos 50 e ao aposentar-se como músico, inciou a carreira de crítico musical num jornal local de Miami. A Universidade de Miami instituiu dois prêmios acadêmicos em homenagem a Phil e sua esposa Evelyn, Music Achievement Award e Phil Spitnalny Scholarship. Faleceu em Miami no dia 11 de outubro de 1970 próximo de completar 80 anos de idade, vítima de câncer. Phil Spitalny ganhou uma Estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Recomendo a quem interessar: Little Girl , What's The Use e Phil Spitalny and Musical Queens June 1934
Esse programa foi mantido no ar pelas rádios CBS e NBC entre 1934 e 1948. A parceria entre Evelyn (que utilizava o nome artístico Evelyn Silverstone) e Spitalny conduziu-os ao matrimônio em 1946. Ao longo de sua carreira, Spitalny e sua Orquestra, participaram dos curtas-metragens musicais, logo após assinarem contrato com a Universal Pictures: Phil Spitalny (1929), Phil Spitalny and His Musical Queens (1934), Big City Fantasy (1934), Ladies That Play (1934), Sirens of Syncopation (1935), Phil Spitalny & His All Girl Orchestra (1935), Musical Charmers (1936), Moments of Charm (1939); e dos longas-metragens: Meet the Maestros em 1938; e nos longas When Johnny Comes Marching Home (ao lado de Allan Jones) e Here Come the Co-Eds (produção dos humoristas Abbott e Costello), 1942 e 1945 respectivamente. Na televisão, Phil Spiltany participou de quatro episódios, do programa Toast of the Town comandado por Ed Sullivan entre 1951 e 1953.
Spitalny compôs algumas músicas, em parceria com Gus Kahn (escritor alemão que colaborou com grandes músicos, com destaque para Al Jolson) e Lee Stubby Gordon (músico de jazz, lembrado pelas canções Tell Me Dreamy Eyes, Rippin'It Off e Worryin' Blues). Spitalny manteve-se ativo no trabalho musical até os anos 50 e ao aposentar-se como músico, inciou a carreira de crítico musical num jornal local de Miami. A Universidade de Miami instituiu dois prêmios acadêmicos em homenagem a Phil e sua esposa Evelyn, Music Achievement Award e Phil Spitnalny Scholarship. Faleceu em Miami no dia 11 de outubro de 1970 próximo de completar 80 anos de idade, vítima de câncer. Phil Spitalny ganhou uma Estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Recomendo a quem interessar: Little Girl , What's The Use e Phil Spitalny and Musical Queens June 1934
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Anne Shelton
Em 10 de novembro de 1923 nascia Patricia Jacqueline Sibley, que mais tarde ficaria conhecida pelo nome artístico Anne Shelton. Popular entre os soldados, e lembrada muitas vezes pelas inúmeras canções que gravou durante a Segunda Guerra Mundial, Anne foi a responsável por gravar a famosa canção Lili Marlene no Reino Unido. Aos 12 anos de idade, deu início à carreira artística ao se apresentar no programa de rádio Monday Night at Eight, e três anos depois, assinou seu primeiro contrato. Infelizmente, pouco se sabe sobre seus primeiros anos na música, mas em 1942 Anne começou a tocar nas bases militares inglesas, tornando-se uma das mais populares cantoras de sua época. Neste mesmo período, ganhou seu próprio programa na rádio intitulado Malta, o qual permaneceu no ar durante cinco anos. Há relatos que, em 1944, teria feito uma parceria com Glenn Miller; porém mesmo com registros de alguns shows, ninguém afirma que de fato ocorreu essa parceria, haja visto que nenhuma música, nessas condições, foi encontrada.
Muitos ainda completam dizendo que durante este período, Glen Miller permitiu que Anne Shelton ficasse com sua banda para realizar uma série de apresentações pela Europa. No entanto, devido à outros compromissos Anne viu-se obrigada a recusar o convite, o que de certa forma salvou sua vida; pois naquele mesmo ano o avião de Glenn Miller desapareceu misteriosamente, nem os destroços e tampouco os corpos foram encontrados. No final da década de 40, conheceu Bing Crosby, com o qual fez uma apresentação no programa Variety Bandbox. A Parceria resultou em vários shows, além de algumas canções que foram gravadas, tais como: Easter Parade e I'll Get By. A partir daí, sua carreira solo deu início a uma fase de muitas gravações que fizeram sucesso, dentre elas If You Ever Fall in Love Again (também conhecida como Isle of Innisfree), escrita pelo irlândes Dick Farrely. Em 1949, assinou contrato com a gravadora Stateside e lançou as músicas Be Mine e Galway Bay. A voz e carisma de Anne Shelton chamou a atenção dos empresários norte-americanos, que a conduziram para sua primeira turnê nos EUA, ao mesmo tempo em que realizava apresentações às tropas.
Em 1956, a música Lay Down Your Arms (escrita por Joe Meek) alcançou o primeiro lugar no Reino Unido; além de Seven Days e The Village of St. Bernadette, que foram considerados seus maiores sucessos da década de 50. Depois de se consagrar fazendo sua versão da música Sailor, participou de diversos festivais incluindo o Eurovision Song Contest e no Eurovision, com as canções I Will Light a Candle e My Love Continental, respectivamente. Em ambos os festivais, Anne Shelton terminou em 4º lugar. Em 1967 gravou "It Won't Be Long 'Til Christmas" que, inicialmente, seria colocado no filme The Happiest Millionaire (dos Estúdios Disney), no entanto, foi excluída. Anne cantou e atuou nos filmes Jeannie (1941), King Arthur Was a Gentleman (1942), Miss London Ltd. (1943), Bees in Paradise (1944); e nos seriados de TV Somerset Maughan Hour (1960) e Muziek voo U! (1962).
Participou várias vezes do programa Royal Variety Performances (noite de gala anual realizado no Reino Unido), acompanhada por sua irmã Jo Shelton (foto). Em 1973 numa participação no programa The Benny Hill Show, interpretou a canção Put Your Hand in the Hand, gravada com sucesso pelo conjunto Ocean em 1971, alterando algumas palavras de um determinado verso da canção. Em 1990, recebeu o prêmio OBE (Ordem do Império Britânico) por seu trabalho com o Not Forgotten Association, uma sociedade de apoio aos deficientes oriundos de todas as guerras. Em 1994, passou a apresentar-se em eventos de caridade e concertos de aniversários, e apesar de não conseguir o mesmo padrão de sucesso dos tempos áureos, Anne sempre foi atração presente em eventos populares (shows).
