quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

The Wind (1928) - Vento e Areia

O cinema mudo foi responsável por consagrar inúmeros artistas. Em todos os recantos do mundo, tinha-se como referências atores, atrizes e diretores, que até a chegada do cinema falado no final da década de 20, eram considerados verdadeiros mitos. A chegada da nova tecnologia trazida pelo cinema falado conduziu muitos destes atores ao profundo esquecimento dos fãs; no entanto Lillian Gish foi uma das raras exceções. É evidente que as produções envolvendo seu nome diminuiram no decorrer dos anos, se comparado com sua vasta filmografia entre 1912 e 1930. Victor Sjöström foi outro nome que deixou marcado sua passagem pelo cinema mudo; diretor sueco que também produziu filmes norte-americanos que até os dias de hoje é lembrado como um dos grandes nomes do cinema mundial. O post de hoje traz um marco do cinema mudo produzido em 1928 que reuniu essas duas personalidades, The Wind (Vento e Areia). Baseado na novela de Frances Marion e Dorothy Scarborough, a história gira em torno de Letty Mason (Lillian Gish) que parte em direção a casa de seu primo Beverly (Edward Earle).

Durante o caminho, Letty sente-se incomodada com o constante vento que abrange o local, e conhece Wirt Roddy (Montagu Love), que estava incubido de conduzi-la até seu destino e aos poucos começa a demonstrar interesse pela jovem. Ao chegar num determinado ponto da viagem, Letty passa a ser guiada por Lige Hightower (Lars Hanson) e Sourdough (William Orlamond), vizinhos de seu primo. Após a longa viagem cercada por muito vento e areia, Letty finalmente chega ao seu destino. A partir daí, ela se vê obrigada a lidar com o ciúme doentio de Cora (Dorothy Cumming) esposa de Beverly, e a difícil tarefa de decidir entre três determinados pretendentes. O filme narra o conflito de emoções entre os personagens num cenário desértico e assombrado por um vento sem fim.

 

Bastidores: Uma das obras mais importantantes de Sjöström, segundo o jornal Britânico The Guardian.
Uma das últimas produções da era muda lançada pela MGM; a ideia de fazer uma adaptação cinematográfica da obra de Frances e Dorothy partiu de Lillian Gish. A parceria com Irving Thalberg tornou possível a realização do projeto e Gish escolheu o ator Lars Hanson para o papel de Lige Hightower ao observar sua interpretação ao lado de Greta Garbo. Após selecionar o elenco, curiosamente, também coube a Gish escolher o diretor Sjöström, com o qual já havia trabalhado em 1926 no filme The Sclaret Letter. Para melhor ambientação, parte das cenas foram filmadas próximo ao deserto de Mojave na Califórnia.

E por conta de uma exigência da MGM, o final do filme foge totalmente ao romance do qual teve origem. Recentemente, o jornal britânico The Guardian fez uma matéria enaltecendo as produções de Sjöström He Who Gets Slapped (1924), The Scarlet Letter (1926) e The Wind (1928), classificando este último como sua melhor produção na América; apesar da crítica da época não ter sido tão favorável. Em 1993, o filme foi indicado para a preservação no National Film Registry (EUA) pela Library of Congress tamanha a sua importância para a cultura e história. Curiosodade à parte, há uma cena da obra de Sjöström que às vezes me faz pensar se James Cameron teria assistido The Wind antes de produzir Titanic...

17 comentários:

disse...

Maravilhoso filme! Impressionante como Lillian Gish tinha influência em suas produções, podendo sugerir roteiros e escolher com quem trabalhar. Gosto do final, diferente porém feliz. E a cena com certeza lembra Titanic!
Você vai gostar muito das postagens que eu tenho para janeiro :)
Beijos!

M. disse...

Estou em débito com o cinema mudo, preciso assisti-lo mais! Realmente na última foto em que mostra uma das cenas do filme, me veio logo a cabeça Rose e Jack de Titanic! Acreito que se não fossem os antigos e clássicos o cinema atual não tinha algumas inspirações.

renatocinema disse...

Começou bem 2013.....amo cinema mudo.

