quarta-feira, 20 de junho de 2012

Seventh Heaven (1927) - Sétimo Céu

Quando falamos sobre cinema mudo e as primeiras indicações ao Oscar, é comum associarmos ao clássico Wings de Willian Wellman, que recebeu a estatueta na categoria de melhor filme no ano de 1927. No entanto, outro filme de igual qualidade também foi indicado ao Oscar, é o caso da obra de Frank Borzage, Seventh Heaven (Sétimo Céu). Baseado numa peça da Broadway de Austin Strong, Borzage trouxe as telas duas das maiores estrelas da era do cinema mudo: Janet Gaynor interpretando Diane, e Charles Farrell interpretando Chico (que mais tarde estariam juntos novamente em outras produções de Borzage). A história começa quando o jovem Chico, um simples trabalhador que em determinada ocasião presta socorro a bela Diane, que era açoitada pela irmã em plena rua de Paris. Salva mas sem ter para onde ir, Diane vê-se as voltas com a polícia local; institivamente, Chico a defende alegando serem casados. Desconfiados, os policiais, ameaçam confirmar a veracidade da história. A partir daí, Diane passa a morar na casa de Chico como se fossem casados apenas para enganar a polícia e evitar que seja presa.

No começo, o relacionamento de Chico com a jovem é apenas amigável, porém, Diane desenvolve uma paixão pelo seu gentil protetor. Entretanto, quando a polícia dá-se por conta de que os dois realmente estão juntos, chega a hora de Diane partir; eis que Chico pede-lhe que fique, pois de certa forma já nutria uma certa simpatia pela jovem. A partir daí, o relacionamento entre os dois torna-se cada vez mais afetivo e amoroso. Com a chegada da Primeira Guerra Mundial, Chico é obrigado a deixar a amada para partir rumo aos campos de batalha, o que causa uma reviravolta em suas vidas. Apesar dos escassos recursos tecnológicos da época, Borzage encanta com cenas e cenários que retratam de forma magnífica, quase realista, o horror da Guerra; acompanhado de uma trilha sonora bem elaborada, o filme surpreende e deixa sempre aquela perspectiva de que também poderia ter ganho o Oscar de Melhor Filme.



Bastidores: Curiosidades de um grande clássico. O Sétimo Céu ocupa a 13ª posição no ranking de maiores bilheterias do cinema mudo, atingindo a cota de 2,5 milhões de dólares. O filme foi baseado numa das peças mais populares da Broadway entre 1922 e 1924 com mais de 700 apresentações com os atores Helen Menken (Diane) e George Gália (Chico). A canção intitulada Diane, que fazia parte da trilha sonora, foi escrita por Erno Rapee e Lew Pollack especialmente pro filme. O Sétimo Céu foi premiado com o Oscar de Melhor Dietor, Melhor Atriz (Janet Gaynor) e Melhor Roteiro Adaptado, além do prêmio de Melhor Filme Estrangeiro pelo Kinema Junpo Awards e indicações nas Categorias: Melhor Diretor de Arte e Melhor Filme

A obra de Borzage incentivou Henry King a produzir uma nova versão em 1937, dessa vez sonora, com a ajuda de Simone Simon, James Stewart, Jean Hersholt, e Gregory Ratoff no elenco; porém não obteve a mesma popularidade. No mesmo ano, o diretor chinês Yuan Muzhi produziu uma outra versão de Borzage com o título Street Angel, adaptando o texto a situações e personagens chineses. Curiosamente, no centenário da Hong Kong Film Awards celebrado em 2005, a obra de Yuan Muzhi ainda é considerada um dos melhores filmes do cinema chinês, ocupando a 11ª posição no ranking.

13 comentários:

Devaneios disse...

Janet Gaynor estava destinada a receber o Oscar daquele ano: Aurora e Sétimo Céu?

Gabriel França disse...

Fiquei doido para assistir. Vou procurar.

http://monteolimpoblog.blogspot.com.br/

M. disse...

OPa! Mais um filme para a minha famosa listinha dos que devo assistir sem dúvida! Gracias por el post querida Rubi.

Iza disse...

Adoro filmes desse estilo. Gosto muito dos filmes bem antigos entre as décadas de 10 e 40. Adorei a dica de filme; não sei acho na locadora. Mas vou procurar. Beijos<3

disse...

Adoro a Janet Gaynor, mas ainda não conferi este clássico da carreira dela. Depois de ler seu post, fiquei ainda mais curiosa para assistí-lo.
Beijos!

Tsu disse...

Oi Rubi ^^
Ah então menina..to naquela correria de sempre e vc?
Sobre o anime Chrono Crusade ele é divertido, mas em algunsm omentos fica melancólico e o final é triste, embora bonito. Dá um aperto no peito.
Esse enredo do filme me interessou..complexo e ainda por cima, mudo!
ahsahs que nada fique de boa! Descobri que eu e você não somos as únicas a ficar incomodadas por conta daqueles quadros sinistros from hell...qem sabe nas minhas férias eu consiga montar um artigo bacana sobre eles. To pensando em fazer umas mudanças de conteúdo no blog..veremos se conseguirei.
bjs

Maxwell Soares disse...

Olá, Rubi. Estou numa de vê, apenas, filmes antigos. Hoje comprei "Os Palhaços" de Federico Felsini e " O Palhaço" de Selton Mello que abordam a idea do circo. Lembrei de você a respeito do filme " La Cabalgata del Circo" irei mergulhar nestas três obras. Este, O Sétimo Céu, também, parece um bom filme. Pelo menos a sua postagem é maravilhosa. Valeu, Rubi. Até...

Patrícia disse...

Que filme intrigante, parece ser daqueles que nos hipnotizam mesmo e essa parte realista da 1 ª Guerra tb me chamou muita atenção. Adorei a dica Rubi, pois não conhecia essa história.
Bjs

Beatriz Alencar disse...

Cada vez que eu venho no seu blog Rubi, minha lista de ''Filmes para Ver'' cresce!! Esse eu tenho que ver até o final do ano :D Bjoos,

Bruh Worspite disse...

Bem bacana a história desse elenco, cada vez mais me encho de cultura ao passa pelo seu belo cantinho!


Bjss
http://bruhworspite.blogspot.com.br/

Alice Oliveira disse...

Não conhecia ainda *-*


http://rebucomcafe.blogspot.com

beijinhos

Marcia Moreira disse...

Sempre reservo as sextas à noite para assistir a um grande clássico. Nesta última, assisti a esse filme pelo YouTube e entrei em desespero no final: será que Chico morreu mesmo? Quero ver mais filmes com esta dupla dinâmica: Janete e Charles.

Beijos.

Jopz_B1B disse...

seu trabalho de pesquisa e informativo é ótimo. fiquei com vontade de conferir, showz.

JOPZ

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