Nascido Segundo Víctor Aurelio Chomón y Ruiz no dia 17 de outubro de 1871 em Teruel/Espanha, Segundo de Chomón foi o pioneiro do cinema espanhol, considerado por muitos o único grande rival de Georges Méliès. Infelizmente, seu trabalho não obteve o reconhecimento merecido, e nos dias atuais pouco se sabe sobre suas obras. Dono de uma filmografia que conta com exatamente 172 títulos, Chomón tinha um estilo ilusionista e simples na produção de seus filmes. Seus primeiros passos na carreira artística ocorreram graças a sua mulher Julienne Mathieu, que apareceu nas telas do cinema pela Pathé Frères. Em 1900, Chomón tornou-se agente da produtora onde sua eposa trabalhava e, no ano seguinte, produziu seu primeiro filme: Descente du Mont Serrat. Especializou-se na técnica de filmes coloridos e truques de câmera, sendo considerado por empresários e cineastas um dos produtores e diretores mais valiosos de seu tempo. Em 1907, juntou-se a Ferdinand Zecca,e a parceria resultou no remake do filme Vie et Passion de Notre Seigneur Jésus Christ, dirigido em sua primeira versão por Ferdinand Zecca.
(foto: cena do filme Les Tulipes) Faria novas parcerias com Gaston Velle, Juan Fuster, Alberto Capellani e Émile Cohl. Em 1910, abriu seu próprio Estúdio, que teria uma vida curta, Iberico Films. Dois anos depois, aceitou convite para trabalhar na Itália produzindo novos filmes. se por um lado Méliès deixava a desejar em seus filmes durante os anos de 1907-1912, Chomón desfrutava de seu período mais produtivo. No final de sua carreira, dedicou-se na arte de criação de efeitos visuais, que foram utilizados nos filmes Maciste in Hell (1925) e Napoléon (1927), respectivamente de Guido Brignone e Abel Gance.Também trabalhou no processo de colorização dos filmes, ao lado do produtor suíço Ernest Zollinger.
(foto: cena do filme Superstition Andalouse) Chomón pensou em voltar às telas por tempo integral, mas foi impedido de forma repentina e inesperada, devido a um ataque cardíaco. Faleceu no dia 2 de maio de 1929 em Paris, aos 57 anos de idade.No mesmo ano da morte de Chomón, os surrealistas organizaram uma noite para reabilitar a reputação de Georges Méliès, esquecendo as obras de Chomón. Ao longo do período do cinema mudo alguns colecionadores começaram a reconhecer alguns de seus curtas, e foi apelidado de "Méliès Espanhol". Dois de seus filmes, Lespectre Rouge (1907) e El Hotel Electrico (1908) circularam em meio ao mercado dos colecionadores.
Em 2010, a Filmoteca de Cataluña reuniu num DVD, 31 obras de Chomón; antes disso, em 1994, o governo espanhol lança um selo postal em sua homenagem. Dentre suas obras mais famosas, destaque para Les Kiriki Acrobates Japonais (foto), que pode ser assistido ao clicar no link.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Bellissima - Elenco
Nascido em Frosinole/Lazio, no dia 11 de fevereiro de 1890, Anton Giulio Bragaglia foi um produtor e diretor italiano, considerado um dos pioneiros na arte da fotografia e cinema futurista italiano. Versátil e inteligente, escreveu muitos trabalhos sobre cinema, teatro e dança. Aos 16 anos de idade, começou a dar os primeiros passos na vida artística trabalhando como assistente de direção num estúdio de cinema em Roma, gerenciado por seu pai. Trabalhando com os diretores Mario Caserini e Enrico Guazzoni, adquiriu experiência que aplicaria ao longo da carreira. Em 1911 publicou "Fotodinamismo", e passou a dar palestras sobre o assunto tornando-se editor chefe de arte do "L'Artista" (jornal que dava ênfase ao teatro). No ano seguinte outra publicação "Fotodinamica Futurista" e "Manifesto Futurista de Cinema" em 1912 e 1916, respectivamente. Ainda em 1916 fundou a Revista Cronache di Attualità que tinha como base discutir política, música e teatro de forma futurista; neste mesmo ano fundou o Estúdio de Cinema "Novíssima Film", no qual produziu alguns filmes futuristas visionários, entre eles Thais de 1917. Em 1918, inaugurou a Casa D'Arte Bragalia, uma galeria de arte, passando a expor obras de artistas vanguardistas. No ano seguinte, passou a dirigir peças de teatro e três anos mais tarde abriu o Teatro degli Sperimentale Indipendenti, e fundou sua própria companhia de teatro Cia Bragaglia Shows. Como diretor, esteve a frente de mais de 50 produções teatrais. Com o fechamento do teatro em 1936, tornou-se diretor da Fundação Teatro delle Arti entre 1937 e 1943. Ao longo de 1936 e 1960, escreveu uma série de artigos e livros sobre arte, teatro e cinema. Faleceu no dia 15 de julho de 1960 na cidade de Roma aos 70 anos de idade.
Outros atores (seguindo a ordem da imagem acima): Gastone Renzelli, Tecla Scarano, Lola Braccini, Nora Ricci, Linda Sini e Gisella Monaldi. - Vittorina Benvenuti, Teresa Battaggi e Amalia Pellegrini.
Outros atores (seguindo a ordem da imagem acima): Gastone Renzelli, Tecla Scarano, Lola Braccini, Nora Ricci, Linda Sini e Gisella Monaldi. - Vittorina Benvenuti, Teresa Battaggi e Amalia Pellegrini.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Vidas Sem Rumo
Infelizmente, ao contrário das grandes potências cinematográficas, Portugal nunca obteve do público o reconhecimento merecido por suas produções, tampouco por seus diretores e atores. Desde os primórdios, quando o cinema português dependia exclusivamente de Aurélio Paz dos Reis, os filmes baseavam-se na rotina das pessoas. Fazer um resumo sobre a história e desenvolvimento do cinema português requer muita pesquisa, o que me levaria a trazer aos leitores uma longa sequência de textos. Hoje, especialmente, trarei um nome pouco conhecido mas que certamente fez grande diferença no mundo cinematográfico: Manuel Guimarães. Dono de uma vasta filmografia, foi responsável por produzir em 1956, Vidas sem Rumo, uma das obras mais peculiares do cinema português. Tendo seu estilo muitas vezes comparado ao neo-realismo italiano, Guimarães deixa claro em seus filmes uma forma única de conduzir o elenco. Numa vila onde as pessoas viviam presas em seu próprio mundo, distantes umas das outras, são surpreendidas com a chegada de uma criança misteriosa.
Preocupados com o bem estar da criança, aos poucos vão se aproximando e movendo-se em ações em prol da mesma. Em consequência dessa agitação traz a tona emoções até então guardadas em segredo, como por exemplo o tímido Pardal (Eugénio Salvador), que se expressava apenas através de sua pequena gaita, e um dia resolve declarar seu amor à Gaivota (Milú), a garota cuja a vida se resumia a esperar pelo marinheiro que lhe roubara o coração. O cínico Meia Lua (Artur Semedo) que mantinha um romance escondido com a bela Marlene (Madalena Sotto) dançarina do bar, e repudiava o amor da desesperada Ana (Maria Albergaria).
Em torno da história, o narrador/personagem (Jacinto Ramos) conduz o espectador num misto de realidade e fantasia. Vidas Sem Rumo consumiu todo capital de Manuel Guimarães, e despontava como a grande obra do cinema português da época, porém vítima das atrocidades da censura salazarista, que destruiu permanentemente boa parte das filmagens a obra por pouco deixou de existir. Apesar da história contar que ele utilizou todos os seus recursos financeiros na produção de Vidas Sem Rumo, o filme não apresenta grandes cenários ou recursos cinematográficos porém a história em si revela a genialidade boicotada deste grande produtor e diretor português.
Bastidores: Manuel Guimarães - Um gênio contra a ditadura
Em 19 de Agosto de 1915, nascia em Valmaior/Portugal, Manuel Fernandes Pinheiro Guimarães; que mais tarde viria a se tornar simplesmente o produtor e diretor Manuel Guimarães, um dos grandes nomes do cinema português.Após concluir o Curso Geral dos Liceus, passou a estudar pintura em 1931, na Escola de Belas Artes do Porto. Iniciou, então, a carreira artisitca como ilustrador, caricaturista e decorador teatral, sendo responsável pela criação dos cartazes para os filmes de cinema. Esta aproximação despertou seu interesse pela arte cinematográfica e passou a trabalhar como assistente de produção em 1936. A convivência com nomes expressivos como Manoel de Oliveira, António Lopes Ribeiro,entre outros; foi o suporte para que realizasse em 1949 o curta-metragem O Desterrado; documentário sobre a vida e obra de Soares dos Reis, pelo qual ganhou o Prêmio Paz dos Reis.