Em sua vida pessoal casou-se apenas uma vez, em 1958, com o Tenente da Marinha Real David Reid. Anne Shelton manteve-se ativa em sua profissão até a data de seu falecimento, em 31 de julho de 1994 aos 71 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco. Recebeu várias homenagens póstumas, incluindo as coletâneas Early Years: Lili Marlene e The Very Best. Dentre os grandes sucessos gravados por Anne Shelton, recomendo também: The Last Time I saw Paris, Fools Rush In e I'll Never Smile Again
Muitos ainda completam dizendo que durante este período, Glen Miller permitiu que Anne Shelton ficasse com sua banda para realizar uma série de apresentações pela Europa. No entanto, devido à outros compromissos Anne viu-se obrigada a recusar o convite, o que de certa forma salvou sua vida; pois naquele mesmo ano o avião de Glenn Miller desapareceu misteriosamente, nem os destroços e tampouco os corpos foram encontrados. No final da década de 40, conheceu Bing Crosby, com o qual fez uma apresentação no programa Variety Bandbox. A Parceria resultou em vários shows, além de algumas canções que foram gravadas, tais como: Easter Parade e I'll Get By. A partir daí, sua carreira solo deu início a uma fase de muitas gravações que fizeram sucesso, dentre elas If You Ever Fall in Love Again (também conhecida como Isle of Innisfree), escrita pelo irlândes Dick Farrely. Em 1949, assinou contrato com a gravadora Stateside e lançou as músicas Be Mine e Galway Bay. A voz e carisma de Anne Shelton chamou a atenção dos empresários norte-americanos, que a conduziram para sua primeira turnê nos EUA, ao mesmo tempo em que realizava apresentações às tropas.
Em 1956, a música Lay Down Your Arms (escrita por Joe Meek) alcançou o primeiro lugar no Reino Unido; além de Seven Days e The Village of St. Bernadette, que foram considerados seus maiores sucessos da década de 50. Depois de se consagrar fazendo sua versão da música Sailor, participou de diversos festivais incluindo o Eurovision Song Contest e no Eurovision, com as canções I Will Light a Candle e My Love Continental, respectivamente. Em ambos os festivais, Anne Shelton terminou em 4º lugar. Em 1967 gravou "It Won't Be Long 'Til Christmas" que, inicialmente, seria colocado no filme The Happiest Millionaire (dos Estúdios Disney), no entanto, foi excluída. Anne cantou e atuou nos filmes Jeannie (1941), King Arthur Was a Gentleman (1942), Miss London Ltd. (1943), Bees in Paradise (1944); e nos seriados de TV Somerset Maughan Hour (1960) e Muziek voo U! (1962).
Participou várias vezes do programa Royal Variety Performances (noite de gala anual realizado no Reino Unido), acompanhada por sua irmã Jo Shelton (foto). Em 1973 numa participação no programa The Benny Hill Show, interpretou a canção Put Your Hand in the Hand, gravada com sucesso pelo conjunto Ocean em 1971, alterando algumas palavras de um determinado verso da canção. Em 1990, recebeu o prêmio OBE (Ordem do Império Britânico) por seu trabalho com o Not Forgotten Association, uma sociedade de apoio aos deficientes oriundos de todas as guerras. Em 1994, passou a apresentar-se em eventos de caridade e concertos de aniversários, e apesar de não conseguir o mesmo padrão de sucesso dos tempos áureos, Anne sempre foi atração presente em eventos populares (shows).
Em sua vida pessoal casou-se apenas uma vez, em 1958, com o Tenente da Marinha Real David Reid. Anne Shelton manteve-se ativa em sua profissão até a data de seu falecimento, em 31 de julho de 1994 aos 71 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco. Recebeu várias homenagens póstumas, incluindo as coletâneas Early Years: Lili Marlene e The Very Best. Dentre os grandes sucessos gravados por Anne Shelton, recomendo também: The Last Time I saw Paris, Fools Rush In e I'll Never Smile Again
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Lars Hanson
Nascido Lars Hanson Mauritz em 26 de julho de 1886, na cidade de Gotemburgo/Suécia; Lars Hanson foi um ator de cinema e teatro que fez sua carreira no período do cinema mudo. Estudou artes dramáticas na Finlândia e Estocolmo, onde marcou sua estreia, realizando peças de Shakespeare. Em 1916 foi convidado pelo diretor Fritz Magnussen a fazer parte do elenco do filme Guldspindeln, marcando assim, sua estreia nas telas do cinema. Considerado um homem de liderança pelos amigos, familiares e fãs, rapidamente tornou-se popular graças aos novos papeis que lhe foram oferecidos. Dentre sua filmografia na Suécia, destaque para: Dolken, Vingarne, Therèse, Erotikon e Gösta Berlings saga, no qual contracenou ao lado de Greta Garbo. A partir da década de 20, Hanson teve a oportunidade de mostrar seu talento aos milhares de espectadores norte-americanos em seu primeiro filme no novo continente: "The Scarlet Letter", ao lado de Sjöström e Lillian Gish.
(Foto: Barbara Kent, John Gilbert, Greta Garbo e Lars Hanson) Esse foi o primeiro passo de uma nova carreira, dessa vez nos EUA. Curiosidade à parte, a própria Lillian Gish teria pedido para que Lars Hanson viajasse à Hollywood, e este chegou em 1926 (mesmo ano que marcava a chegada de Greta Garbo). Atuaria novamente com Garbo em Flesh and the Devil e The Divine Woman, respectivamente 1927 e 1928. Neste último ano, à pedido de Lillian Gish, foi escolhido para integrar o elenco do clássico The Wind, dirigido por Victor Sjöström. Com a chegada do cinema falado, Hanson viu-se obrigado a voltar à Europa, pois imaginava que seu sotaque sueco dificultaria sua participação em novas produções cinematográficas.
