quarta-feira, 26 de outubro de 2011

F.W. Murnau

Quando ouvimos algum comentário sobre o F.W. Murnau, é comum associarmos o diretor a um dos maiores clássicos de todos os tempos: Nosferatu. Porém, outras obras tão importantes quanto essa também fazem parte de sua extensa e invejável filmografia. Nascido Friedrich Wilhelm Plumpe no dia 28 de dezembro de 1888, F.W. Murnau iniciou sua carreira no cinema mudo, passando pelo expressionismo alemão e pelo Kammerspiel (um movimento do cinema alemão da década de 20). Muitas de suas obras foram perdidas ao longo dos anos, no entanto, Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens; Faust; Sunrise e Tabu (com Robert Flaherty) são considerados verdadeiros clássicos, e até hoje servem de inspiração para os cineastas mais jovens.

Homossexual assumido, Murnau estudou história da arte na University of Heidelberg e foi piloto de combate na Primeira Guerra Mundial antes de dirigir seu primeiro filme: Der Knabe in Blau em 1919. Mais tarde lançou Satanas (drama); Der Bucklige und die Tänzerin (O corcunda e a dançarina, terror perdido); Der Janus-Kopf com Bela Lugosi e Conrad Veidt; Abend - Nacht - Morgen (perdido); Sehnsucht e Der Gang in die Nacht (Desejo ardente e A caminhada na noite), com Conrad Veidt; Schlob Vogelöd (O castelo assombrado); e "Marizza , genannt die Schmugglermadonna" (A contrabandista). Em 1922, baseado na obra de Bram Stoker (Dracula), produziu Nosferatu, eine Symphonie des Grauens (Nosferatu, uma sinfonia de horror), contando com a ilustre presença do sinistro Max Schreck.

Dois anos depois, com a ajuda de Carl Mayer, produziu "Der Letzte Mann" (A última Gargalhada) estrelada por Emil Jannings, uma obra prima do cinema que utilizou recursos do expressionismo e do Kammerspielfilm. Antes de produzir seu último filme na Alemanha, vale ressaltar algumas obras, tais como Phantom (Fantasma) e Herr Tartüff (Tartufo). Em 1926, contando com Gösta Ekman, Emil Jannings e Camilla Horn, lançou seu último filme em território alemão: Faust (Fausto), que na época foi um fracasso de bilheteria. Por outro lado, foi considerado uma das melhores adaptações do livro de Goethe; e atualmente é visto como uma das melhores produções de Murnau. No ano seguinte, já em Hollywood, juntou-se à Fox Studio e fez Sunrise (Aurora), lembrado e citado muitas vezes como um dos melhores filmes de todos os tempos; a obra prima dirigida por Murnau lhe rendeu vários prêmios, dentre eles: Oscar e Academy Awards. Seus últimos filmes foram 4 Devils (Os quatro demônios); City Girl (A garota da cidade) e Tabu, a story of the south seas (Tabu) 1928, 1930 e 1931, respectivamente.

Infelizmente, Murnau não teve tempo de ver na tela o seu último filme, pois no dia 11 de março de 1931 morreu num acidente de carro. Apenas 11 pessoas compareceram ao seu funeral, dentre elas Robert Flaherty , Emil Jannings , Greta Garbo e Fritz Lang, o qual fez o discurso fúnebre. Em 2000, o diretor E. Elias Merhige lançou o filme "Shadow of the Vampire", onde presta uma homenagem a Murnau (interpretado por John Malkovich), falando do diretor e de toda a produção que envolveu a criação do grande clássico Nosferatu.

9 comentários:

Bk. disse...

sheuhse é verdade. eu coloquei nos dois blogs o poste hehe :)
http://enodiadebk.blogspot.com/

disse...

Bom conhecer mais desse grande diretor. Uma pena que vários de seus filmes estejam perdidos. Só de ter Greta Garbo e Fritz Lang no meu funeral já seria uma honra!
Adorei a música!
Beijos

Camila França disse...

Que demais ele foi hein!
:D
E essas 11 pessoas que prestigiaram ele, devem ter sido os 'de verdade'.

Bem, eu andava sumida do mundo blog, agora estou de volta!
E passei pra dizer olá!

Beijão.

Clarissa Vergara disse...

Como sempre seu blog está lindo.
Com esse talento todo o sucesso está aí!!!!

Parabéns novamente, e obrigada pelas passagens no meu blog^^

Beijãoo

Tsu disse...

Oi Rubi!

Murnau....é fato que ele é mais lembrado pelo Nosferatu mas como não poderia ser? Em Nosferatu ele levou o expressionismo alemão ao ápice do terror e até hoje esse filme assusta. A homossexualidade dele eu tinha conhecimento há muito tempo mas não certeza.
Agora..o funeral dele tinha apenas 11 pessoas..porém, esses sim eram amigos de verdade.

Ah, o Leon foi inserido na lista recentemente mas não poderia ficar de fora né? Ele é perfeito *.*. Bom, com minha descrição acho que deu pra vc conhecer melhor os outros rapazes. Para mim Itachi é top e o Mello também mas Johann..se vc ver a série verá que ele é o personagem mais complexo dos animes.
Recebi sim, brigada pela mensagem!
Sim, cosplay do Godiznez! Eu ri aqui quando vc me lembrou das tentativas do prof Girafales em dar aula...reralmente ele precisa de algumas aulas com o Seu Madruga 9lembra desse capitulo queo Madruga dá uma aula para o pessoal? Hilário!).
Heey! Preparada pro ZW? Quero te ver lá!
bjs

http://www.empadinhafrita.blogspot.com

Por que você faz poema? disse...

Salve, F.W. Murnau!
O cinema agradece.

Kiko Lemos disse...

Outra figurinha que tive ue engolir na cadeira da História do Cinema, como citado um dos principais expoentes do cinema expressionista alemão (cujo acho um dos mais completos movimentos), já o Kammerspiel não me agrada acho vago e pouco proveitoso.

F.W. Murnau é top de linha e vemos como filmes feitos a quase 100 ano conseguem ter mais aprofundamento, essência do que produção milionárias atuais.

Grande abraço

Karla Hack dos Santos disse...

Só 11 pessoas?
Uau! Que falta de prestígio com alguém que mudou a forma do cinema... O maior expoente do Expressionismo. Lembrar de Nosferatu é inevitável; Mas, é Faust que realmente me fez mudar de visão.

Belíssimo post!


;D

Bruna Worspite disse...

Muito bom poder conhecer um pouco mais de quem marcou o mundo das filmagens!


bjs
http://bruhworspite.blogspot.com/

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