Porém, somente dois anos mais tarde, em 1951, realizou seu primeiro longa-metragem, Saltimbancos,um filme que tinha como tema central o dia- à-dia de um pequeno circo ambulante, baseado na obra literária do escritor Leão Penedo. No ano seguinte começou a despontar seu estilo neo-realista com o filme Nazaré, refilmagem do clássico de 1929; no qual abordava a vida dos pescadores da cidade título desta feita. como uma crítica social. No entanto o filme não caiu nas graças da censura do regime Salazar que via nas produções cinematográficas; um perigo maior do que as obras literárias e seus conteúdos "subversivos", e lhe impôs vários cortes antes da exibição nas telas de cinema.
(Foto: Dórdio Guimarães) Indiferente ás pressões, em 1956 produziu Vidas Sem Rumo, que trazia argumentos de sua própria autoria, porém a obra foi destroçada pela censura e o filme perdeu quase todo seu significado. Essa opressão levou Manuel Guimarães`a produzir filmes com caráter comercial. Em parceria com o produtor António da Cunha Telles, produziu os filmes O Crime da Aldeia Velha (1964) e O trigo e o Joio (1965); o primeiro uma adaptação da peça de Bernardo Santareno e o segundo da obra de Fernando Namora. Porém o publico em geral já estava voltado para outras temáticas de entretenimento,e com a pouca aceitação de seus novos trabalhos, Guimarães retomou a produção de documentários com temas artísticos. À partir dai, sua vida sofreu altos e baixos, chegando a retomar sua carreira de grafismo trabalhando para ilustrações de jornais locais. A Revolução dos Cravos (golpe militar ocorrido no dia 25 de Abril de 1974) trouxe novas perspectivas para Guimarães retomar seu estilo neo-realista sem correr o risco de ser perseguido pela censura, e com isso deu inicio, do mesmo ano, à produção do filme Cântico Final, adaptação da obra homônima de Vergílio Ferreira. Entretanto, com a saúde debilitada, Guimarães não conseguiu concluir as filmagens, falecendo em 29 de Janeiro de 1975 na cidade de Lisboa, aos 59 anos de idade. Seu filho Dórdio Guimarães assumiu a responsabilidade de concluir as gravações e o filme foi lançado um ano após a morte do pai, em 1976, com os créditos de direção atribuídos a Manuel Guimarães. A critica especializada considera que Manuel Guimarães foi muito injustiçado não somente pela ditadura Salazar, como também pela própria critica e público da época.
Preocupados com o bem estar da criança, aos poucos vão se aproximando e movendo-se em ações em prol da mesma. Em consequência dessa agitação traz a tona emoções até então guardadas em segredo, como por exemplo o tímido Pardal (Eugénio Salvador), que se expressava apenas através de sua pequena gaita, e um dia resolve declarar seu amor à Gaivota (Milú), a garota cuja a vida se resumia a esperar pelo marinheiro que lhe roubara o coração. O cínico Meia Lua (Artur Semedo) que mantinha um romance escondido com a bela Marlene (Madalena Sotto) dançarina do bar, e repudiava o amor da desesperada Ana (Maria Albergaria).
Em torno da história, o narrador/personagem (Jacinto Ramos) conduz o espectador num misto de realidade e fantasia. Vidas Sem Rumo consumiu todo capital de Manuel Guimarães, e despontava como a grande obra do cinema português da época, porém vítima das atrocidades da censura salazarista, que destruiu permanentemente boa parte das filmagens a obra por pouco deixou de existir. Apesar da história contar que ele utilizou todos os seus recursos financeiros na produção de Vidas Sem Rumo, o filme não apresenta grandes cenários ou recursos cinematográficos porém a história em si revela a genialidade boicotada deste grande produtor e diretor português.
Bastidores: Manuel Guimarães - Um gênio contra a ditadura
Em 19 de Agosto de 1915, nascia em Valmaior/Portugal, Manuel Fernandes Pinheiro Guimarães; que mais tarde viria a se tornar simplesmente o produtor e diretor Manuel Guimarães, um dos grandes nomes do cinema português.Após concluir o Curso Geral dos Liceus, passou a estudar pintura em 1931, na Escola de Belas Artes do Porto. Iniciou, então, a carreira artisitca como ilustrador, caricaturista e decorador teatral, sendo responsável pela criação dos cartazes para os filmes de cinema. Esta aproximação despertou seu interesse pela arte cinematográfica e passou a trabalhar como assistente de produção em 1936. A convivência com nomes expressivos como Manoel de Oliveira, António Lopes Ribeiro,entre outros; foi o suporte para que realizasse em 1949 o curta-metragem O Desterrado; documentário sobre a vida e obra de Soares dos Reis, pelo qual ganhou o Prêmio Paz dos Reis.
Porém, somente dois anos mais tarde, em 1951, realizou seu primeiro longa-metragem, Saltimbancos,um filme que tinha como tema central o dia- à-dia de um pequeno circo ambulante, baseado na obra literária do escritor Leão Penedo. No ano seguinte começou a despontar seu estilo neo-realista com o filme Nazaré, refilmagem do clássico de 1929; no qual abordava a vida dos pescadores da cidade título desta feita. como uma crítica social. No entanto o filme não caiu nas graças da censura do regime Salazar que via nas produções cinematográficas; um perigo maior do que as obras literárias e seus conteúdos "subversivos", e lhe impôs vários cortes antes da exibição nas telas de cinema.
(Foto: Dórdio Guimarães) Indiferente ás pressões, em 1956 produziu Vidas Sem Rumo, que trazia argumentos de sua própria autoria, porém a obra foi destroçada pela censura e o filme perdeu quase todo seu significado. Essa opressão levou Manuel Guimarães`a produzir filmes com caráter comercial. Em parceria com o produtor António da Cunha Telles, produziu os filmes O Crime da Aldeia Velha (1964) e O trigo e o Joio (1965); o primeiro uma adaptação da peça de Bernardo Santareno e o segundo da obra de Fernando Namora. Porém o publico em geral já estava voltado para outras temáticas de entretenimento,e com a pouca aceitação de seus novos trabalhos, Guimarães retomou a produção de documentários com temas artísticos. À partir dai, sua vida sofreu altos e baixos, chegando a retomar sua carreira de grafismo trabalhando para ilustrações de jornais locais. A Revolução dos Cravos (golpe militar ocorrido no dia 25 de Abril de 1974) trouxe novas perspectivas para Guimarães retomar seu estilo neo-realista sem correr o risco de ser perseguido pela censura, e com isso deu inicio, do mesmo ano, à produção do filme Cântico Final, adaptação da obra homônima de Vergílio Ferreira. Entretanto, com a saúde debilitada, Guimarães não conseguiu concluir as filmagens, falecendo em 29 de Janeiro de 1975 na cidade de Lisboa, aos 59 anos de idade. Seu filho Dórdio Guimarães assumiu a responsabilidade de concluir as gravações e o filme foi lançado um ano após a morte do pai, em 1976, com os créditos de direção atribuídos a Manuel Guimarães. A critica especializada considera que Manuel Guimarães foi muito injustiçado não somente pela ditadura Salazar, como também pela própria critica e público da época.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Thomas H. Ince
Nascido em 6 de novembro de 1882 em Beverly Hills/Califórnia, Thomas Harper Ince foi diretor, produtor e roteirista, ficando conhecido como pai dos filmes de faroeste. Filho de comediante e atriz, vivia com seus três irmãos quando estreou nos palcos aos 6 anos de idade. Em 1898, após inúmeras aparições sem muita expressão, foi convidado a fazer parte do elenco na peça Shore Acres, que seria apresentada na Broadway. Apesar dos convites que surgiram ao longo dos anos, optou por trabalhar como promotor até ingressar na indústria cinematográfica através da Edison Manufacturing Company. Motivado pelos pais, e principalmente pela paixão ao vaudeville, criou sua própria Companhia; porém não obteve muito sucesso. Em 1906 conheceu a atriz Elinor "Nell" Kershaw, e atuaram juntos na peça For Love's Sweet Sake; no ano seguinte, casaram-se. Sua carreira como ator não ia bem, e sua esposa Elinor contribuiu para que conseguisse outro emprego, dessa vez na Biograph, onde trabalhava apenas com filmes.