No final da década de 30, estrelou no filme mudo alemão Heimkehr. Somente sete anos mais tarde, retornaria as telas marcando sua estreia no cinema falado no filme Valborgsmässoafton, ao lado de Sjöström, que dessa vez também era parte integrante do elenco. Sua carreira estendeu-se até a década de 50 em produções suecas, quando se aposentou em 1951 com o filme Dårskapens hus. Durante muitos anos Lars dividiu seu tempo entre os palcos e as telas, e pela sua brilhante atuação em peças como: A Dream Play, Hamlet, The Ghost Sonata, e Long Day's Journey into Night; foi contemplado em 1956 com o The Eugene O'Neill Award; o prêmio mais importante do teatro sueco. Em sua vida pessoal, Lars casou-se apenas uma vez com a ex mulher do diretor Gustaf Molander, Karin Molander. Eles permaneceram juntos até 1965, o ano de sua morte. Faleceu no dia 8 de abril aos 78 anos de idade.
Especial - Aniversário da Cidade de São Paulo
Nesta próxima sexta-feira 25/01 São Paulo vai comemorar 459 anos. Falar das histórias ocorridas ao longo desse tempo seria uma tarefa interminável haja vista a riqueza de fatos que comporam estas histórias. Mas sem dúvida alguma, existe um personagem que se funde com a própria existência da Cidade de São Paulo: "Adoniran Barbosa". João Rubinato nasceu em Valinhos no dia 6 de agosto de 1910, mas foi em São Paulo que o compositor, cantor, humorista e ator despontou para o mundo como Adoniran Barbosa. Curiosamente, seu sonho de chegar aos palcos e as telas de cinema foi destruído pela sua falta de instrução acadêmica; mas felizmente essa mesma razão levou-o a buscar outras alternativas, encontrando-as na música e no rádio, grande veículo de comunicação da época.
Muitas vezes criticado pelo seu português incorreto, Adoniran eternizou-se justamente pelas músicas cantadas com esses erros de português mas repleta de bom humor e simplicidade. Falar de São Paulo sem falar de Adoniran é como rejeitar Trem das Onze, Saudosa Maloca, Iracema, Samba do Arnesto, Um samba no Bixiga (ou Bexiga), entre outras tantas canções inesquecíveis. Tudo isso leva a crer que apesar de São Paulo ser conhecida com a cidade cinzenta de concreto e garoa, é berço de talentos tão genuínos e inesquecíveis. Reservo a quem interessar um momento histórico com este inesquecível personagem.
(Foto: Barbara Kent, John Gilbert, Greta Garbo e Lars Hanson) Esse foi o primeiro passo de uma nova carreira, dessa vez nos EUA. Curiosidade à parte, a própria Lillian Gish teria pedido para que Lars Hanson viajasse à Hollywood, e este chegou em 1926 (mesmo ano que marcava a chegada de Greta Garbo). Atuaria novamente com Garbo em Flesh and the Devil e The Divine Woman, respectivamente 1927 e 1928. Neste último ano, à pedido de Lillian Gish, foi escolhido para integrar o elenco do clássico The Wind, dirigido por Victor Sjöström. Com a chegada do cinema falado, Hanson viu-se obrigado a voltar à Europa, pois imaginava que seu sotaque sueco dificultaria sua participação em novas produções cinematográficas.
No final da década de 30, estrelou no filme mudo alemão Heimkehr. Somente sete anos mais tarde, retornaria as telas marcando sua estreia no cinema falado no filme Valborgsmässoafton, ao lado de Sjöström, que dessa vez também era parte integrante do elenco. Sua carreira estendeu-se até a década de 50 em produções suecas, quando se aposentou em 1951 com o filme Dårskapens hus. Durante muitos anos Lars dividiu seu tempo entre os palcos e as telas, e pela sua brilhante atuação em peças como: A Dream Play, Hamlet, The Ghost Sonata, e Long Day's Journey into Night; foi contemplado em 1956 com o The Eugene O'Neill Award; o prêmio mais importante do teatro sueco. Em sua vida pessoal, Lars casou-se apenas uma vez com a ex mulher do diretor Gustaf Molander, Karin Molander. Eles permaneceram juntos até 1965, o ano de sua morte. Faleceu no dia 8 de abril aos 78 anos de idade.
Especial - Aniversário da Cidade de São Paulo
Nesta próxima sexta-feira 25/01 São Paulo vai comemorar 459 anos. Falar das histórias ocorridas ao longo desse tempo seria uma tarefa interminável haja vista a riqueza de fatos que comporam estas histórias. Mas sem dúvida alguma, existe um personagem que se funde com a própria existência da Cidade de São Paulo: "Adoniran Barbosa". João Rubinato nasceu em Valinhos no dia 6 de agosto de 1910, mas foi em São Paulo que o compositor, cantor, humorista e ator despontou para o mundo como Adoniran Barbosa. Curiosamente, seu sonho de chegar aos palcos e as telas de cinema foi destruído pela sua falta de instrução acadêmica; mas felizmente essa mesma razão levou-o a buscar outras alternativas, encontrando-as na música e no rádio, grande veículo de comunicação da época.
Muitas vezes criticado pelo seu português incorreto, Adoniran eternizou-se justamente pelas músicas cantadas com esses erros de português mas repleta de bom humor e simplicidade. Falar de São Paulo sem falar de Adoniran é como rejeitar Trem das Onze, Saudosa Maloca, Iracema, Samba do Arnesto, Um samba no Bixiga (ou Bexiga), entre outras tantas canções inesquecíveis. Tudo isso leva a crer que apesar de São Paulo ser conhecida com a cidade cinzenta de concreto e garoa, é berço de talentos tão genuínos e inesquecíveis. Reservo a quem interessar um momento histórico com este inesquecível personagem.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Jean Goldkette and his Orchestra
John Jean Goldkette nasceu em 18 de março de 1893 na França, porém passou sua infância na Grécia e Rússia. Aos 18 anos de idade, mudou-se para os EUA, onde viria a se tornar um dos mais significativos músicos de jazz entre as décadas de 20 e 30. Vocalista e pianista, Goldkette formou sua própria banda conhecida como Jean Goldkette and his Orchestra, que entre 1924/1929 contou com a participação de músicos que se tornariam lendas no jazz norte-americano; alguns deles como: Jimmy Dorsey, Tommy Dorsey, Eddie Lang, Steve Brown e Joe Venuti, entre outros. Segundo a opinião de Rex Stewart, membro da banda Fletcher Henderson, os arranjos musicais produzidos pela banda de Goldkette deram um novo rumo a dinâmica do jazz dos anos 30; atribuindo a ela o título de melhor banda de bailes da época. Coube a Goldkette a primazia de ser o primeiro branco a conquistar espaço de renome na história do jazz. Ao longo de quase 20 anos, Goldkette foi diretor musical do Detroit Athletic Club sendo responsável pelos bailes promovidos pela associação, inclusive apresentando-se com sua própria banda em algumas ocasiões.
