quarta-feira, 25 de julho de 2012

Cyrano de Bergerac (1950)

Em 1897 Edmond Rostand escreveu a obra Cyrano de Bergerac que retrata as aventuras de um herói romântico que nutre uma imensa paixão por sua prima Roxane; foi levada as telas do cinema em 1950 pela United Artists sob a direção de Michael Gordon e produção de Stanley Kramer, tendo no elenco José Ferrer como Cyrano, Willian Prince como Christian de Neuvillette e Mala Powers como Roxane. A obra em preto e branco rendeu a Ferrer o Oscar de Melhor Ator pelo seu desempenho. A característica marcante do personagem Cyrano, apesar de seu vasto conhecimento literário, fixava-se na pretuberância de seu nariz que chegava aos 7 centímetros de comprimento. Para tanto, consumiu-se cerca de seis dias na fabricação dos moldes por Josef e Gustaf Norin. Dentre estes, Ferrer utilizou 52 reproduções. O filme começa numa grande sala de teatro, onde Cyrano está assistindo uma peça, porém, descontente com a fraca atuação do ator principal, obriga-o a retirar-se de cena após humilha-lo perante o público.

Com o fim abrupto da apresentação, Cyrano paga as despesas da peça, porém ainda assim se vê obrigado a duelar com um desafeto em meio a multidão. Excelente espadachim, Cyrano conduz o duelo embalado por uma poesia que profere ao rival a cada golpe de espada encerrando o mesmo em grande estilo. Fica evidente neste pequeno trecho o enorme talento de Cyrano com as palavras. Talento este que utiliza para ajudar o amigo Christian de Neuvillette (William Prince) a conquistar o amor de Roxane (Mala Powers), mesmo tendo ele grande paixão pela bela prima que considerava inatingível devido a sua aparência. Neste cenário romântico, entra em cena um novo rival; Antoine, o conde de Guiche (Ralph Clanton) que os despacha para Guerra afim de tirá-los de seu caminho na luta pelo amor de Roxane. A partir daí, o filme conduz o espectador a uma série de aventuras e desventuras com um final surpreendente


Bastidores: Do receio de um fracasso ao Oscar.
Apesar do enredo intrigante, os produtores de Cyrano de Bergerac temiam um eventual fracasso de bilheteria, por isso, disponibilizaram um baixo orçamento para a produção do mesmo. Alguns truques de filmagem, tais como o excesso de escuridão nas cenas, foi utilizado para ocultar o design pouco elaborado do filme. Tudo isto no entanto, não impediu que o filme arrebatasse prêmios de significante importância. Como dito, coube a Ferrer o Oscar de Melhor Ator (que curiosamente foi recebido pela atriz Helen Hayes que o representou na solenidade); recebeu ainda o Globo de Ouro, enquanto o filme em si recebeu três indicações ao Globo de Ouro, ganhando na categoria de Melhor Fotografia; e conduzindo seu diretor Michael Gordon à nomeação para o Directors Guild of America Award.

Não por acaso, o diretor Miichael Gordon reuniu para os papeis principais os atores José Ferrer e Ralph Clanton, respectivamente nos papéis de Cyrano e Duque de Guiche, que já haviam representado os mesmos papeis em 1946 nos teatros da Broadway. Cyrano de Bergerac recebeu outras versões em 1990 com Gérard Depardieu e 2008 num musical com Kevin Kline. Atualmente, o filme está em domínio público para acesso através da internet e disponível em VHS e DVD.

14 comentários:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Soberba atuação de Ferrer...

O Falcão Maltês

renatocinema disse...

Adoro essa versão......pena e absurdo que vi primeiro a versão Roxane, na minha opinião um lixo.

José Ferrer dá show.

Consegui uma cópia desse flme, em vhs, anos atrás, numa coleção chamada CLÁSSICOS DO CINEMA. IMPERDÍVEL.

renatocinema disse...

Ainda hoje divulgarei, humildemente, seu site nas minhas redes sociais. Adoro sua visão sobre a história desses clássicos.

Beijos

disse...

Conheço José Ferrer de Lawrence da Arábia e A Nave da Revolta. Este filme já esta anotado em minha lista de próximos a assistir. Andei pesquisando sobre o ator por 2012 ser o ano de seu centenário.
Beijos!

M!sunderstood disse...

Realmente, uma ótima história...Clichê, porém adorável. Afinal, eu, como eterna romântica, sou suspeita pra falar.

Tínhamos perdido contato. Achei seu blog aqui nos meus seguidores.

Muito bom te ler de novo.

Um grande beijo. Misunderstood.

Maxwell Soares disse...

Muito bom, Rubi. Fico imaginando,agora, caso o diretor tivesse investido mais neste filme, quantos prêmios mais não tinha ganho. O livro Cyrano de Bergerac de Edmond Rostand pela editora Nova Cultura tenho aqui. Ele está em formato de peça. A respeiot do filme ainda não o vi. Tentarei vê-lo, sim. Ei. Sabe aquele filme? "Gritos e Sussurros". Já está lá... Um abraço...

Gabriel França disse...

Quero ver!!!

Beatriz Alencar disse...

Não conhecia o filme, parece ser muito bom! Já tinha ouvido falar do José Ferrer, dizem que é um grande ator. Bem, vou assistir para confirmar a minha previsão.

Tsu disse...

Oi Rubi ^^
Fiquei muito interessada nesse filme depois do artigo....vou querer ver!
Então sobre Coraline eu não vi a animação..mas as imagens e o que li me desmotivaram...porque o livro é fenomenal e com um toque macabro e isso foi amenizado no desenho. Recomendo que veja o livro o/.
Bom, tem muitos brasileiros que fazem fotos mega caprichadas com cenário e tudo. E alguns chegam a postar na web, em lugares de onde consigo pegar as imagens para as sessões mas na maioria das vezes não sei quem é brazuca ou europeu rs.Mas ,muitos cosplays fenomenais que vemos na hora da apresentação, depois não encontramos fotos exceto as tiradas no evento.
Então eu vou no segundo sábado na Bienal...topa?
Bjs

Aline disse...

Que interessante! Eles usaram da criatividade para esconder os poucos recursos que possuíam e ainda conseguiram conquistar um Oscar e indicações ao Globo de Ouro...

Nicole O. disse...

aaaaa queria tanto assistir
tudo muito perfeito

Grande beijo!
umanoitemparis.blogspot.com

Bruna Worspite disse...

Eu já vi algumas cenas desta obra, é super divertida, o ator principal com nariz grande torna tudo tão engraçado, rs

Bjs

Blog: Blog Worspite Noivas

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M. disse...

Taí uma ótima indicação! Excelente texto!

Jefferson C. Vendrame disse...

Rubi não tive a oportunidade de assistir ainda esse filme, Já o conhecia por fotos e por ter lido sobre ele em algum outro lugar. Gosto muito de filmes espadachim, principalmente os de Errol Flynn. José Ferrer para ter levado o Oscar deve ter feito um ótimo trabalho, esta ai a dica, vou já procura-lo...

Grande Abraço

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