Em 1910, juntou-se a Independent Motion Pictures Co. e teve a oportunidade de produzir, no ano seguinte, o filme The Lover's Signal. Não muito longe dalí, o diretor alemão Carl Laemmle, que se mostrava interessado no trabalho do jovem diretor, fez com que a Motion Picture Patent Company o contratasse. Apesar do esforço e do material que dispunha, poucos filmes foram produzidos, a maioria do gênero western e guerra. No entanto, suas obras possuíam um diferencial: os efeitos especiais; e mesmo com poucos recursos, Ince conseguia impressionar o público. Ainda em 1911, foi contratado pela New York Motion Picture Co, onde criou estilo próprio na produção de seus filmes, desde o roteiro até as filmagens. No ano seguinte, Ince se mostrava insatisfeito com o local de trabalho, pois acreditava que um espaço maior poderia render mais e melhores produções cinematográficas. Foi então que adquiriu um terreno entre Sunset Boulevard e a Pacific Coast Highway, que mais tarde ficaria conhecido como Inceville.
O novo estúdio contava com palcos, escritórios, buffets e na inauguração, Ince contratou o Miller Brothers 101 Ranch para apresentar um show de western com direito a cavalos, cowboys e índios. Inceville foi concluída com várias estruturas que iam desde barracos até mansões, e muitos sets de western ao ar livre. O local ainda serviu de moradia para vários trabalhadores, cowboys e índios e o sistema implantado por Ince em suas produções tornaram Inceville modelo para os Estúdios de Hollywood. Ince inovou trazendo para si a responsabilidade da produção total de seus filmes, desde o começo até a finalização; bem como a contratação de profissionais específicos para cada tópico do filme: roteirista, diretor e editor.
Em parceria com George Stout, Ince reorganizou a forma de produção dos filmes da Inceville, que passou a editar três filmes por semana. À partir deste novo estilo, Ince manteve controle absoluto sobre a produção dos seus filmes, chegando à atingir a marca de 150 obras em 1913. Entretanto somente após vários elogios da crítica europeia, conseguiu que a opinião dos profissionais do ramo nos EUA também passassem a elogiá-lo. Ainda em 1913, Ince optou por estar a frente apenas da produção dos filmes, atribuindo a tarefa de direção aos jovens diretores da época, entre eles Francis Ford, John Ford, Henry King, Frank Borzage; bem como lançou o talentoso William S.Hart. À partir de 1916, Inceville passou a ser vítima de vários incêndios que acabaram por levar Ince a desistir do projeto e vendê-lo a William Hart, que posteriormente rebatizou o estúdio de Hartville mantendo-o ativo até 1922. Em 1918, após uma breve parceria com Adolph Zukor, Ince adquiriu uma nova propriedade e fundou a Thomas H. Ince Studios, que estendeu suas atividades de 1919 a 1924.
Embora a produção de western fosse seu ponto forte, nos últimos anos de atividade, Ince dedicou-se a produção de dramas sociais. Há dúvidas sobre a morte de Thomas Ince, alguns acreditam numa fatalidade e outros num possível assassinato. Uma das versões indica que no dia 15 de novembro de 1924, após participar de uma festa no iate de William Randolph Hearst, Ince foi vítima de uma intoxicação alimentar; e apesar do rápido atendimento a que foi submetido, faleceu quatro dias mais tarde, no dia 19 de novembro de 1924 aos 42 anos de idade vítima de um ataque cardíaco. A segunda versão, originada de rumores, conta que Ince foi vítima de um tiro disparado por Hearst, ao confundi-lo com Chaplin, durante uma crise de ciúmes pela atriz Marion Davies. Em 1925, o Thomas H. Ince Studios foi adquirido por Cecil B. DeMille; dando origem ao DeMille Studios; o qual posteriormente em 1991, foi adquirido pela Sony Pictures. Ince deixou uma extensa filmografia, dentre as quais, destaque para: Little Nell's Tobacco, The Brand, A Dog's Tale, Maid or Man, The Convert, The Fisher-Maid, As a Boy Dreams, The Skating Bug, The Sentinel Asleep, Uncle's Visit, An Indian Martyr, Through the Flames, The Desert, The Frontier Child e Flicker Flashbacks No. 1, Series 5 Civilization (sua última produção).
Em 1910, juntou-se a Independent Motion Pictures Co. e teve a oportunidade de produzir, no ano seguinte, o filme The Lover's Signal. Não muito longe dalí, o diretor alemão Carl Laemmle, que se mostrava interessado no trabalho do jovem diretor, fez com que a Motion Picture Patent Company o contratasse. Apesar do esforço e do material que dispunha, poucos filmes foram produzidos, a maioria do gênero western e guerra. No entanto, suas obras possuíam um diferencial: os efeitos especiais; e mesmo com poucos recursos, Ince conseguia impressionar o público. Ainda em 1911, foi contratado pela New York Motion Picture Co, onde criou estilo próprio na produção de seus filmes, desde o roteiro até as filmagens. No ano seguinte, Ince se mostrava insatisfeito com o local de trabalho, pois acreditava que um espaço maior poderia render mais e melhores produções cinematográficas. Foi então que adquiriu um terreno entre Sunset Boulevard e a Pacific Coast Highway, que mais tarde ficaria conhecido como Inceville.
O novo estúdio contava com palcos, escritórios, buffets e na inauguração, Ince contratou o Miller Brothers 101 Ranch para apresentar um show de western com direito a cavalos, cowboys e índios. Inceville foi concluída com várias estruturas que iam desde barracos até mansões, e muitos sets de western ao ar livre. O local ainda serviu de moradia para vários trabalhadores, cowboys e índios e o sistema implantado por Ince em suas produções tornaram Inceville modelo para os Estúdios de Hollywood. Ince inovou trazendo para si a responsabilidade da produção total de seus filmes, desde o começo até a finalização; bem como a contratação de profissionais específicos para cada tópico do filme: roteirista, diretor e editor.
Em parceria com George Stout, Ince reorganizou a forma de produção dos filmes da Inceville, que passou a editar três filmes por semana. À partir deste novo estilo, Ince manteve controle absoluto sobre a produção dos seus filmes, chegando à atingir a marca de 150 obras em 1913. Entretanto somente após vários elogios da crítica europeia, conseguiu que a opinião dos profissionais do ramo nos EUA também passassem a elogiá-lo. Ainda em 1913, Ince optou por estar a frente apenas da produção dos filmes, atribuindo a tarefa de direção aos jovens diretores da época, entre eles Francis Ford, John Ford, Henry King, Frank Borzage; bem como lançou o talentoso William S.Hart. À partir de 1916, Inceville passou a ser vítima de vários incêndios que acabaram por levar Ince a desistir do projeto e vendê-lo a William Hart, que posteriormente rebatizou o estúdio de Hartville mantendo-o ativo até 1922. Em 1918, após uma breve parceria com Adolph Zukor, Ince adquiriu uma nova propriedade e fundou a Thomas H. Ince Studios, que estendeu suas atividades de 1919 a 1924.
Embora a produção de western fosse seu ponto forte, nos últimos anos de atividade, Ince dedicou-se a produção de dramas sociais. Há dúvidas sobre a morte de Thomas Ince, alguns acreditam numa fatalidade e outros num possível assassinato. Uma das versões indica que no dia 15 de novembro de 1924, após participar de uma festa no iate de William Randolph Hearst, Ince foi vítima de uma intoxicação alimentar; e apesar do rápido atendimento a que foi submetido, faleceu quatro dias mais tarde, no dia 19 de novembro de 1924 aos 42 anos de idade vítima de um ataque cardíaco. A segunda versão, originada de rumores, conta que Ince foi vítima de um tiro disparado por Hearst, ao confundi-lo com Chaplin, durante uma crise de ciúmes pela atriz Marion Davies. Em 1925, o Thomas H. Ince Studios foi adquirido por Cecil B. DeMille; dando origem ao DeMille Studios; o qual posteriormente em 1991, foi adquirido pela Sony Pictures. Ince deixou uma extensa filmografia, dentre as quais, destaque para: Little Nell's Tobacco, The Brand, A Dog's Tale, Maid or Man, The Convert, The Fisher-Maid, As a Boy Dreams, The Skating Bug, The Sentinel Asleep, Uncle's Visit, An Indian Martyr, Through the Flames, The Desert, The Frontier Child e Flicker Flashbacks No. 1, Series 5 Civilization (sua última produção).