Dono de seu próprio negócio, Jean Goldkette's Orchestras and Attractions, foi co-autor do grande sucesso It's the Blues (No. 14 Blues) lançado em 1924 pela Victor Records. Em 1927, com dificuldades financeiras para manter seus compromissos profissionais, Goldkette perdeu alguns de seus melhores músicos para Paul Whiteman, que se auto intitulava o Rei do Jazz. No início dos anos 30, afastou-se do jazz para trabalhar como agente de reservas e pianista clássico, porém, com uma dívida de quase US$ 200.000, foi obrigado a declarar falência. Em 1961, mudou-se para a Califórnia, onde no dia 24 de março do ano seguinte, poucos dias após completar 69 anos de idade, faleceu vítima de um ataque cardíaco.
Ao longo de sua existência, Jean Goldkette and his Orchestra deixou um vasto repertório com destaque especial para: Sweethearts on Parade, That's What I Call Sweet Music, I'm Looking Over a Four Leaf Clover e My Pretty Girl.
Dono de seu próprio negócio, Jean Goldkette's Orchestras and Attractions, foi co-autor do grande sucesso It's the Blues (No. 14 Blues) lançado em 1924 pela Victor Records. Em 1927, com dificuldades financeiras para manter seus compromissos profissionais, Goldkette perdeu alguns de seus melhores músicos para Paul Whiteman, que se auto intitulava o Rei do Jazz. No início dos anos 30, afastou-se do jazz para trabalhar como agente de reservas e pianista clássico, porém, com uma dívida de quase US$ 200.000, foi obrigado a declarar falência. Em 1961, mudou-se para a Califórnia, onde no dia 24 de março do ano seguinte, poucos dias após completar 69 anos de idade, faleceu vítima de um ataque cardíaco.
Ao longo de sua existência, Jean Goldkette and his Orchestra deixou um vasto repertório com destaque especial para: Sweethearts on Parade, That's What I Call Sweet Music, I'm Looking Over a Four Leaf Clover e My Pretty Girl.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Marion Harris
Em 4 de abril de 1896, nascia na cidade de Indiana/EUA, Mary Ellen Harrison que mais tarde adotaria o nome artístico de Marion Harris, tornando-se uma das mais expressivas cantoras da década de 20. Seu trabalho arrojado fez com que se tornasse a primeira mulher branca a cantar blues e jazz de que se tem conhecimento. Além do talento musical, foi também atriz de cinema e teatro (vaudeville). Pouco se sabe sobre sua biografia, mas de acordo com algumas informações, Marion teria iniciado sua carreira artística em 1914 com pequenas apresentações nos palcos de teatros; contudo, há registros de que sua estreia oficial foi no ano seguinte na peça Stop! Look! Listen! de Irving Berlin. O sucesso alcançado nos palcos, não foram suficientes para que continuasse na mesma linha de trabalho, pois a sua paixão pela música foi mais forte, transformando essa preferência como grande objetivo profissional e artístico de sua vida. Assim sendo, à partir de 1916 iniciou suas primeiras gravações junto a Victor Records, com especial destaque para Everybody's Crazy 'bout the Doggone Blues, But I'm Happy", After You've Gone, A Good Man Is Hard to Find (regravada pela Bessie Smith), When I Hear that Jazz Band Play e, uma de suas músicas mais famosas, I Ain't Got Nobody.
A parceria de sucesso com a Victor Records estendeu-se por cerca de quatro anos, quando impedida de gravar a música St. Louis Blues de WC Handy por questões contratuais, mudou-se para a Columbia Records, onde pôde gravá-la obtendo grande sucesso junto ao público. WC Handy chegou a comentar que as pessoas quando ouviam-na cantar em seus discos idealizavam uma cantora negra (que eram o sinônimo de blues da época) tamanho era a qualidade de sua voz. Isto rendeu-lhe vários elogios, sendo inclusive apontada como A Rainha do Blues. Em 1922 firmou novo contrato com a Brunswick Records e voltou a dividir o seu tempo entre as gravações e apresentações teatrais com a peça Midnight's Frolic de Florenz Ziegfeld pelo país.
Em 1927 participou da gravação de um curta promocional de 8 minutos Marion Harris, Songbird of Jazz e posteriormente, já em Hollywood compôs o elenco do musical Devil May-Care (1929) ao lado do ator Ramón Novarro. Porém, neste mesmo ano, devido a problemas de saúde, afastou-se temporariamente de sua vida profissional; retornando somente em 1931 com apresentações na rádio NBC. Em 1935, voltou as telas de cinema no filme Falling in Love ao lado de Charles Farrell. Na vida pessoal, casou-se duas vezes tendo dois filhos no primeiro matrimônio. Em 1941 vivia em Londres com seu segundo marido quando teve sua casa destruída por um ataque das forças armadas alemãs; não se sabe ao certo se os horrores da guerra contribuíram para que apresentasse um quadro de transtorno neurológico, entretanto, foi este o motivo que levou-a a mudar-se para Nova York em 1944 a procura de tratamento especializado. No dia 23 de abril do mesmo ano, dois meses após receber alta do intenso tratamento a que se submetera, morreu em um incêndio no hotel onde se hospedava, após adormecer enquanto fumava. Apesar da morte trágica, Marion Harris deixou um formidável legado para os fãs dos gêneros blues e jazz, que certamente justificaram o título que lhe foi atribuído como A Rainha do Blues.
