quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Anna Magnani

Em 7 de março de 1908 nascia em Roma/Itália a pequena Anna Magnani, que ao longo da vida tornar-se-ia uma das maiores atrizes do cinema italiano. Como já deixei registrado no post anterior, reservo um carinho muito especial por esta atriz, a qual construiu sua carreira vitoriosa dando os primeiros passos na Academia de Artes Dramáticas em Roma, e cantando em clubes noturnos da cidade. Marcou sua estreia nas telas do cinema em 1928 no filme Scampolo, do diretor Augusto Genina. Porém sua participação foi tão discreta que sequer teve o nome creditado no elenco. Finalmente, em 1934, após reunião com o diretor Golffredo Alessandrini, conseguiu seu primeiro papel importante no filme La Cieca di Sorrento, do diretor Nulzio Malassoma. No mesmo ano, voltaria a atuar na comédia Tempo Massimo do diretor Mario Mattoli. No ano seguinte, mais um trabalho que não lhe rendeu sequer menção junto ao elenco, em Quei Due do diretor Gennaro Righelli.

Em 1936, novamente em contato com Alessandrini participou do drama Cavalleria dirigido pelo próprio; e da comédia de Mario Bonnard: 30 Secondi d'amore. Nos anos seguintes, até 1941, apenas dois trabalhos: La Principessa Tarakanova (1938) e Una Lampada Alla Finestra (1940); porém à partir daí sua carreira ganhou novo gás e os trabalhos foram se multiplicando. Teresa Venerdi em 1941 sob a direção de Vitorio de Sica, La Vita è Bella de Carlo Ludovico Bragaglia (1943), novos trabalhos com Mario Bonnard (Campo de Fiore, 1943) e Mario Mattoli (L'ultima Carrozzella, 1943), abriram-lhe as fronteiras para que atingisse fama internacional na obra de Roberto Rossellini, Roma Città Aperta em 1945.

Tornou-se popular pelos papeis que representava, geralmente mulheres de classe baixa mas cheias de vigor, como em L'Amore de 1948 (novamente com Rossellini), Belissima de 1951 de Luchino Visconti, entre outros. Seu talento era tanto, que em 1955 o dramaturgo Tennessee Williams escreveu The Rose Tatto especialmente para Anna, que sob a direção de Daniel Mann ganhou o Oscar de Melhor Atriz. The Rose Tatto foi o primeiro trabalho de Anna no idioma inglês e coube a Burt Lancaster a honra de dividir as cenas com a bela. Voltaria a trabalhar com Tennessee em 1959, desta feita com o diretor Sidney Lumet e ao lado de Marlon Brando em The Fugitive Kind. Em 1971 trabalhou na minissérie para TV Tre Donne participando de três episódios. Encerrou a carreira reconhecidamente em 1972 no filme "1870" do diretor Alfredo Giannette sendo agraciada com o Globo d'Ouro de Melhor Atriz. Participou ainda no mesmo ano da comédia de Federico Fellini, Roma; porém sem ter o nome creditado junto ao elenco.

Não foram poucos os elogios e referências recebidas ao longo da carreira, entre as menções o diretor Roberto Rossellini classificou-a como "O maior gênio a atuar desde Eleonora Duse (1858-1924)". Recebeu, além do Oscar várias indicações e o prêmio Nastro D'Argento de Melhor Atriz em 1945, 1947, 1948, 1951 e 1957, respectivamente por suas atuações em Roma Città Aperta, L'Onorevole Angelina, L'Amore, Bellissima e Suor Letizia. Na vida pessoal, casou-se com o diretor Goffredo Alessandrini em 1935 com o qual permaneceu até 1942. Manteve um caso amoroso com o ator Massimo Serato, com o qual teve o único filho Luca, que sofreu paralisia infantil aos 18 meses de idade.

Em 1945, durante as filmagens Roma Città Aperta, apaixonou-se pelo diretor Roberto Rossellini, com o qual viveu um relacionamento tumultuado e em alguns momentos, violento. Faleceu em 26 de setembro de 1973 aos 65 anos de idade na cidade de Roma após lutar contra um câncer no pâncreas. Inicialmente, seu corpo foi sepultado no mausoléu da família Roberto Rossellini, e posteriormente no Cemitério Comunale, San Felice Circeo na cidade de Lazio/Itália.

6 comentários:

renatocinema disse...

Sem demagogia, por que nem preciso disso por não te conhecer pessoalmente, digo que seu site é apaixonante para quem ama história e cinema..........eu que amo os dois piro no conhecimento.

Tsu disse...

Oi Rubi!
Tudo certo por aí?
Olha essa atriz tem uma cara parecida com uma prof q conheci huehue
Eu esses tempos estou na correria devido á problemas que surgiram mas creio que aos poucos as coisas se acalmam.
O que eu estou fazendo com os leitores? Juro que sou inocente ahshashahsa....promovo os meus novos fotoprodutos para ter algum pequeno lucrinho XD. E sei que muitas pessoas como eu adoram produtos personalizados ^^.
Ah eu to ansiosa por vc fazer o pedido *.* Bom, a medida da caneca é igual á uma caneca comum mesmo, aquelas de chocolate quente e talz.
Muito obrigada!
bjs

disse...

Linda e talentosa! Uma pena que seja um pouco difícil encontrar os filmes italianos do começo da carreira de Anna.
Beijos!

Aline Diedrich disse...

É intensa a história de vida dela... Mas de qual artista não é?! Nunca disse... Mas gosto da maneira sucinta / objetiva e informativa dos textos que publica no seu blog.

Suzane Weck disse...

Ola Ruby,realmente a vida de Ana foi meia tumultuada mas nem por isso deixou de ser uma grande atriz.Vi poucos filmes em que ela atuava mas deu para perceber seu imenso talento.Uma postagem maravilhosa.Beijo.SU

Theresa disse...

Penso que nao há outra atriz que tenha a magia da Anna, o talento era tanto que mesmo a sua personalidade sendo totalmente envolvente nao escapava as garras do talento. Magnifica, simplesmente magnifica.

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