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Civilization (1916) - Elenco
Nascido em 9 de fevereiro de 1880, Howard C. Hickman foi ator e diretor dos primórdios do cinema norte americano. Ator de teatro vaudeville, encorajado pelo produtor Thomas H. Ince, marcou sua estreia nas telas no curta-metragem The Dead Pay (1912) e seu primeiro longa ocorreu em 1915 no filme The Cup of Life. Casado com a atriz Bessie Barriscale, estrelou vários filmes ao lado da esposa, porém, sua carreira como ator foi mais voltada à participação de curtas-metragens. Howard pertence a uma geração na qual as Companhias Cinematográficas produziam vários filmes por ano, tanto que entre 1912 (quando da sua estreia) até 1918, participou de mais de 50 filmes. No período de 1919 a 1927, manteve-se afastado das telas do cinema dedicando-se ao teatro. Retomou sua carreira cinematográfica em 1928, no filme Alias Jimmy Valentine. Manteve-se em atividade até 1944 no filme Bowery to Broadway, ano este em que participou de várias outras produções, porém já não tinha seu nome creditado ao elenco desde 1943 no filme The Masked Marvel. É reverenciado por suas atuações em Civilization (Count Ferdinand), Fury (Governor Burt) e Gone With The Wind (John Wilkes). Sua carreira como diretor correu paralelamente com sua carreira como ator. Faleceu no dia 31 de dezembro de 1949 aos 69 anos de idade.
Nascida em 22 de fevereiro de 1894 em Dillon/Colorado, Enid Markey foi uma atriz de cinema e televisão norte-americana. Marcou sua estreia em 1911 no curta-metragem The Fortunes of War, e assim como a maioria dos atores da época, trabalhava em vários filmes por ano. Em 1916, foi convidada pelo diretor Thomas H. Ince, a compor o elenco do filme Civilization, interpretando Katheryn Haldemann. Sua dedicação e talento, abriram-lhe fronteiras para que se tornasse a primeira atriz a interpretar a personagem Jane, companheira de Tarzan; obra do escritor Edgar Rice. Foi Jane em Tarzan of the Apes e The Romance of Tarzan, ambos de 1918. Entre 1950 e 1960, dividiu suas atenções entre as telas de cinema e produções para a televisão com destaque especial para: Bringing Up Buddy interpretando Violet Flower, ao lado dos atores Frank Aletter e Doro Merande (entre 1960-1961); The Andy Griffith Show, onde vivia a personagem Barney Fife (1963) e no seriado "Gomer Pyle, USMC" na pele da Avó Pyle (1966). Encerrou a carreira em 1968 no filme The Boston Strangler ao lado de Tony Curtis, Henry Fonda e George Kennedy. Faleceu no dia 15 de novembro de 1981, aos 87 anos de idade.
Outros atores (seguindo a ordem da imagem acima): J. Barney Sherry, Kate Bruce e Charles K. French. - Herschel Mayall, George Fisher, Jerome Storm, Lola May, J.Frank Burke e Ethel Ullman.
Nascida em 22 de fevereiro de 1894 em Dillon/Colorado, Enid Markey foi uma atriz de cinema e televisão norte-americana. Marcou sua estreia em 1911 no curta-metragem The Fortunes of War, e assim como a maioria dos atores da época, trabalhava em vários filmes por ano. Em 1916, foi convidada pelo diretor Thomas H. Ince, a compor o elenco do filme Civilization, interpretando Katheryn Haldemann. Sua dedicação e talento, abriram-lhe fronteiras para que se tornasse a primeira atriz a interpretar a personagem Jane, companheira de Tarzan; obra do escritor Edgar Rice. Foi Jane em Tarzan of the Apes e The Romance of Tarzan, ambos de 1918. Entre 1950 e 1960, dividiu suas atenções entre as telas de cinema e produções para a televisão com destaque especial para: Bringing Up Buddy interpretando Violet Flower, ao lado dos atores Frank Aletter e Doro Merande (entre 1960-1961); The Andy Griffith Show, onde vivia a personagem Barney Fife (1963) e no seriado "Gomer Pyle, USMC" na pele da Avó Pyle (1966). Encerrou a carreira em 1968 no filme The Boston Strangler ao lado de Tony Curtis, Henry Fonda e George Kennedy. Faleceu no dia 15 de novembro de 1981, aos 87 anos de idade.Outros atores (seguindo a ordem da imagem acima): J. Barney Sherry, Kate Bruce e Charles K. French. - Herschel Mayall, George Fisher, Jerome Storm, Lola May, J.Frank Burke e Ethel Ullman.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Irmãos Skladanowsky
Durante este mês de fevereiro, trarei algumas informações e novidades à cerca do cinema mundial ao longo dos tempos; culminando com a criação do Oscar e seus principais ganhadores. Porém, como esse mês coincide com o período em que estarei mudando de residência, talvez haja algum atraso na publicação desses textos, antecipadamente peço desculpas caso isso ocorra. Quem lê sobre o cinema e seus primórdios, certamente já conhece a trajetória dos Irmãos Lumière e a importância de Louis e Auguste para o desenvolvimento da sétima arte. Muitos, também sabem, que a primeira exibição ocorreu em 28 de Dezembro de 1895, na França.
No entanto, esta é uma informação equivocada, pois, não muito longe dalí os Irmãos Skladanowsky criavam um curioso aparelho chamado Bioscópio; o qual exibiria um filme 27 dias antes do Cinematógrafo dos Irmãos Lumière. Max e Emil Skladanowsky (1866-?) foram os pioneiros do cinema alemão, e responsáveis pela primeira exibição cinematográfica do mundo. Nascido em 30 de abril de 1863, em Berlim/Alemanha Max trabalhava como fotógrafo e pintor de vidro até mostrar interesse pela lanterna mágica (projetor de imagem simples desenvolvido no século XVII pelo abade Nollet). Em 1879, juntamente com sua família, viajou pela Europa para mostrar o funcionamento da lanterna mágica. Quase vinte anos depois, surgiu a ideia de criar um aparelho que tivesse a mesma função: projetar imagens dando a ilusão de movimento; foi então que Max e Emil criaram o Bioscópio. No dia 1º de novembro de 1898, acompanhados pelos diretores do Teatro Wintergarten, os irmãos Skladanowsky realizaram a primeira exibição do Bioscópio, anunciando ser a "invenção mais interessante da era moderna".
O filme consistia numa junção de vários curtas de aproximadamente 6 segundos cada, e contava com um acompanhamento musical produzido especialmente para os filmes. Infelizmente, não há disponibilidade de maiores informações sobre as produções dos Irmãos, tampouco do funcionamento do Bioscópio, contudo sabe-se que era um mecanismo parecido com o cinematógrafo, porém tecnicamente inferior.Após essa exibição, os irmãos Skladanowsky voltaram a trabalhar somente com fotografias, vendas de câmeras e projetores. Instituiram a empresa Projektion für Alle, com a qual produziram uma série de filmes no início do século XX (alguns dirigidos pelo irmão mais novo Eugene), porém sem obter sucesso com os mesmos.
Nos seus últimos anos de vida, foram acusados pela imprensa de se auto-valorizarem nas suas participações nos primórdios do cinema. Max faleceu no dia 30 de novembro de 1939 aos 76 anos de idade. Em 1995, o ator Udo Kier interpretou Max no documentário Die Gebrüder Skladanowsky produzido pelo cineasta alemão Win Wenders para a TV. Sua filmografia estende-se a pouco mais de 20 filmes;e para quem tiver interesse em conhecer as obras, deixo disponível os links: Ringkampfer, Die Serpentintänzerin, Das boxende Känguruh e Skladanowsky-flipbook.