A parceria de sucesso com a Victor Records estendeu-se por cerca de quatro anos, quando impedida de gravar a música St. Louis Blues de WC Handy por questões contratuais, mudou-se para a Columbia Records, onde pôde gravá-la obtendo grande sucesso junto ao público. WC Handy chegou a comentar que as pessoas quando ouviam-na cantar em seus discos idealizavam uma cantora negra (que eram o sinônimo de blues da época) tamanho era a qualidade de sua voz. Isto rendeu-lhe vários elogios, sendo inclusive apontada como A Rainha do Blues. Em 1922 firmou novo contrato com a Brunswick Records e voltou a dividir o seu tempo entre as gravações e apresentações teatrais com a peça Midnight's Frolic de Florenz Ziegfeld pelo país.
Em 1927 participou da gravação de um curta promocional de 8 minutos Marion Harris, Songbird of Jazz e posteriormente, já em Hollywood compôs o elenco do musical Devil May-Care (1929) ao lado do ator Ramón Novarro. Porém, neste mesmo ano, devido a problemas de saúde, afastou-se temporariamente de sua vida profissional; retornando somente em 1931 com apresentações na rádio NBC. Em 1935, voltou as telas de cinema no filme Falling in Love ao lado de Charles Farrell. Na vida pessoal, casou-se duas vezes tendo dois filhos no primeiro matrimônio. Em 1941 vivia em Londres com seu segundo marido quando teve sua casa destruída por um ataque das forças armadas alemãs; não se sabe ao certo se os horrores da guerra contribuíram para que apresentasse um quadro de transtorno neurológico, entretanto, foi este o motivo que levou-a a mudar-se para Nova York em 1944 a procura de tratamento especializado. No dia 23 de abril do mesmo ano, dois meses após receber alta do intenso tratamento a que se submetera, morreu em um incêndio no hotel onde se hospedava, após adormecer enquanto fumava. Apesar da morte trágica, Marion Harris deixou um formidável legado para os fãs dos gêneros blues e jazz, que certamente justificaram o título que lhe foi atribuído como A Rainha do Blues.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Annette Hanshaw
Catherine Annette Hanshaw nasceu no dia 18 de outubro de 1901 conforme relatos de seu sobrinho Frank W. Hanshaw III, pois até então tudo levava a crer que o ano de seu nascimento teria sido 1910. Figura marcante da era do jazz, Annette Hanshaw possuía um timbre de voz diferenciado que lhe atribuiu o título de The Personality Girl, e uma maneira toda peculiar de encerrar as suas apresentações com uma frase que se tornou sua marca registrada: That's all (Isso é tudo). O auge de sua carreira estendeu-se entre 1926 e 1934, período en que gravou vários sucessos por diferentes gravadoras. Entre 1926 e 1928 gravou nos estúdios da Pathe, ao final do primeiro semestre deste último foi a vez da Columbia conduzir o seu talento; por fim em agosto de 1932 Annette transferiu-se para ARC. Ao longo desses anos, Annette gravou várias canções adotando diferentes pseudônimos tais como Gay Ellis, Dot Dare, Patsy Young, Ethel Bingham, Marion Lee, Janet Shaw e Lelia Sandford. Seu último trabalho aconteceu no dia 3 de fevereiro de 1934 ainda pela ARC.
Ao contrário de várias astros do jazz que povoaram os EUA neste período, Annette participou de uma única produção cinematográfica, emprestando seu talento e sua voz no curta de 1933 Captain Henry's Radio Show, produzido pela Paramonunt Pictures. O curta foi uma espécie de homenagem ao programa de rádio Maxwell House Show Boat, do qual Annette fez parte entre 1932 e 1934. O desgaste causado pela vida atribulada do show business, levou Annette a encerrar a carreira muito cedo, casada com o executivo da Pathé Records, Herman Wally Rose; decidiu abrir mão da vida de cantora e passou a dedicar seu tempo a sua vida conjugal. Durante seu afastamento, em um determinado momento, Annete gravou dois singles demo que nunca foram liberados ao público. No dia 13 de março de 1985, aos 83 anos de idade, vencida por um câncer contra o qual vinha lutando há muito, Annette faleceu em Manhattan. Em 1999 a Sensation Records lançou uma coleção de CD's com as músicas de Annette; já em 2008 a produção do desenho animado Sita Sings the Blues trazia canções e expressões do dia-à-dia de Annette.
Por fim, como não podia deixar de ser, em 2010 foi a vez da produtora 2K Games prestar uma homenagem incluindo na trilha sonora do jogo Bioshock 2 a canção Daddy Won't You Please Come Home. Para quem não conhece a obra de Annette Hanshaw, deixo aqui um "pequeno aperitivo", divirtam-se: Mean To Me, We Just Couldn't Say Goodbye e You Wouldn't Fool Me, Would You?
Ao contrário de várias astros do jazz que povoaram os EUA neste período, Annette participou de uma única produção cinematográfica, emprestando seu talento e sua voz no curta de 1933 Captain Henry's Radio Show, produzido pela Paramonunt Pictures. O curta foi uma espécie de homenagem ao programa de rádio Maxwell House Show Boat, do qual Annette fez parte entre 1932 e 1934. O desgaste causado pela vida atribulada do show business, levou Annette a encerrar a carreira muito cedo, casada com o executivo da Pathé Records, Herman Wally Rose; decidiu abrir mão da vida de cantora e passou a dedicar seu tempo a sua vida conjugal. Durante seu afastamento, em um determinado momento, Annete gravou dois singles demo que nunca foram liberados ao público. No dia 13 de março de 1985, aos 83 anos de idade, vencida por um câncer contra o qual vinha lutando há muito, Annette faleceu em Manhattan. Em 1999 a Sensation Records lançou uma coleção de CD's com as músicas de Annette; já em 2008 a produção do desenho animado Sita Sings the Blues trazia canções e expressões do dia-à-dia de Annette.
Por fim, como não podia deixar de ser, em 2010 foi a vez da produtora 2K Games prestar uma homenagem incluindo na trilha sonora do jogo Bioshock 2 a canção Daddy Won't You Please Come Home. Para quem não conhece a obra de Annette Hanshaw, deixo aqui um "pequeno aperitivo", divirtam-se: Mean To Me, We Just Couldn't Say Goodbye e You Wouldn't Fool Me, Would You?
