sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O Cinema no Mundo - Parte III

Na Alemanha, embora tudo tenha começado em 1895, as primeiras produções eram feitas com base nos contos literários, com destaque para a atriz Henny Porten, considerada uma das primeiras estrelas alemãs e do diretor Ernst Lubitsch com a produção Madame Du Barry. Neste mesmo período surgia um dos maiores nomes do cinema alemão, embora tenha nascido na Áustria, Fritz Lang. Na década de 20, surgiu o Expressionismo Alemão, que tinha como característica o uso de sombras, junto com este movimento surgia também o diretor Robert Wiene e o filme The Cabinet of Dr. Caligari; F.W. Murnau com a obra prima Nosferatu; Carl Boese e Paul Wegener com The Golem: How He Came Into the World. Outras obras tão importantes quanto estas foram Metropolis e Die Nibelungen de Fritz Lang; já as produções Joyless Street, Pandora's Box e The Loves of Jeanne Ney de Georg Pabst foram marcadas pela New Objectivity, caracterizado pelo realismo. Outro movimento bastante conhecido foi o Kammerspiel, geralmente associado com obras de Carl Meyer e Murnau.

Em 1930 o primeiro filme falado Der blaue Engel do diretor Josef von Sternberg marcava um novo período no cinema, além de consagrar a inesquecível Marlene Dietrich. Com o estouro da Guerra e a chegada do nazismo, muitos diretores e atores mudaram-se para os EUA, as obras produzidas eram voltadas ao governo a pedido de Hitler; que inclusive chegou a atuar numa produção grandiosa em termos de gastos. Entre as décadas de 40 e 50, com o final da Guerra e a divisão entre Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental, as produções tinham estilos diferentes, cada um com seu ponto de vista. Dos diretores, destaco também: Leni Riefenstahl, Rainer Werner Fassbinder, Tom Tykwer, Volker Schlöndorff, Werner Herzog, Wim Wenders e Wolfgang Becker.

Nomes como Segundo de Chomón, Luis Buñuel, Pedro Almodóvar, Rey Florián, Luis García Berlanga, Juan Antonio Bardem, Carlos Saura e Julio Medem; fizeram parte da história do cinema espanhol e mundial. Não se sabe ao certo se o primeiro filme foi Salida de la misa de doce de la Iglesia del Pilar de Zaragoza ou Llegada de un tren de Teruel a Segorbe ambos de 1897; mas foi a partir deste momento que a Espanha ingressou no mundo cinematográfico. Em 1914, Barcelona foi considerada o centro da indústria cinematográfica do país, contando com produções de Florián Rey (Imperio Argentina e Nobleza Baturra). Da década de 20 a década de 30 Madri passou a ser o principal centro de cinema do país; no mesmo período surgia a obra prima do surrealismo numa parceria de Buñuel e Salvador Dalí, Un Chien Andalou (Um Cão Andaluz) produzido em território francês. Com a criação da Compañía Industrial Film Española SA, foi possível introduzir o som nas produções espanholas, Las Hurdes: Tierra Sin Pan de Buñuel, La verbena de la paloma por Benito Perojo e Don Quijote de la Mancha em 1947 seguido por Rafael Gil.

Na década de 40, novos filmes e novos diretores deixavam suas marcas na história do cinema espanhol, tais como: Ignacio F. Iquino, Juan Orduña, Antonio Román, José Luis Sáenz de Heredia e Edgar Neville; e as produções Huella de luz, Locura de amor, Los Últimos de Filipinas, Raza, Ella, él y sus millones e Fedra. Na década de 50, a produção Marcelino pan y vino de Ladislao Vajda estrelou Joselito, Marisol e Rocío Durcal, na época, atores mirins. Outros filmes importantes foram Surcos, Muerte de un ciclista e El Último Cuplé estrelado por Sara Montiel. Entre 50, 60 e 70, Buñuel lançou seus últimos filmes Viridiana e Tristana; e a Espanha passaria a produzir filmes em parceria com a Itália e França.