No entanto, esta é uma informação equivocada, pois, não muito longe dalí os Irmãos Skladanowsky criavam um curioso aparelho chamado Bioscópio; o qual exibiria um filme 27 dias antes do Cinematógrafo dos Irmãos Lumière. Max e Emil Skladanowsky (1866-?) foram os pioneiros do cinema alemão, e responsáveis pela primeira exibição cinematográfica do mundo. Nascido em 30 de abril de 1863, em Berlim/Alemanha Max trabalhava como fotógrafo e pintor de vidro até mostrar interesse pela lanterna mágica (projetor de imagem simples desenvolvido no século XVII pelo abade Nollet). Em 1879, juntamente com sua família, viajou pela Europa para mostrar o funcionamento da lanterna mágica. Quase vinte anos depois, surgiu a ideia de criar um aparelho que tivesse a mesma função: projetar imagens dando a ilusão de movimento; foi então que Max e Emil criaram o Bioscópio. No dia 1º de novembro de 1898, acompanhados pelos diretores do Teatro Wintergarten, os irmãos Skladanowsky realizaram a primeira exibição do Bioscópio, anunciando ser a "invenção mais interessante da era moderna".
O filme consistia numa junção de vários curtas de aproximadamente 6 segundos cada, e contava com um acompanhamento musical produzido especialmente para os filmes. Infelizmente, não há disponibilidade de maiores informações sobre as produções dos Irmãos, tampouco do funcionamento do Bioscópio, contudo sabe-se que era um mecanismo parecido com o cinematógrafo, porém tecnicamente inferior.Após essa exibição, os irmãos Skladanowsky voltaram a trabalhar somente com fotografias, vendas de câmeras e projetores. Instituiram a empresa Projektion für Alle, com a qual produziram uma série de filmes no início do século XX (alguns dirigidos pelo irmão mais novo Eugene), porém sem obter sucesso com os mesmos.
Nos seus últimos anos de vida, foram acusados pela imprensa de se auto-valorizarem nas suas participações nos primórdios do cinema. Max faleceu no dia 30 de novembro de 1939 aos 76 anos de idade. Em 1995, o ator Udo Kier interpretou Max no documentário Die Gebrüder Skladanowsky produzido pelo cineasta alemão Win Wenders para a TV. Sua filmografia estende-se a pouco mais de 20 filmes;e para quem tiver interesse em conhecer as obras, deixo disponível os links: Ringkampfer, Die Serpentintänzerin, Das boxende Känguruh e Skladanowsky-flipbook.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Frank Borzage
Em 23 de maio de 1894; embora haja relatos de que tenha ocorrido um ano antes; nascia em Salt Lake City, Frank Borzage, ator e diretor que emprestou seu talento ao cinema por mais de 50 anos. Membro de uma família de 14 irmãos, dos quais apenas 8 sobreviveram à infância, Frank era filho de Luigi Borzaga e Maria Ruegg; que deixaram a Europa para se aventurarem em território norte-americano no início de 1880. Apesar das dificuldades, Frank sempre demonstrou afinidade para o ramo artístico e, em 1912 aos 18 anos de idade, arrumou seu primeiro emprego como ator em Hollywood. Sua estreia nas telas neste mesmo ano, foi no curta On Secret Service, seguido por When Lee Surrenders, Days of '49, The Pride of the South, The Battle of Gettysburg (seu primeiro longa, ao qual infelizmente não foi creditado) A Dixie Mother, Granddad, The Clean-Up, entre outros. Em 1915 passou a conciliar definitivamente a carreira de ator com a de diretor, após uma pequena experiência em 1913 onde dirigiu The Mystery of Yellow Aster Mine.
Sua estreia nesta nova etapa ocorreu em dezembro de 1915 com o filme The Pitch o' Chance. Neste meio tempo, em 1916 casou-se com a atriz Lorena Rogers (Rena) com a qual permaneceu até 1941. Diretor de sucesso ao longo das décadas de 20 e 30 com o cinema mudo e falado; e sob sua dinâmica visão, surgiu uma das duplas mais famosas da época: Janet Gaynor e Charles Farrell, que participaram de mais de 10 filmes sob sua direção; com grande destaque para Seventh Heaven, Street Angel e Lucky Star. Além desta formidável dupla, trabalhou com várias outras personalidades importantes do cinema norte-americano: Liliom (com Charles Farrell), Doctor's Wives (com Warner Baxter e Joan Bennett), Song o' My Heart (com Maureen O'Sullivan), A Farewell to Arms (com Gary Cooper e Helen Hayes), Desire (com Marlene Dietrich e Gary Cooper), Stage Door Canteen (com Katharine Hepburn), Three Comrades (com Robert Taylor), The Mortal Storm (com Margaret Sullavan e James Stewart), His Butler's Sister (com Deanna Durbin, Pat O'Brien e Akim Tamiroff),
History as made at Night (com Charles Boyer e Jean Arthur), Strange Cargo (com Clark Gable e Joan Crawford), Man's Castle (com Spencer Tracy e Loretta Young) Magnificent Doll (com Ginger Rogers), That's My Man (com Don Ameche), entre outros. A partir de 1948, sua carreira passou a declinar, passando a perder prestígio junto aos grandes produtores; e apenas Moonrise, do mesmo ano, recebeu elogios da crítica. Com a chegada dos anos 50, seus trabalhos tornaram-se cada vez mais escassos; teve uma pequena participação na série de TV Screen Directors Playhouse, e dirigiu mais três filmes: China Doll, The Big Fisherman e L'Atlantide (o qual abandonou a direção devido a problemas de saúde). Em sua extensa carreira, Borzage foi premiado com duas estatuetas do Oscar como Melhor Diretor com os filmes: Seventh Heaven e Bad Girl, respectivamente 1929 e 1932; além do Kinema Junpo Awards por Seventh Heaven, Directors Guild of America e George Eastman Award.
Em sua vida pessoal, casou-se pela segunda vez em 1945 com Edna Stillwell, divorciando-se quatro anos mais tarde. Borzage deixou um vasto legado para o cinema mundial com mais de 100 filmes como diretor e outros tantos como ator, o que lhe rendeu uma Estrela na Calçada da Fama de Hollywood. No dia 19 de junho de 1962, após longa luta contra um câncer, Borzage faleceu aos 68 anos de idade.
Sua estreia nesta nova etapa ocorreu em dezembro de 1915 com o filme The Pitch o' Chance. Neste meio tempo, em 1916 casou-se com a atriz Lorena Rogers (Rena) com a qual permaneceu até 1941. Diretor de sucesso ao longo das décadas de 20 e 30 com o cinema mudo e falado; e sob sua dinâmica visão, surgiu uma das duplas mais famosas da época: Janet Gaynor e Charles Farrell, que participaram de mais de 10 filmes sob sua direção; com grande destaque para Seventh Heaven, Street Angel e Lucky Star. Além desta formidável dupla, trabalhou com várias outras personalidades importantes do cinema norte-americano: Liliom (com Charles Farrell), Doctor's Wives (com Warner Baxter e Joan Bennett), Song o' My Heart (com Maureen O'Sullivan), A Farewell to Arms (com Gary Cooper e Helen Hayes), Desire (com Marlene Dietrich e Gary Cooper), Stage Door Canteen (com Katharine Hepburn), Three Comrades (com Robert Taylor), The Mortal Storm (com Margaret Sullavan e James Stewart), His Butler's Sister (com Deanna Durbin, Pat O'Brien e Akim Tamiroff),
History as made at Night (com Charles Boyer e Jean Arthur), Strange Cargo (com Clark Gable e Joan Crawford), Man's Castle (com Spencer Tracy e Loretta Young) Magnificent Doll (com Ginger Rogers), That's My Man (com Don Ameche), entre outros. A partir de 1948, sua carreira passou a declinar, passando a perder prestígio junto aos grandes produtores; e apenas Moonrise, do mesmo ano, recebeu elogios da crítica. Com a chegada dos anos 50, seus trabalhos tornaram-se cada vez mais escassos; teve uma pequena participação na série de TV Screen Directors Playhouse, e dirigiu mais três filmes: China Doll, The Big Fisherman e L'Atlantide (o qual abandonou a direção devido a problemas de saúde). Em sua extensa carreira, Borzage foi premiado com duas estatuetas do Oscar como Melhor Diretor com os filmes: Seventh Heaven e Bad Girl, respectivamente 1929 e 1932; além do Kinema Junpo Awards por Seventh Heaven, Directors Guild of America e George Eastman Award.