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Vera Lynn
Durante a Segunda Guerra Mundial, vários artistas desempenharam importante papel na motivação dos soldados norte-americanos. Atrizes de cinema, cantoras, humoristas e toda sorte de artista emprestaram seus talentos em apresentações em meio ao flagelo da guerra. Jovens soldados afastados do convívio de suas famílias e do cotidiano de suas vidas encontravam nessas apresentações um momento de prazer e nostalgia, revigorando suas energias para os combates em campo inimigo. Dentre essas personalidades, trago hoje Vera Lynn. Nascida Vera Margaret Welch em 20 de março de 1917, Vera Lynn foi uma vedete dos pracinhas durante a Segunda Guerra Mundial; cantora, atriz e compositora, destacou-se neste período, com suas apresentações.
Nos anos sombrios da guerra visitou o Egito, Índia e Birmânia fazendo shows ao ar livre levando as tropas aliadas ao delírio com sua beleza e talento. Algumas canções marcaram de forma efusiva essa sua parceria com os soldados, entre elas The Forces' Sweetheart, We'll Meet Again, The White Cliffs of Dover e There'll Always Be an England. Ao final da guerra manteve a sua popularidade participando de shows e programas no rádio e na televisão do Reino Unido e EUA, gravando sucessos como Auf Wiederseh'n Sweetheart e "My Son, My Son".
Natural de East Ham, começou a carreira artística aos sete anos de idade com pequenas apresentações públicas e adotou o nome de solteira de sua avó como seu pseudônimo artístico (Lynn). Em 1935 fez a sua estreia na rádio com a orquestra de Joe Loss e no ano seguinte, lançou seu primeiro disco solo "Up the Wooden Hill to Bedfordshire" pela gravadora Crown. Permaneceu na companhia de Joe Loss até 1937 quando passou a trabalhar com Bert Ambrose. Em 1939, durante a Phoney War, primórdias da Segunda Guerra Mundial, Vera foi nomeada pelos soldados britânicos por Sweetheart, a favorita entre os militares. Em 1941, já com a Guerra em andamento, estreou seu próprio programa de rádio Sincerely Yours, no qual enviava mensagens para as tropas britânicas. Dois anos depois, participou do filme We'll Meet Again que contava a história de uma bailarina durante a guerra. Após a guerra, Lynn foi a primeira atriz britânica a constar no topo das paradas musicais norte-americanas permanecendo nesta posição por cerca de nove semanas.
Participou regularmente do programa de rádio The Big Show ao lado de Tallulah Bankhead. Por duas vezes, respectivamente em 1957 e 1979 foi a esrela do programa da BBC Television Theatre: This Is Your Life; conduzindo a partir de 1960 um programa de variedades todo seu. Em virtude de seus trabalhos humanitários recebeu ao longo dos anos várias condecorações e títulos do Império Britânico. Em 2009 aos 92 anos de idade, tornou-se a artista mais velha do mundo a ocupar o primeiro lugar na parada britânica de sucessos. Ao longo da vida dedicou grande parte do seu tempo a trabalhos de caridade voltados para ex-militares, crianças deficientes e engajamento na luta contra o câncer de mama.
Ainda hoje, é mantida com carinho no coração de cada veterano da Segunda Guerra Mundial. Casou-se com Harry Lewis em 1941, com o qual permaneceu até sua morte em 1999. O casal teve uma filha a qual deram o nome de Virgínia Penelope Anne Lewis. Dentre seus trabalhos cinematográficos, destaque para Rhythm Serenade, One Exciting Night e Venus fra Vesto. O reconhecimento e carinho por toda a sua obra recebeu uma merecida homenagem através do grupo Pink Floyd com a canção Vera do álbum The Wall. Atualmente, aos 94 anos de idade, vive na Inglaterra cercada por seus eternos fãs. Para quem não conhece o trabalho de Vera Lynn deixo aqui uma pequena oportunidade para quem quiser conhecer: When I Grow too Old to Dream, The White cliffs of Dover e It Hurts To Say Goodbye.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Happy New Year - Feliz Ano Novo
O cinema é uma fantástica fábrica de ilusões onde podemos transformar em realidade todos os nossos sonhos, superar os nossos temores, amar e odiar ao mesmo tempo sem machucar ou ser machucado. Cada milímetro desta película, hoje substituída pela mais avançada tecnologia, contém horas de um esforço conjunto de atores, diretores e tantas outras pessoas que seria impossível inumerá-las; para produzir uma obra de arte que nem o tempo conseguirá torna-la ultrapassada. Todos esses adjetivos se aplicam ao filme que lhes trarei no próximo post do meu blog. Até lá, desejo-lhes os mais sinceros votos de um Ano Novo tão mágico quanto o cinema pode produzir.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Buddy Holly
Nascido Charles Hardin Holley no dia 7 de setembro de 1936, Buddy Holly além de ser cantor e compositor, é considerado o pioneiro do estilo rock and roll. Ao longo de sua carreira, influenciou muitos grupos, e até hoje, continua influenciando os mais jovens. Filho de músicos, passou sua infância no Texas, onde aprendeu a tocar violino, piano e guitarra. Quando tinha apenas cinco anos de idade participou de um concurso interpretando a canção "Have You Ever Gone Sailing (Down the River of Memories)". Na década de 50 conheceu Bob Montgomery e juntos, apresentaram-se como "Buddy e Bob", nos clubes locais.
Em 1955, Larry Welborn uniu-se a dupla; o talento dos três jovens impressionou tanto o público, que todos foram convidados a abrir o show de Bill Haley & His Comets. Posteriormente, Buddy assinou seu primeiro contrato com a Decca Records e criou o The Crickets, juntamente com Niki Sullivan, Joe B. Mauldin e Jerry Allison. Em meados da década de 50, Norman Petty fez com que o grupo assinasse contrato com a Coral Records, sendo assim o único grupo a ter dois contratos ao mesmo tempo. A banda The Crickets liderada por Buddy Holly ganhou destaque com uma apresentação no programa The Ed Sullivan Show e The Arthur Murray Party com a música Peggy Sue, considerado um hit na época, juntamente com Oh Boy!, dos álbuns The "Chirping" Crickets e "Buddy Holly", respectivamente.