Alguns dos melhores filmes são sem dizer uma única palavra.

Feliz ano novo e que o cinema seja uma eterna sabedoria artistica com ou sem som.

Beijos

renatocinema disse...

Esse infelizmente ainda não vi....vou tentar cópia.

Bruxa disse...

rsrs interessante... com certeza James Cameron assistiu, esse mundo do cinema faz muitas escolas.
Gosto dos filmes dessa época. Gostaria de fazer a coleção do Chaplin que saiu há um tempo em um jornal, mas infelizmente não deu.

Obrigada pelo carinho que deixa na caverna.
Não lembro se te respondi sobre a casinha com personagens que fiz para o Natal. Vc me perguntou se sou eu mesma que faço. A resposta é sim. Todos os trabalhos que posto lá, como "Poções", são feitos por mim.

Um ano maravilhoso pra vc.

Abração esmagador.

Bruna Worspite disse...

Que bacana conhecer um pouco mais sobre esse consagrado diretor, infelizmente hoje em dia já não se fazem mais tantos filmes mudos como antigamente.


Bjs

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Victória Cruz disse...

com certeza Cameron de inspirou, a cena é realmente bem parecida.
Cinema mudo é e sempre será um clássico, pena que seus artistas foram esquecidos.
obrigada pelo comentário lá no blog flor ((:
que bom que voltou!
beijos
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Anônimo disse...

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Tsu disse...

Oi Rubi!
Garota, quanto tempo mesmo que você não aparece no blog! E ai como foi as festas de fim de ano? Comemorou bastante ou foi mais de boa?
Você, como sempre, trazendo informações de filmes incríveis..tenho tantos que ainda preciso ver...mas com o seu blog eu já tomo conhecimento!
Fazia tempo que eu não colocava um top 7 no blog...aí optei por fazer algo relacionado á Disney que eu gosto demais.
Ah estamos expert em sobreviver á apocalipses já u.u Nem temos mais medo kkkk.
Hoje em dia étudo facebook..se não tivermos um facebook e entrarmos na onda...já era.
bjs!

Beatriz Alencar disse...

Oi Rubi!! Não conhecia o filme, mais seu post me fez ficar curiosa para ve-lo; Na verdade, lendo ele percebo que vi poucos filmes da era do cinema mudo :( tenho que ver mais porque sei que tem muitas obras primas daquela época! Abraços,

Regi disse...

Um clássico que estou há tempos estou querendo assistir. Gosto muito de Lilliam Gish e apreciei bastante a parceria dela com o Victor na The Scarlet Letter.

Daniele Rodrigues de Moura disse...

Olá, Rubi!!!
Este filme é fantástico! E apesar de tê-lo assistido no ano passado, ela já figura na lista dos meus favoritos. Ele é muito marcante, profundo e inteligente. Eu diria que é um filme perfeito. Nossa, são tantas coisas pra falar desta obra-prima, ou como disse Roberto Carlos: São tantas emoções!!
rsrsrs
Dê uma olhada nos dois textos que escrevi lá no blog!
Um abraço
Dani

Pictor disse...

Como já disseram, também considero extremamente interessante o fato de uma atriz ter tamanho poder de decisão. Acredito que essa "força" era comum naquela época e foi se perdendo com o tempo. É bom saber que existiram atores com uma personalidade tão marcante desde os primódios do cinema.

Por que você faz poema? disse...

E vc ainda tem dúvidas quanto a "inspiração" de Cameron?

Jefferson C. Vendrame disse...

Nossa Rubi essa sua postagem me instigou muito! Quero ver esse filme o mais rápido possível. Só de ver as fotos e ler sobre a trama já fiquei com água na boca!
Será que tem para baixar na net? Pq comprar, creio eu, deve ser meio difícil, já que são tantos os filmes mudos que nunca foram lançados no país! Vou em busca!
Parabéns pelo ótimo post!

Abração

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Esse blog destina-se a trazer informações, curiosidades, músicas e muitas dicas. O universo de pesquisa é muito vasto e se você tiver interesse em algo ou alguém deste universo em especial, faça sua sugestão e na medida do possível tentarei apresentar um trabalho que lhe agrade.

 
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