Em sua vida pessoal, casou-se pela segunda vez em 1945 com Edna Stillwell, divorciando-se quatro anos mais tarde. Borzage deixou um vasto legado para o cinema mundial com mais de 100 filmes como diretor e outros tantos como ator, o que lhe rendeu uma Estrela na Calçada da Fama de Hollywood. No dia 19 de junho de 1962, após longa luta contra um câncer, Borzage faleceu aos 68 anos de idade.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Seventh Heaven (1927) - Elenco
Nascido em 26 de janeiro de 1893, Ben Bard foi professor e ator de teatro e também ator de cinema; que iniciou a carreira no vaudeville ao lado do comediante Jack Pearl. Em 1926 fez a sua estreia no cinema num curta- metragem sem muita expressão. No entanto, seu trabalho passou a ser reconhecido no ano seguinte com o filme Love Makes 'Em Wild . Sua atuação fez com que fosse convidado para compor o elenco do filme Seventh Heaven de Frank Borzage, no mesmo ano, ao lado de Janet Gaynor e Charles Farrell. Voltaria a trabalhar em destaque novamente em 1930 no filme The Bat Whispers. Antes, em 1929, casou-se com a atriz Ruth Roland, falecida em 1937. Dois anos depois, casou-se novamente, desta vez com a atriz Roma Clarisse com a qual teve três filhos. Na Fox Film Corporation trabalhou em destaque no filme The Seventh Victim de 1943, onde interpretou o sombrio "Mr. Brun"; e no mesmo ano estrelou outros dois filmes pela RKO: The Leopard Man e The Ghost Ship. Em 1948, um ano após a morte de Roma, casou-se com Jackie Lynn Taylor, mas o relacionamento foi desfeito em 1954 quando se divorciaram. Ao longo da década de 50, Ben chefiou o Departamento de Novos Talentos da 20th Century Fox e reabriu a escola "Ben Bard Drama" já em 1960. Dono de uma expressiva filmografia, dentre os quais, além dos já citados, destaque para: Secret Studio,Two Girls Wanted, The Arizona Wildcat, Dressed to Kill, Love and the Devil, Meet the Baron e Black Angel, seu último filme em 1946; Ben Bard faleceu em 17 de maio de 1974, aos 81 anos de idade.
Nascida Gladys Lindeman em 26 de setembro de 1893, Gladys Brockwell tornou-se uma atriz expoente do cinema norte-americano desde os primórdios do cinema mudo. Filha de uma corista de Nova York, começou a carreira precocemente nos palcos; com isso, ao atingir a adolescência, já era considerada uma veterana e carregava em seu currículo uma série de papeis principais. Aos 20 anos, em 1913, marcou sua estreia no cinema no filme East Coast, já ostentando o nome artístico de Gladys Brockwell; produzido pelo Lubin Studios. A este seguiu-se uma extensa série de curta e filmes, entre eles: The Typhoon, A Man and His Mate, Up from the Depths, Double Trouble, One Touch of Sin, Conscience, For Liberty, The Devil's Wheel, The Strange Woman, The Forbidden Room, Rose of Nome, entre outros. Contudo, somente em 1920 com sua ida para Hollywood, teve a chance de seu primeiro grande papel em Oliver Twist (1922) e The Hunchback of Notre Dame (1923). Dando sequência a seus trabalhos em Hollywood participou de inúmeras produções ao longo dos anos 20, com destaque para Seventh Heaven (1927). Já na casa dos 30 anos, Gladys era considerada uma das atrizes mais belas de Hollywood, e seu talento foi rendeu-lhe a participação em Lights of New York, produzido pela Warner Bros e o primeiro filme com áudio totalmente sincronizado. No dia 27 de junho de 1929, Gladys ao lado do amigo Thomas Brennan, sofreram um acidente automobilístico nas estradas de Calabasas/Califórnia. Hospitalizada, não resistiu aos graves ferimentos e faleceu no dia 2 do mês seguinte, aos 35 anos de idade; antes da estreia de seu último filme The Drake Case em setembro do mesmo ano.
David Butler nasceu em 17 de dezembro de 1894, e teve como influência na carreira artística os próprios pais que já eram atores da época. Sobrevivente do terrível terremoto que devastou a cidade de San Francisco/Califórnia em 1906, o jovem de fibra marcou sua estreia nas telas de cinema em 1914 com o curta The Death Lock. Ao longo da carreira, trabalhou com célebres diretores, tais como D.W. Griffith, Tod Browning, John Ford, King Vidor, entre outros. A experiência adquirida ao lado dos diretores mencionados permitiu-lhe a direção de High School Hero (1927), porém passou a ganhar prestígio dois anos mais tarde ao dirigir o musical Sunny Side Up estrelado por Janet Gaynor e Charles Farrell. Sua carreira como diretor prosseguiu num ritmo vitorioso com grandes produções e grandes elencos, tais como: Bright Eyes, The Little Colonel, The Littlest Rebel Captain January (com Shirley Temple); Kentucky (com Loretta Young); Caught in the Draft (com Bob Hope); It's a Great Feeling, Tea for Two e Calamity Jane (com Doris Day); King Richard and the Crusaders (com Rex Harrison) e Road to Morocco (com Bing Crosby e Bob Hope). Como ator, também conta com uma extensa filmografia com destaque para: The Face at the Window, The Sea Wolf, The County Fair, Arizona Express, The Plastic Age, Seventh Heaven, The Rush Hour e Salute (seu último filme em 1928). Acumulou ainda ao longo da vida, as funções de produtor e roteirista. Faleceu em 14 de junho de 1979, aos 84 anos vítima de ataque cardíaco.
Outros atores (seguindo a ordem da imagem acima): Brandon Hurst, Marie Mosquini e George E. Stone - Albert Gran, Emile Chautard e Lillian West.
Nascida Gladys Lindeman em 26 de setembro de 1893, Gladys Brockwell tornou-se uma atriz expoente do cinema norte-americano desde os primórdios do cinema mudo. Filha de uma corista de Nova York, começou a carreira precocemente nos palcos; com isso, ao atingir a adolescência, já era considerada uma veterana e carregava em seu currículo uma série de papeis principais. Aos 20 anos, em 1913, marcou sua estreia no cinema no filme East Coast, já ostentando o nome artístico de Gladys Brockwell; produzido pelo Lubin Studios. A este seguiu-se uma extensa série de curta e filmes, entre eles: The Typhoon, A Man and His Mate, Up from the Depths, Double Trouble, One Touch of Sin, Conscience, For Liberty, The Devil's Wheel, The Strange Woman, The Forbidden Room, Rose of Nome, entre outros. Contudo, somente em 1920 com sua ida para Hollywood, teve a chance de seu primeiro grande papel em Oliver Twist (1922) e The Hunchback of Notre Dame (1923). Dando sequência a seus trabalhos em Hollywood participou de inúmeras produções ao longo dos anos 20, com destaque para Seventh Heaven (1927). Já na casa dos 30 anos, Gladys era considerada uma das atrizes mais belas de Hollywood, e seu talento foi rendeu-lhe a participação em Lights of New York, produzido pela Warner Bros e o primeiro filme com áudio totalmente sincronizado. No dia 27 de junho de 1929, Gladys ao lado do amigo Thomas Brennan, sofreram um acidente automobilístico nas estradas de Calabasas/Califórnia. Hospitalizada, não resistiu aos graves ferimentos e faleceu no dia 2 do mês seguinte, aos 35 anos de idade; antes da estreia de seu último filme The Drake Case em setembro do mesmo ano.
David Butler nasceu em 17 de dezembro de 1894, e teve como influência na carreira artística os próprios pais que já eram atores da época. Sobrevivente do terrível terremoto que devastou a cidade de San Francisco/Califórnia em 1906, o jovem de fibra marcou sua estreia nas telas de cinema em 1914 com o curta The Death Lock. Ao longo da carreira, trabalhou com célebres diretores, tais como D.W. Griffith, Tod Browning, John Ford, King Vidor, entre outros. A experiência adquirida ao lado dos diretores mencionados permitiu-lhe a direção de High School Hero (1927), porém passou a ganhar prestígio dois anos mais tarde ao dirigir o musical Sunny Side Up estrelado por Janet Gaynor e Charles Farrell. Sua carreira como diretor prosseguiu num ritmo vitorioso com grandes produções e grandes elencos, tais como: Bright Eyes, The Little Colonel, The Littlest Rebel Captain January (com Shirley Temple); Kentucky (com Loretta Young); Caught in the Draft (com Bob Hope); It's a Great Feeling, Tea for Two e Calamity Jane (com Doris Day); King Richard and the Crusaders (com Rex Harrison) e Road to Morocco (com Bing Crosby e Bob Hope). Como ator, também conta com uma extensa filmografia com destaque para: The Face at the Window, The Sea Wolf, The County Fair, Arizona Express, The Plastic Age, Seventh Heaven, The Rush Hour e Salute (seu último filme em 1928). Acumulou ainda ao longo da vida, as funções de produtor e roteirista. Faleceu em 14 de junho de 1979, aos 84 anos vítima de ataque cardíaco.