Em 1958, Buddy casou-se com María Elena e lançou o álbum That'll Be the Day que continha os singles "Blue Days, Black Nights" e Modern Don Juan, e escreveu, para sua mulher, a canção True Love Ways. Após uma boa sequência de gravações, o grupo se separou com a última turnê na Inglaterra. Buddy decidiu estabelecer-se em Nova York, dando continuidade a sua carreira solo. Durante este período gravou "Crying, Waiting, Hoping", What to Do, It Doesn't Matter Anymore e Raining In My Heart. No dia 2 de fevereiro de 1959, depois de um show em Iowa, Buddy Holly, Ritchie Valens e J.P. Richardson, que viajavam juntos, morreram tragicamente num acidente aéreo. A morte prematura do marido, deixou María Elena desolada, tanto que aos 6 meses de gravidez sofreu um aborto espontâneo. A morte de Buddy Holly aos 22 anos de idade, comoveu milhares de fãs por todo o mundo, levando o cantor e compositor Don McLean a definir a data como "o dia em que a música morreu", imortalizando este momento na canção American Pie.
A vida e carreira do jovem Buddy Holly serviu de inspiração para muitos diretores, dentre eles Steve Rash que produziu o filme "The Buddy Holly Story", estrelado por Gary Busey e lançado em 1978; que posteriormente deu origem a um musical na Broadway. O filme também reuniu familiares e músicos que comentaram a carreira de Buddy. Em 1987 foi a vez de Luis Valdez prestar sua homenagem com o filme La Bamba, que contava com Marshall Crenshaw e Lou Diamond Phillips nos papéis de Buddy Holly e Ritchie Valens, respectivamente. Dois anos depois o lançamento do musical Buddy – The Buddy Holly Story. No local onde ocorreu o acidente, foi erguido um pequeno monumento onde dois pilares sustentam um enorme óculos que ao longo dos anos foi a marca registrada de Buddy Holly; e outro formado por uma guitarra e três discos simbolizando Buddy Holly, Ritchie Valens e J.P. Richardson.
Curiosamente, somente em setembro de 2011, Buddy teve seu nome incluso na Calçada da Fama de Hollywood numa homenagem aos 75 anos que faria em vida. Aos interessados, deixo aqui algumas de suas músicas mais famosas: Oh Boy!, Peggy Sue, That'll Be the Day e True Love Ways.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
The Boswell Sisters
O grupo The Boswell Sisters composto pelas irmãs Martha (09 de junho de 1905), Connee (03 de dezembro de 1907) e Helvetia Boswell (20 de maio, 1911 ) surgiu na década de 20, porém, elas só fizeram sucesso a partir da década de 30. Vindas de uma família de classe média, desde a adolescência elas se apresentavam em teatros e nos programas de rádio. A harmonia na interpretação das canções e a delicadeza das três irmãs, chamou a atenção do público e dos produtores. Em 1925 enquanto apresentavam-se em New Orleans a Victor Records encarregou-se de produzir o primeiro hit das Boswell Sisters; no entanto elas não superaram as expectativas e a música não fez sucesso. Em 1930, mudaram-se para Nova York onde começaram trabalhando em programas de rádio, como faziam em New Orleans.
(Foto ao lado: As irmãs e Bing Crosby) As primeiras gravações foram feitas na OKeh Records e Brunswick Records, entre 1931 e 1935; e numa parceria com grandes nomes da música, tais como Glenn Miller, Bing Crosby, The Dorsey Brothers, Benny Goodman, Bunny Berigan, Fulton McGrath, Joe Venuti, Arthur Schutt, Eddie Lang, Joe Tarto, Manny Klein, Dick McDonough e Carl Kres; as irmãs finalmente conquistariam seu espaço no mundo musical. Na década de 30 lançaram "Rock and Roll", "Shout, Sister, Shout" (escrita por Clarence Williams) e The Object of My Affection; consideradas as mais populares, embora tenham emplacado mais de 20 hits. Juntamente com as irmãs Boswell, outros grupos femininos destacavam-se: Three X Sisters e Pickens Sisters. Além disso, as irmãs também influenciaram gerações com seu estilo, incentivando muitos a seguirem os mesmos passos; e foi isso que fizeram as Andrews Sisters. Milhares de fãs iam surgindo com o tempo, dentre eles Ella Fitzgerald, que baseou-se no estilo de Connee para interpretar suas canções.
Em 1936 assinaram contrato com a Decca Records, porém, infelizmente, após a terceira gravação elas se separaram, e a única que seguiu carreira solo foi Connee. Durante a década de 40, enfrentou problemas devido a poliomelite na infância e viu-se obrigada usar cadeira de rodas, isso a impediu de realizar apresentações durante a Segunda Guerra Mundial, porém, nos palcos e no rádio, continuava com seu trabalho. Infelizmente, pouco se sabe sobre a vida de cada uma delas, pois de todas, a única que deu continuidade em sua carreira foi Connee. No dia 02 de julho de 1958, Martha Boswell veio a falecer, um ano antes de sua irmã Connee estrear na série de TV "Blues Pete Kelly". Em 1976, após lutar contra um câncer no estômago, Connee faleceu aos 68 anos de idade. No dia 12 de novembro de 1988, a terceira Boswell, Helvetia, deu seu último adeus. O trabalho do trio recebeu o merecido reconhecimento e hoje faz parte da Louisiana Music Hall of Fame. Aos interessados, deixo aqui algumas músicas: The Object of My Affection, Rock and Roll, Shout Sister, Shout e Everybody loves my Baby.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Neil Sedaka
Neil Sedaka nasceu no dia 13 de março de 1939, destacando-se tanto como cantor, quanto comocompositor e pianista. Numa carreira que já dura mais de 50 anos, Neil Sedaka já escreveu mais de 500 músicas em parceria com outros músicos; com destaque para a clássica Stupid Cupid, regravada por Connie Francis e adaptada por Celly Campello. Desde a infância, Neil já mostrava certa aptidão para a música; enquanto cantava num coral seu professor sugeriu aos pais de Neil que o colocassem numa escola de piano. Após muito estudo e dedicação, ele ganhou uma bolsa de estudos e matriculou-se na Juilliard School of Music. Aos 13 anos de idade conheceu Howard Greenfield, e juntos, escreveram várias músicas, tornando-se compositores do Brill Building, edifício onde existia muitos escritórios e compositores renomados da música norte-americana.