Em 1903, a Itália começava a produzir os primeiros filmes em Roma, Milão e Nápoles. Abordando temas históricos, i Filoteo Alberini lançou La presa di Roma em 1905 seguido por Gli ultimi Giorni de Arturo Ambrosio e Marcantonio e Cleopatra de Enrico Guazzoni. Dos atores da época, destaco Lyda Borelli, Francesca Bertini, Eleonora Duse, Pina Menichelli, Ghione Emilio e Bartolomeo Pagano. Da década de 10 a década de 30, surgiram os movimentos Avant-garde, Cinecittà e o mais popular, que foi utilizado por outros países, o Neorealism. O primeiro foi marcado por Filippo Marinetti, Giacomo Balla e Anton Giulio Bragaglia com a obra Perfido incanto. O Segundo ficou por conta de Roberto Rossellini, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni; e o terceiro pelas produções de Luchino Visconti, Alessandro Blasetti, Vittorio De Sica e Rossellini.

Os filmes neo-realistas ganharam notoriedade no mundo todo e até hoje servem de inspiração para os cineastas mais jovens; dentre as obras mais famosas estão Ossessione, Quattro passi fra le nuvole, 'Roma, città aperta', Ladri di biciclette, Miracolo um Milano e Umberto D. Ao longo dos anos, a Itália nos presenteou com excelentes atores, sendo Anna Magnani, Sophia Loren, Marcello Mastroianni, Franco Nero, Roberto Benigni e Vittorio Gassman populares no mundo inteiro. Sem esquecer os grandes cineastas Bernardo Bertolucci, Sergio Leone, Pier Paolo Pasolini, Giuseppe Tornatore, Franco Zefirelli, Claudia Cardinale, entre outros.

Considerado o berço do cinema mundial, em 1895 na cidade de Paris, os irmãos Lumière apresentavam aos franceses um aparelho chamado cinematógrafo e o filme L'Arrivée d'un trem en gare de La Ciotat. Entre 1896 e 1902 quatro empresas cinematográficas foram criadas, dentre elas de de Georges Méliès; o diretor do clássico Le Voyage dans la Lune. Até a década de 30, a França passou por um período difícil devido a falta de dinheiro para produzir os filmes. Somente em 1931 com as produções de Jacques Feyder, Abel Gance, Dulac Germaine e Jean Epstein surgia o chamado realismo poético e uma nova fase do cinema francês. A trilogia "Marius, Fanny e César" e The Baker's Wife de Marcel Pagnol, Sous les toits de Paris de René Clair, Under the Roofs of Paris, La Règle du Jeu e La Grande Illusion de Jean Renoir estão entre os filmes mais famosos da década de 30. Na década seguinte Marcel Carné lançou Les Enfants du Paradis, considerado o melhor filme francês do século.

De 50 a 60 Jean-Luc Godard, François Truffaut, Chabrol Claude e Eric Rohmer marcaram uma nova época no cinema francês com a produção dos filmes: À bout de souffle (Acossado) estrelado por Jean-Paul Belmondo e The 400 Blows estrelado por Jean-Pierre Léaud. Em 1955 surgia o estilo conhecido por Nouvelle vague, onde críticos de cinema passaram a trabalhar como diretores, dando novas características ao cinema francês. A este período destacam-se Jean Renoir, Robert Bresson, Jacques Tati e Jean Vigo. Outros atores que merecem destaque são: Alain Delon, Brigitte Bardot, Jacqueline Bisset e Jean Rochefort.

13 comentários:

Lucas Lopes Valadares disse...

Mais um post cheio de qualidades!
Parabéns!!

disse...

Só países que trouxeram grandes contribuições para o cinema mundial! Admiro demais Marlene Dietrich, Fellini e Truffaut.
Beijos e parabéns!

Blog UaiMeu! disse...

Oi Rubi;

Infelizmente não conheço o cinema alemão, mas acho
legal posts como o seu para que a gente conheça um
pouco a cultura de cada país, o cinema é mundial mas
cada lugar do mundo tem a suas particularidades.

Marlene Dietrich foi uma diva em sua época, até mesmo
tirando fotos dá esse ar de superioridade, uma baita atriz
em termpos de guerra.

Vc tbm citou o diretor Pedro Almodóvar, confesso que a
primeira vez q vi um filme dele era adolescente e fiquei
um pouco chocada pq ele é um diretor bem intenso
mto sexo, mta loucura dos personagens kkkkk hoje eu
fico rindo disso tudo mas acho ele mto criativo.