Outros atores (seguindo a ordem da imagem acima): Brandon Hurst, Marie Mosquini e George E. Stone - Albert Gran, Emile Chautard e Lillian West.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
La Cabalgata del Circo - Circus Cavalcade
Em 1945, o diretor Mario Soffici dirigiu e produziu na Argentina o filme La Cabalgata del Circo em homenagem as figuras circenses, contando suas aventuras e desventuras ao longo da difícil jornada de uma profissão cada vez mais esquecida. O filme, um musical interessante , contava com as participações de Libertad Lamarque no papel de Nita e Hugo del Carril no papel de Roberto. Contando com grandioso elenco, Soffici trouxe as telas a jovem Evita Perón que no ano seguinte tornar-se-ia a primeira dama da Argentina. A história basicamente retrata o dia-a-dia de um grupo de artistas que supera todas as adversidades para levar diversão e entretenimento ao público de diferentes cidades, contrapondo-se a dura tristeza de sua realidade.
Não são poucas as situações conflitantes que os levam a repensarem sobre o verdadeiro propósito de suas vidas; as desilusões e desespero consumidas por um incêndio estúpido e devastador, onde a perda material só não é maior que a física. Composto por uma trilha sonora de excelente qualidade sob a direção e produção de Isidro B. Maiztegui, o filme convida a todos a uma viagem inesquecível numa singela homenagem a arte do circo e do próprio cinema. Apesar de não despontar como grande produção do cinema argentino, La Cabalgata del Circo constitui um trabalho meticuloso que brinda os cinéfilos com uma obra cuidadosamente lapidada por seu diretor em parceria com o elenco selecionado.
Bastidores: Mario Soffici
Mario Soffici nasceu no dia 14 de maio de 1900 em Florença, Itália e mudou-se para Argentina com a família quando tinha apenas 9 anos de idade. Desde pequeno, Mario demonstrava interesse pela arte, isto ficava evidente quando fabricava seus próprios fantoches para representar sua peça em seu próprio teatro. Filho de joalheiro, nunca escondeu a simplicidade da família e o forte sotaque italiano que trouxera da terra natal sempre foi motivo de piada na escola em que estudava, o que influenciou definitivamente na sua decisão de abandonar a escola, e estimulado pelo pai passou a procurar emprego para ocupar-se de seu tempo.
Entre os 14 e 17 anos tornou-se um artista de rua. Em 1920 mudou-se para Buenos Aires e somente onze anos depois marcou sua estreia no cinema como ator no filme Muñequitas porteñas, seguido por El linyera e Calles de Buenos Aires, 1933 e 1934 respectivamente. Finalmente em 1935, com o filme El alma de bandoneón marcou sua estreia como diretor. Com uma vasta filmografia, que soma pouco mais de 40 títulos (como diretor), também teve reconhecimento como roteirista em mais de 10 produções. Ao longo dos anos, ganhou popularidade ao trabalhar com grandes estrelas do cinema argentino, tais como Libertad Lamarque. Visto como um dos maiores diretores de sua época, foi o responsável por obras como: Prisioneros de la tierra, La barra mendocina, Puerto nuevo, La Cabalgata del circo, Pasó en mi barrio, El Curandero, El hombre Que debía una muerte, Rosaura a las 10 e Propiedad, seu último filme lançado em 1962. Mario Soffici faleceu no dia 10 de Maio de 1977 em Buenos Aires aos 76 anos de idade.
Não são poucas as situações conflitantes que os levam a repensarem sobre o verdadeiro propósito de suas vidas; as desilusões e desespero consumidas por um incêndio estúpido e devastador, onde a perda material só não é maior que a física. Composto por uma trilha sonora de excelente qualidade sob a direção e produção de Isidro B. Maiztegui, o filme convida a todos a uma viagem inesquecível numa singela homenagem a arte do circo e do próprio cinema. Apesar de não despontar como grande produção do cinema argentino, La Cabalgata del Circo constitui um trabalho meticuloso que brinda os cinéfilos com uma obra cuidadosamente lapidada por seu diretor em parceria com o elenco selecionado.
Bastidores: Mario Soffici
Mario Soffici nasceu no dia 14 de maio de 1900 em Florença, Itália e mudou-se para Argentina com a família quando tinha apenas 9 anos de idade. Desde pequeno, Mario demonstrava interesse pela arte, isto ficava evidente quando fabricava seus próprios fantoches para representar sua peça em seu próprio teatro. Filho de joalheiro, nunca escondeu a simplicidade da família e o forte sotaque italiano que trouxera da terra natal sempre foi motivo de piada na escola em que estudava, o que influenciou definitivamente na sua decisão de abandonar a escola, e estimulado pelo pai passou a procurar emprego para ocupar-se de seu tempo.
Entre os 14 e 17 anos tornou-se um artista de rua. Em 1920 mudou-se para Buenos Aires e somente onze anos depois marcou sua estreia no cinema como ator no filme Muñequitas porteñas, seguido por El linyera e Calles de Buenos Aires, 1933 e 1934 respectivamente. Finalmente em 1935, com o filme El alma de bandoneón marcou sua estreia como diretor. Com uma vasta filmografia, que soma pouco mais de 40 títulos (como diretor), também teve reconhecimento como roteirista em mais de 10 produções. Ao longo dos anos, ganhou popularidade ao trabalhar com grandes estrelas do cinema argentino, tais como Libertad Lamarque. Visto como um dos maiores diretores de sua época, foi o responsável por obras como: Prisioneros de la tierra, La barra mendocina, Puerto nuevo, La Cabalgata del circo, Pasó en mi barrio, El Curandero, El hombre Que debía una muerte, Rosaura a las 10 e Propiedad, seu último filme lançado em 1962. Mario Soffici faleceu no dia 10 de Maio de 1977 em Buenos Aires aos 76 anos de idade.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Buster Keaton
Nascido em 4 de outubro de 1895, Joseph Frank Keaton Jr., mais tarde conhecido por Buster Keaton foi um dos grandes nomes do cinema mudo; ator e diretor foi considerado o maior rival de Charlie Chaplin. Iniciou sua carreira artística ainda criança, aos três anos de idade, participando de uma peça teatral ao lado de seus pais, onde aprendeu a técnica para representar quedas e tombos extraordinários que mais tarde levou as telas de cinema. Porém, foram anos difíceis onde enfrentou diversas situações de censura devido a sua pouca idade. Contudo, a turnê dos Keatons prosseguiu por anos, e durante este período, impossibilitado de frequentar uma escola normal, o pequeno Buster aprendeu a ler e a escrever com a sua própria mãe. Já contava com seus 21 anos quando sua mãe resolveu abandonar a companhia de teatro pois seu marido enfrentava problemas com o alcoolismo e já estava denegrindo a imagem do grupo.
Estabelecendo-se em Nova York ao lado da mãe, Keaton passou a demonstrar grande interesse pela sétima arte, vindo a estrear no cinema em 1917 com o filme The Butcher Boy. Em seguida, participou de várias outras produções apenas executando algumas pontas e finalmente em 1920 passou a dirigir seus primeiros curtas-metragens. Curiosamente, Keaton trazia consigo uma deficiência auditiva adquirida durante a sua participação na Primeira Guerra Mundial, o que felizmente não o impediu de prosseguir na sua empreitada. Envolvido na produção de pequenas películas realizou seu primeiro grande sucesso em 1923, Our Hospitality (Nossa Hospitalidade), seguido por Sherlock, Jr., The Navigator e The General (considerado seu filme mais polêmico, pois abordava a Guerra Civil americana). Uma particularidade de suas produções, era a composição do elenco quase sempre repetido em todos os filmes.
