quarta-feira, 22 de maio de 2013

Thomas H. Ince

Nascido em 6 de novembro de 1882 em Beverly Hills/Califórnia, Thomas Harper Ince foi diretor, produtor e roteirista, ficando conhecido como pai dos filmes de faroeste. Filho de comediante e atriz, vivia com seus três irmãos quando estreou nos palcos aos 6 anos de idade. Em 1898, após inúmeras aparições sem muita expressão, foi convidado a fazer parte do elenco na peça Shore Acres, que seria apresentada na Broadway. Apesar dos convites que surgiram ao longo dos anos, optou por trabalhar como promotor até ingressar na indústria cinematográfica através da Edison Manufacturing Company. Motivado pelos pais, e principalmente pela paixão ao vaudeville, criou sua própria Companhia; porém não obteve muito sucesso. Em 1906 conheceu a atriz Elinor "Nell" Kershaw, e atuaram juntos na peça  For Love's Sweet Sake; no ano seguinte, casaram-se. Sua carreira como ator não ia bem, e sua esposa Elinor contribuiu para que conseguisse outro emprego, dessa vez na Biograph, onde trabalhava apenas com filmes.

Em 1910, juntou-se a Independent Motion Pictures Co. e teve a oportunidade de produzir, no ano seguinte, o filme The Lover's Signal. Não muito longe dalí, o diretor alemão Carl Laemmle, que se mostrava interessado no trabalho do jovem diretor, fez com que a Motion Picture Patent Company o contratasse. Apesar do esforço e do material que dispunha, poucos filmes foram produzidos, a maioria do gênero western e guerra. No entanto, suas obras possuíam um diferencial: os efeitos especiais; e mesmo com poucos recursos, Ince conseguia impressionar o público. Ainda em 1911, foi contratado pela New York Motion Picture Co, onde criou estilo próprio na produção de seus filmes, desde o roteiro até as filmagens. No ano seguinte, Ince se mostrava insatisfeito com o local de trabalho, pois acreditava que um espaço maior poderia render mais e melhores produções cinematográficas. Foi então que adquiriu um terreno entre Sunset Boulevard e a Pacific Coast Highway, que mais tarde ficaria conhecido como Inceville.

O novo estúdio contava com palcos, escritórios, buffets e na inauguração, Ince contratou o Miller Brothers 101 Ranch para apresentar um show de western com direito a cavalos, cowboys e índios. Inceville foi concluída com várias estruturas que iam desde barracos até mansões, e muitos sets de western ao ar livre. O local ainda serviu de moradia para vários trabalhadores, cowboys e índios e o sistema implantado por Ince em suas produções tornaram Inceville modelo para os Estúdios de Hollywood. Ince inovou trazendo para si a responsabilidade da produção total de seus filmes, desde o começo até a finalização; bem como a contratação de profissionais específicos para cada tópico do filme: roteirista, diretor e editor.

Em parceria com George Stout, Ince reorganizou a forma de produção dos filmes da Inceville, que passou a editar três filmes por semana. À partir deste novo estilo, Ince manteve controle absoluto sobre a produção dos seus filmes, chegando à atingir a marca de 150 obras em 1913. Entretanto somente após vários elogios da crítica europeia, conseguiu que a opinião dos profissionais do ramo nos EUA também passassem a elogiá-lo. Ainda em 1913, Ince optou por estar a frente apenas da produção dos filmes, atribuindo a tarefa de direção aos jovens diretores da época, entre eles Francis Ford, John Ford, Henry King, Frank Borzage; bem como lançou o talentoso William S.Hart. À partir de 1916, Inceville passou a ser vítima de vários incêndios que acabaram por levar Ince a desistir do projeto e vendê-lo a William Hart, que posteriormente rebatizou o estúdio de Hartville mantendo-o ativo até 1922. Em 1918, após uma breve parceria com Adolph Zukor, Ince adquiriu uma nova propriedade e fundou a Thomas H. Ince Studios, que estendeu suas atividades de 1919 a 1924.