Sophia Loren é uma atriz fantástica, lindaaa ao extremo
e talentosa, juntou a beleza e a boa atuação em uma só
pessoa... realmente Deus estava inspirado quando a fez rsrs


E a Brigitte Bardot que foi tão bela quando Sophia mas
eu estava vendo um documentario dela na GNT e vi como
sofreu nesses anos. Ela tem um filho que mal fala com
ela, uma coisa triste. Acho q é por isso que hoje vive
para fundações e instituições em combate aos maltratos
com animais, enfim, todos tem uma história.

Minha dica de filme francÊs é "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain",
você ja´deve ter visto, mas fica a dica!

Obrigada pelo carinho e principalmente por gostar dos meus comentários
é um prazer estar aqui.

Beijos

Renata

Gabriel França disse...

morrendo de vontade de ver esses filme, o problema é para acha-los...

http://monteolimpoblog.blogspot.com/

Jefferson Clayton Vendrame disse...

Simplesmente Perfeito esses posts sobre o cinema no mundo. Fiz Questão tbm de desligar meu Media Player para ouvir essas perolas que você disponibiliza em sua "rádio", é realmente uma viagem navegar no seu blog. Você Esta de Parabéns.
Esse Filme O Anjo Azul que esta estampado no inicio do Post eu o tenho e em breve vou publica-lo embora não goste muito dele, acho um filme muito triste e pesado, mas é uma grande obra prima do cinema alemão.

Aguardo sua visita,

Mais Uma Vez,
Parabéns pelo Ótimo Blog

Gabriel França disse...

esqueci de dizer. Os meus filmes favoritos são:

- A órfã
- O iluminado
- O resgate do soldado ryan
- Desejo e Reparaçao
- a Liga Extraordinária
- Van Helsing
- A última casa
- Um Estranho no ninho
- Toy Story (trilogia)
- X-men (todos)

etc, são alguns dos filmes que eu amo. E os seus quais são seus filmes favoritos? quero saber!

bjs

▄▀IpInforMundo▀▄ disse...

Acho muito loko esses filmes antigos, pq eles nao tinham efeitos especiais..akeles megaproduzidos igual os filmes de hoje..mais eles eram otimos e esses cartazes muitooo lokos...parabens pelo post..como sempre um melhor que o outro!!

o Blog ta atualizado..da uma passadinha lá quando puder..Abraço..sucesso

www.ipinformundo.blogspot.com

Carla Marinho disse...

link indicado nos melhores da semana. http://blogsdecinemaclassico.blogspot.com/2011/11/links-da-semana-de-14-2011.html

abraço

Tsu disse...

Oi Rubi!
Ah olha só...você necontrando os posts perdidos de meu blog rs. Lembro muito bem da época que escrevi ele. Mas no final dfas contas acabou que as coisas não se resolveram. Essa minha amiga se distanciou mesmo e praticamente nem temos mais contato. Cada um com seu caminho...mas tenho outros amigos e amigas...acho que quem mais saaiu perdendo foi ela e não eu. Pois se ela saía pouco, agora sai bem menos e comçeou a namorar. Ou seja...não conseguiu aproveitar a vida de rolê....se bobear ela nunca vai aproveitar..sou contra as pessoas que adotam um relacionamento sério muito novas.
Ah sim, quero muito que no próximo ZW vamos juntas para rir e ter nosso dia zumbi! \o/ Sem falar que logo logo tá chegando evento otaku....quero q vc á hein?
bjs

Beatriz Alencar disse...

O melhor post da série! Eu queria muito assistir ''L'Arrivée d'un trem en gare de La Ciotat.'' O PRIMEIRO FILME DA HISTÓRIA.
Mas como disse Gabriel...o problema é achar :(

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Muito bom, Rubi. Parabéns.

O Falcão Maltês

Bk. disse...

kkkkkk psé ne? incrivel mais valeu. Só que não quero mais sentir aquele cheiro na vida kkk
ótimo poste flor! :)
http://enodiadebk.blogspot.com/

Karla Hack dos Santos disse...

Alemanha, Itália e França são capítulos a parte... muita coisa boa produzida por estes... eu tenho a tendência de gostar ainda mais do cinema alemão o francês... Maravilha!

;D

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