O perfil de suas comédias baseava-se em corridas, quedas e fugas, sempre levando o espectador a boas gargalhadas. Como marca registrada, adotava uma característica única e especial em todos os seus personagens, mantinha-se sempre impassível mesmo nas situações mais absurdas. Essa peculiaridade lhe atribuiu alguns apelidos criados pelos críticos, tais como O Grande Cara de Pedra e O Homem que Nunca Ri; isso porque realmente não alterava seu semblante sério e compenetrado. Com isso, pode-se dizer que Keaton foi precursor da famosa Experiência Kuleshov . Entre os anos de 1920 e 1929, Keaton produziu uma quantidade impressionante de filmes que o tornaram o maior ator e diretor da história do cinema.
Com a chegada do cinema falado, Keaton foi contratado pela MGM em 1928 e a partir daí, sua carreira passou a sofrer severas transformações; entre elas foi obrigado a aceitar a participação de um dublê para as cenas mais perigosas, recurso que jamais admitira usar até então. Ao longo de seu contrato coma MGM fez parceria com Jimmy Durante, porém o desgaste com a produtora levou-o a pedir demissão em 1933 tão logo concluiu as filmagens do filme No Beer? alegando ter sido o pior período de sua carreira artística. Em Hollywood trabalhou com os Irmãos Marx e Lucille Ball, além de assinar novo contrato com a Columbia Pictures. Entre os anos de 40 e 50 participou de várias produções com papeis secundários e atuou em programas televisivos. Em 1966 fez sua última aparição em tela no filme A Funny Thing Happened on the Way to the Forum. Ao longo da vida casou-se três vezes: Natalie Talmadge (com a qual teve dois filhos), Mae Scriven e Eleanor Norris. Faleceu em 1 de fevereiro de 1966 deixando um acervo fascinante e uma Estrela na Calçada da Fama.
Como fã incondicional do trabalho de Buster Keaton, sinto-me incomodada por não conseguir traduzir nessas linhas toda a obra desse grande ator e diretor tamanha foi a quantidade de filmes produzidos por ele, mas na medida do possível procurarei brinda-los com algumas jóias raras de sua filmografia.
A "rivalidade" entre Buster e Chaplin e a surpresa de 1952Cabe aqui uma menção e um agradecimento a Dilberto do blog Morcegos que me sinalizou a respeito desta "estranha rivalidade" entre Buster Keaton e Charlie Chaplin. A história do cinema mudo traz muitas histórias e fantasias, entre elas a grande rivalidade que existia entre Keaton e Chaplin. Na verdade o que existia entre os dois gênios da época era uma grande amizade, tanto que em 1952 Chaplin produziu, dirigiu e atuou na sua grande obra Limelight (Luzes da Ribalta) e convidou nada mais nada menos que Buster Keaton para contracenar com ele. Um brinde e uma resposta aos críticos que tanto induziram o público a acreditar na rivalidade entre os amigos.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Charlie Chaplin
Nascido Charles Spencer Chaplin em 16 de dezembro de 1889, Charlie Chaplin dividiu seu tempo nas mais diversas áreas, tendo maior destaque como diretor, ator e humorista. Considerado um dos atores mais famosos do cinema mudo, com a famosa 'comédia pastelão' e seu figurino simples, porém marcante, Chaplin conquistou um público significativo para a época, e vem conquistando até os dias atuais, mesmo depois de sua morte; seja pelo jeito carismático ou pelos filmes. Influenciado pelos pioneiros da sétima arte, o trabalho de Chaplin na produção de uma obra cinematográfica ia desde o "roteiro" até o financiamento, sendo ele o responsável por cada detalhe. Filho de artistas, aprendeu a cantar com os pais Charles Spencer Chaplin Sr e Hannah Chaplin, até mudar repentinamente o modo de viver, com a separação do casal. Aos 3 anos de idade, morando com a mãe e o irmão, Chaplin via de perto o sofrimento da mãe, quando esta teve um problema na laringe e viu-se obrigada a parar de cantar.
Durante uma apresentação, Hannah foi vaiada e gravemente ferida por alguns objetos que a plateia atirava. Foi então que Chaplin, agora com 5 anos, subiu ao palco e cantou a canção Jack Jones, impressionando o público presente e também sua mãe. Seu pai, que era alcoólatra, apesar do pouco contato que tinha com os filhos, costumava chamá-los para passarem um período em sua casa, até Chaplin ser enviado ao Archbishop Temples Boys School pela sua madrasta. Aos 12 anos de idade, sofreu com a morte do pai e com a internação de sua mãe num asilo local, que veio a falecer em 1928. Os dois irmãos passaram a trabalhar juntos até 1910, quando Chaplin saiu em turnê com a companhia de Fred Karno rumo aos EUA. Dividindo o quarto, com o até então desconhecido, Arthur Stanley Jefferson (que posteriormente ficaria conhecido como Stan Laurel, do Gordo e o Magro), foi convidado por Mack Sennett a fazer parte da Keystone Film Company.
Com a estreia de Chaplin nos cinemas em 1914 no filme Making a Living, Mack Sennet não escondeu seu desapontamento em relação a sua atuação. No entanto, graças a Mabel Normand, Chaplin teve uma segunda chance. Trabalhando ao lado de Mabel, porém incomodado com as constantes discussões, Chaplin superou as expectativas e tornou-se uma das maiores estrelas da Keystone Film Company. Com a criação de seu personagem mais famoso, The Tramp (O Vagabundo), caracterizado pela bengala, chapéu coco, paletó, sapatos grandes e claro, o bigode, Chaplin apareceu nas telas em 1914 no filme Kid Auto Races at Venice e posteriormente Mabel's Strange Predicament, marcando assim a estreia de seu novo e inesquecível personagem. Dono de um estilo único, em apenas um ano, Chaplin já havia feito cerca de 40 curtas, incluindo Tillie's Punctured Romance. No ano seguinte, assinou contrato com a Essanay Studios, vindo a conhecer Edna Purviance, Leo White e Bud Jamison, os quais apareceram na maioria de seus filmes.
Em 1916, após receber 670 mil dólares da Mutual Film Corporation, produziu doze filmes, dentre os quais destaco: Easy Street, One A.M., The Pawnshop e The Adventurer. Um ano depois, com um novo contrato na First National, Chaplin construiu seu próprio Estúdio em Hollywood e produziu suas primeiras longas-metragens: Shoulder Arms, The Pilgrim, The Kid, entre outras. Em 1919 tornou-se co-fundador da United Artists, juntamente com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, e produziu os clássicos A Woman of Paris, The Gold Rush e The Circus. Apesar da chegada do cinema falado, Chaplin continuou investindo nos filmes mudos City Lights, que ficou conhecido pela harmonia das canções e Modern Times, que ficou conhecido pela canção Smile interpretada por Chaplin e Paulette Goddard.
Em 1940 Chaplin enfim investiu na sua primeira produção falada: The Great Dictator, que foi indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro Original. Em 1947 com o lançamento de Monsieur Verdoux, entrou para a lista negra de Hollywod devido ao conteúdo do filme. Entre as décadas de 50 e 60 lançou Limelight, A King in New York e A Countess from Hong Kong, seu último filme (estrelado por Sophia Loren e Marlon Brando). Em seus últimos anos compôs a trilha sonora de alguns filmes, lançou a compilação The Chaplin Revue e escreveu sua autobiografia.
(Na foto ao lado: Charlie Chaplin e Mahatma Gandhi) Ao longo dos anos, Chaplin envolveu-se com muitas mulheres, dentre elas Hetty Kelly, Edna Purviance, Mildred Harris (com a qual teve um filho), Pola Negri, Marion Davies, Lita Grey (com a qual teve dois filhos), Merna Kennedy, Georgia Hale, Louise Brooks, May Reeves, Paulette Goddard, Joan Barry e Oona O'Neill sua última mulher que era quase 40 anos mais nova e que lhe deu oito filhos. No dia 25 de dezembro de 1977, aos 88 anos de idade Chaplin faleceu enquanto dormia, vítima de um AVC. No ano seguinte, um fato curioso ocorreu envolvendo Chaplin; seu corpo foi roubado por um grupo de rapazes que pediram dinheiro para devolvê-lo a família. Os homens foram presos e a família exigiu uma tampa de concreto para evitar possíveis roubos.
Em 1991 Oona O'Neill faleceu e foi enterrada ao lado do marido. Artista completo, foi homenageado das mais diversas maneiras e atualmente é lembrado carinhosamente pelos seus fãs. Versátil, crítico, perfeccionista, exigente, bem humorado e talentoso, assim era Charlie Chaplin.
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