segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Cinema no Mundo - Parte I

(Na foto ao lado: D.W. Griffith) Hoje em dia quando falamos sobre cinema logo nos vem a mente Hollywood e suas grandes produções, porém é incrível como países de menor expressão cinematográfica também conseguem produzir filmes de excelente qualidade. Por isso para que possam conhecer um pouco dessa arte espalhada por todos os recantos do mundo, convido-os para uma viagem através do tempo.

Na década de 20, com a criação de alguns estúdios foi possível produzir uma série de filmes, que apesar de mudos, marcaram época na história do cinema. Nomes como D. W. Griffith, Clarence Brown, William Wellman, Charles Chaplin, Frank Borzage e tantos outros, destacaram-se nessa época fazendo do cinema norte-americano um dos mais populares. Alguns filmes ganharam notoriedade, é o caso de Wings (Asas) de William Wellman; Nanook of the North (Nanook, o Esquimó) de Robert Flaherty e The Circus (O Circo) de Chaplin. De filme em filme, artistas iam conquistando, cada um, seu espaço nas telas; Lilian Gish, Gloria Swason, Norma Talmadge, Stan Laurel, Al Jolson, Buster Keaton entre outros.

No final da década de 20 com o lançamento de The Jazz Singer (O Cantor de Jazz), por Alan Crosland e as produções de Walt Disney, o cinema passaria por uma fase de mudanças essencias para sua evolução; a partir daí, o cinema mudo dava lugar para o cinema falado. No início da década de 30, alguns gêneros tornaram-se os grandes favoritos, tais como Western, Noir, Comédia Musical e Aventura. Surge então James Whale, Frank Lyod, George Cukor, O Gordo e o Magro com Stan Laurel e Oliver Hardy, Bette Davis, Vivien Leigh, Mervyn LeRoy, Rouben Mamoulian com o musical Love Me Tonight (Ama-me Esta Noite), Grand Hotel com Greta Garbo e Joan Crawford, o clássico King Kong, Duck Soup (Diabo a Quatro) com os Irmãos Marx, It Happened One Night (Aconteceu Naquela Noite) dirigido por Frank Capra e estrelado por Clark Gable e Claudette Colbert, O Picolino com Fred Astaire e Ginger Rogers, Modern Times (Tempos Modernos) por Chaplin, The Wizard Of Oz (O mágico de Oz) com Judy Garland e Branca de Neve e os Sete Anões; primeiro longa metragem de animação; a este período deu-se o nome "A Era de Ouro em Hollywood".

Nos anos 50, com o auge do cinema falado, surgia John Ford, Alfred Hitchcock, Orson Welles, Michael Curtiz, e outros diretores de épocas passadas consagravam-se ainda mais; as megaproduções dos mais diversos gêneros tornaram-se verdadeiros clássicos. Ícones como Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Humphrey Bogart, Gene Kelly, Marlon Brando, Jane Russell, Katharine Hepburn, entre outros deixavam suas marcas registradas na Calçada da Fama de Hollywood e na história do cinema mundial.




Enquanto isso, não muito longe dalí, outros países, tais como Argentina, México e Canadá também produziam seus filmes. Na Argentina, enquanto EUA passava pela Era de Ouro, Eduardo Boneo lançava La Cabalgata del Circo, com a ilustre participação de Evita Perón em 1945. Já no México, foi necessário um empurrãozinho para que a sétima arte evoluísse; muitos diretores renomados migraram para o México em busca de novas produções. Destaque para Los Olvidados de Buñuel. Além de Buñuel, Emilio Fernández e Sergei Eisenstein também contribuíram para o desenvolvimento do cinema mexicano.

Atores como Pedro Infante, Jorge Negrete, Cantinflas, Joaquín Pardave, María Félix e Dolores del Río ganharam popularidade graças a trabalhos realizados fora do país. O Canadá, apesar das dificuldades, presenteou os cinéfilos com grandes estrelas; Mary Pickford, Mack Sennett e Walter Huston. Dos filmes destaco Evangeline de 1913, primeiro longa metragem canadense. Da década de 20 até a década de 50, estúdios foram criados, produções gigantescas fracassaram e os EUA passaram a controlar a distribuição e exibição dos filmes. Somente com a chegada de Michel Brault e Pierre Perrault, o cinema canadense se renovaria.

Em outros países do continente americano, as produções mais conhecidas foram feitas de 1980 a 2000. Com destaque para o filme Diarios de Motocicleta, produzido por Walter Salles no ano de 2004 na Argentina, Chile, Peru, Cuba, EUA, Alemanha, França e Brasil. O filme foi indicado ao Oscar, BAFTA, Festival de Cannes, Grande Prêmio BR do Cinema Brasileiro, Prêmio César, Globo de Ouro, Prêmio Goya, Independent Spirit Awards e Festival Internacional de Cine de Donostia - San Sebastián; saindo vencedor em parte deles.

11 comentários:

Beatriz Alencar disse...

Nossa, que postagem maravilhosa Rubi!

Guilherme Navarro disse...

Maravilhosa como todas as outras postagens!

Você sumiu, Rubi!

M. disse...

Rubi,

Gostei muito desse apanhado sobre a história do cinema, resumi-lo não é uma tarefa tão fácil e você fez isso como ninguém. Essas suas postagens é uma grande aprenizagem para todos nós e também deleite. Ótimo feriado!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Ótima postagem, Rubi. Vou acompanhar a série.
E que música emocionante!

O Falcão Maltês

David Iannini disse...

Oi,
sou David Iannini(Produtor de moda e Styling, e editor do blog Acordei Fashionista).
Encontrei seu blog em buscas pela net, adorei o espaço! Nossa, quero todas essas flores! rs
Aproveito para deixar o link do meu blog!
http://acordeifashionista.blogspot.com/
Se curtir me segue, estou te seguindo também!

Abraço!

Blog UaiMeu! disse...

Parabéns pelo post Rubi ficou fantastico Marilyn Monroe era a piriguete ( entenda q isso era algo escondido na epoca dos anos 50). Mas tinha talento, coisa q hoje em dia elas não o tem.

Gostei tbm da citação de Diario de Motocicleta!

abraços
Renata

Karla Hack dos Santos disse...

Diários de Motocicleta é um filme que passeia muito bem sobre a América Latina, dando um gostinho a mais a história... Ótima Lembrança... Eu confesso conhecer o básico do básico quando o assunto é cinema argentino, gostei de saber que as produções são datadas desde cedo... Que legal vc citar o Cantinflas, meu avô adorava ele!

Olha, estou com um novo blog além do nascida em versos: http://dietacinematografica.blogspot.com/
Se puder dar uma conferida... Agradeço!

;D

Amores Cruzados disse...

é facinante num é msm esse mundo ou vc nasce com isso ou se faz ter. se quiser acese http://aquelejeitoc.blogspot.com/ se gostar comente*

Amores Cruzados disse...

A e obs|: essa musica me fez seila querer viver tudo,é lindo bjs parabens*

TELMA GUEDES disse...

Fantastica resenha Rubi! resumiu ai décadas de bom cinema! otima semana p vc! bjao

Kiko Lemos disse...

O cinema evoluiu consideravelmente rápido em pouco tempo, deixou de ser vistas cientificas e passou a ser uma arte, em pouco tempo a sonoplastia feita presencialmente deixou de existir. Nessa época temos grandes exemplos de produções, atores e diretores, desde o western até produções pornografica francesas, de cartazes art nouveau à construtivismo russo, tudo que transbordava a sensação que muitas vezes não se tinha devido a falta de fala.

Grande abraço

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