Em meados da década de 50, juntamente com alguns colegas, formou a banda The Tokens e gravou as seguintes canções: "While I Dream", "I Love My Baby", "Come Back Joe" e "Don't Go". Porém, somente em 1961, com The Lion Sleeps Tonight é que viria o sucesso e o lugar mais alto nas paradas da Billboard. Após assinar contrato com a RCA Victor, deu início a carreira solo e emplacou hits como The Diary, I Go Ape, Crying My Heart Out for You, Alice In Wonderland e, uma das mais famosas, "Oh! Carol" dedicada a sua namorada Carole King. Curiosamente, um tempo depois, Carole lançou a música "Oh! Neil". Em 1958, escreveu Who's Sorry Now?,W here the Boys Are, Fallin e Stupid Cupid para Connie Francis, seguido por Another Sleepless Night e What Am I Gonna Do? para Jimmy Clanton. Na década de 60 gravou Stairway to Heaven, You Mean Everything to Me, Calendar Girl, Breaking Up Is Hard To Do, entre outras; além de ser convidado para participações especiais em programas de TV. Dois anos depois, casou-se com Leba e teve dois filhos.
Ainda na década de 60, inovou seu estilo ao cantar em italiano, japonês, alemão, espanhol e hebraico. No final da década de 60, Neil Sedaka apareceu no filme Playgirl Killer como convidado especial para cantar The Waterbug. Da década de 70 a década de 80, escreveu várias canções para os mais renomados grupos e cantores da época, tais como ABBA, Olivia Newton-John, Andy Williams, The Carpenters, The Monkees, Elvis Presley, entre outros. Em 1974 foi contratado pela Polydor Records e gravou, uma de suas música mais bonitas, Laughter in the Rain. Atualmente, aos 72 anos de idade, faz parte do Songwriters' Hall of Fame e do Long Island Music Hall of Fame, e também foi homenageado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Vez ou outra é convidado para programas de televisão, participa de shows pelo mundo e continua gravando; seu trabalho mais recente é The Sessions Sedaka (2011), num dueto com Jim Van. Aos interessados, deixo aqui algumas músicas: Laughter In The Rain, Calendar Girl, Breaking Up Is Hard To Do e Oh! Carol.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Bill Haley & His Comets
Falar sobre Rock and Roll é a mesma coisa que falar de Bill Haley & His Comets; com certeza não existiu alguém que expressasse de forma mais veemente a essência do Rock and Roll. Formada em 1949, a banda liderada por Bill Haley atingiu o ápice da carreira ao longo dos anos 50. Líder das paradas norte-americanas, Bill e sua banda tocavam desde country até rockabilly. Bill era um músico de estilo country, porém a partir do momento em que gravou uma versão country da música Rocket 88 (que originalmente era R&B) ele mudou seu estilo o rockabilly; e esta gravação é tida como a primeira edição do Rock and Roll. Entre 1952 e 1981 mais de uma centena de músicos fizeram parceria com Haley e sua banda. Curiosamente a banda começou como Bill Haley and the Saddlemen c. e era composta por Haley, Johnny Grande, Billy Williamson, Al Thompson, Al Rex e Marshall Lytle.
Devido ao sucesso despontado com o novo estilo de música desenvolvido por eles, a partir de 1952, optaram por trocar o nome para The Comets, que julgaram adaptar-se melhor a energia de suas canções. Em 1953 Haley conquistou seu primeiro sucesso nacional com a canção Crazy Man, Crazy que acreditava ter vendido 1 milhão de cópias, e posteriormente foi utilizada como trilha sonora de uma produção estrelada por James Dean. No ano seguinte com a canção Rock Around the Clock atingiu a impressionante marca de 25 milhões de cópias vendidas, sendo considerada o maior hit de Bill Haley & His Comets.
A este seguiram-se outros grandes sucessos como "Shake, Rattle and Roll" com o qual ganhou seu primeiro disco de ouro e teve uma versão toda especial gravada por Elvis Presley em 1956. Em 1954, participaram do curta-metragem Round Up of Rhythm. A partir de 1955 a banda começou a se desfazer de sua formação original com a saída de Lytle, Richards e Ambrose; o que levou Haley a buscar novos talentos para manter o mesmo padrão da banda. A nova formação com Rudy Pompilli, Al Rex, Ralph Jones e Franny Beecher alcançou mais popularidade que a anterior sendo convidada a participar de vários filmes nos anos seguintes.
Dentre os sucessos mais marcantes da nova fase, destaca-se See You Later Alligator. A partir de 1957 com a explosiva ascensão de novos ídolos como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Little Richard, entre outros, Bill Haley & His Comets começaram a perder popularidade nos EUA; embora a mantivessem em outras partes do mundo. Em 1960 lançaram no México o hit Twist Español que durante muito tempo foi recorde de vendas no país. Em 1977, após a morte do amigo Rudy Pompilli um ano antes, Haley afastou-se da banda anunciando a sua aposentadoria e a banda continuou sem ele. Dois anos mais tarde recebeu uma oferta irrecusável para retornar, porém com uma formação totalmente renovada. Continuou com as apresentações até meados da década de 80 com a saúde bastante debilitada.
No dia 9 de fevereiro de 1981 faleceu em sua casa no Texas vítima de um ataque cardíaco. Em 2005 os integrantes da formação original da banda, utilizando apenas o nome The Comets, realizaram várias apresentações em Nova York em comemoração aos 50 anos do Rock and Roll e daquele que seria o 80º aniversário de Bill Haley. Vários integrantes da banda atingiram o status de fama, porém a grande estrela do grupo sempre foi e sempre será Willian John Clifton, ou simplesmente, Bill Halley.
Assinar:
Postagens (Atom)




