Embora a produção de western fosse seu ponto forte, nos últimos anos de atividade, Ince dedicou-se a produção de dramas sociais. Há dúvidas sobre a morte de Thomas Ince, alguns acreditam numa fatalidade e outros num possível assassinato. Uma das versões indica que no dia 15 de novembro de 1924, após participar de uma festa no iate de William Randolph Hearst, Ince foi vítima de uma intoxicação alimentar; e apesar do rápido atendimento a que foi submetido, faleceu quatro dias mais tarde, no dia 19 de novembro de 1924 aos 42 anos de idade vítima de um ataque cardíaco. A segunda versão, originada de rumores, conta que Ince foi vítima de um tiro disparado por Hearst, ao confundi-lo com Chaplin, durante uma crise de ciúmes pela atriz Marion Davies. Em 1925, o Thomas H. Ince Studios foi adquirido por Cecil B. DeMille; dando origem ao DeMille Studios; o qual posteriormente em 1991, foi adquirido pela Sony Pictures. Ince deixou uma extensa filmografia, dentre as quais, destaque para: Little Nell's Tobacco, The Brand, A Dog's Tale, Maid or Man, The Convert, The Fisher-Maid,  As a Boy Dreams, The Skating Bug, The Sentinel Asleep, Uncle's Visit, An Indian Martyr, Through the Flames, The Desert, The Frontier Child e Flicker Flashbacks No. 1, Series 5 Civilization (sua última produção).  

11 comentários:

Sasori disse...

< 3

Suzane Weck disse...

Ola Ruby,que excelente pesquisa á respeito deste simpático diretor e roteirista.Não cheguei á conhecer mas pelo que li no post foi um ótimo profissional.Que bom que gostastes da musica que postei de Glenn ,aliás o filme da vida dele é "Musica eLágrimas"com Stewart e June Allison e fiz uma postagem á tempos atras[22 de maio 2011]onde cantei Moonlight Serenade numa versão bem romântica.Se tiveres tempo e quiseres dar uma olhada é só clicar no nome da musica que esta numa coluna do lado direito. Parabéns querida amiga pela excelência de teu blog.Beijusss.SU

REINVENTANDO disse...

Aprendendo mais sobre um novo diretor e roteirista que não conhecia..Abraços.Sandra

disse...

Ince foi um grande pioneiro que mereceu este belo post aqui em seu blog. A era do cinema mudo com certeza esteve cheia de crimes e acidentes dignos de nota!
Beijos!

*♡* Jane Dos Anjos *☆* disse...

Oiee... Rubi a quanto tempo, como estou voltando, mesmo que seja aos poucos, não poderia deixar de passar aqui.
Menina onde é que tu acha tanta informação assim?
Otima postagem como sempre, seu Blog ainda vai virar um marco para pesquisas do cinema antigo, se já não é.
Bjs
www.artesdosanjos.com.br

Tsu disse...

Oi Rubi!
Olha só..mais uma vez vc surpreende com uma bela postagem sobre essas pessoas que realmente fizeram o cinema e também o imortalizaram! Não sabia nada sobre ele, agora sei!
Eu acho que vc deveria fazer um post no seu blog sobre Teatro dos Contos de Fadas...tenta ver a série, tem no youtube.o legal é que tem a participação de muitos atores e atrizes conhecidos.
Caramnba! Entao tás bom assim, emprego que vc volta rapidinho pra casa^^ No que está trabalhando?
Bom sempre estou tentando algumas mudanças..raramente dá certo mas não custa tentar hohoho.
Eu acho que A Rainha da Neve é uma obra que dá para paroveitar de diversos jeitos..no filme que te falei as personagens centrais são um casal de namorados e aparece também uma feiticeira para cada estação do ano. Ainda faço uma resenha sobre esse filme.
bjs

Ruby disse...

Oi Rubi. Descoberta legal, não sabia que era conhecido pai dos filmes de faroeste e olha que gosto do gênero.

Beatriz Alencar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Beatriz Alencar disse...

Muito interessante Rubi! Não conhecia o Thomas H. Ince, e com seu texto pude aprender mais sobre as origens do cinema :D Bjoos

Fernando disse...

Olá Rubi,
o seu blog é de uma importância muito grande sabia, pelo resgate da história que você faz. Venho te dar os parabéns por isso. Grande abraço
Fernando
http://fernu5083.blogspot.com.br/

REINVENTANDO disse...

Passando para te desejar uma ótima terça.
Abraços.Sandra

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